Simbiose: Casa Grelha, São Francisco Xavier, SP

Publicado por ecohabitar a May 25, 2009 em Design Inteligente, Preservação Ambiental, Projetos | Seja o primeiro a comentar

A Casa Grelha se acomoda delicadamente a um terreno de 65 mil m², coberto pelo verde da mata Atlântica, na serra da Mantiqueira, em São Paulo. Feita de madeira, parece flutuar e se mescla às copas das árvores. O nome vem da estrutura suspensa em formato de grelha, que esquadrinha o espaço em módulos cúbicos, todos com as mesmas medidas, uns cheios, outros vazios: ambientes internos, varandas e vãos livres, estes sem teto nem piso.

Foram três as exigências dos clientes: que a casa fosse térrea, que todos os espaços fossem interligados sem comprometer a privacidade dos moradores e convidados, e que a construção se integrasse à natureza (…). Outra questão era evitar que a casa ficasse exposta aos ventos frios e à umidade da região.

A solução para construir uma casa térrea em um terreno extremamente acidentado, cheio de curvas, depressões e formações rochosas foi erguer toda a estrutura sobre pilotis de concreto de alturas que variam de acordo com o relevo. São 89 deles, os mais altos com 5 m. Os arquitetos optaram por incrustar a casa num vale do terreno, formando uma espécie de ponte entre duas elevações naturais e mantendo a construção, embora suspensa, no mesmo nível do solo.

Também houve um cuidado para manter certa harmonia entre cores e dimensões. O aço corten das vigas, com um tom natural de ferrugem, harmoniza-se com a cor da madeira piquiá do resto da estrutura. Embora varie a espessura das vigas, dependendo do peso do módulo da casa que sustentam, a altura das peças é sempre a mesma, formando uma grelha homogênea, em simbiose com a natureza circundante. Esse aspecto é realçado pelos espaços vazados no meio da estrutura, por onde crescem grandes árvores. “A idéia era manter esse espaço por onde as árvores vão crescer”, diz Forte. “Essa estrutura emoldura a paisagem. A casa vai sumindo na natureza: você vai andando e vai vendo quadros”, descreve o arquiteto.

in Revista aU, Julho 2008

Casa Grelha, São Francisco Xavier, SP, 2006-07

Forte, Gimenez e Marcondes Ferraz Arquitetos

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Construção Sustentável: “No Brasil, os projetos tem melhor qualidade”

Publicado por ecohabitar a May 22, 2009 em Materiais Ecológicos, Preservação Ambiental | Seja o primeiro a comentar

Adalberto Felício Maluf, coordenador da Fundação Clinton no Brasil, declarou em entrevista à Revista Sustentabilidade, que “o mercado brasileiro de produtos de baixo impacto ambiental para a construção civil está em expansão e já atrai a atenção de grandes investidores estrangeiros do setor.”

Através da Clinton Climate Initiative [Iniciativa Clinton pelo Clima], a Fundação Clinton apoia cidades a formularem projetos de mitigação de gases de efeito estufa e de eficiência energética em edificações. No caso do Brasil, a entidade estimulou alguns dos maiores produtores de equipamentos a entrarem no mercado brasileiro tendo também sido membro fundador do Green Building Council Brasil (GBC-Brasil). Participa aínda, como observadora, do Conselho Brasileiro de Construção Sustentável, que, segundo Maluf, ”está fazendo coisas muito interessantes na adaptação de critérios sustentáveis para a realidade brasileira.”

Alguns trechos da entrevista:

RS: O mercado brasileiro para produtos voltados às construções de baixo impacto ambiental é promissor?

Maluf: Muito promissor! O mercado brasileiro de consumo de materiais ambientalmente corretos ou a implementação de obras sustentáveis é a maior da América Latina, apesar de ser muito menor em volume do que o mercado europeu, americano ou até asiático. (…)

Aqui no Brasil é possível consumir itens de construção sustentável, como sistemas para coleta de água da chuva, reuso de água, energia solar, energia fotovoltaica, isolante de vidro, porque os projetos tem melhor qualidade. O mercado por si só exige esse diferencial.

RS: A Fundação atua também no âmbito da legislação?

Maluf: No que diz respeito à legislação, trabalhamos em programas voluntários ou obrigatórios, como em muitas cidades americanas, australianas e européias que obrigam grandes consumidores de energia a fazerem auditorias energéticas nas suas edificações.

Os empresários, no dia-a-dia, não têm muita preocupação com eficiência energética, porque têm muitas outras preocupações. Contudo, a medida que o poder público, como planejador e formulador de políticas, obriga-os a pensar nisso, eles acabam percebendo que poderão ter lucro ao final do processo, com a economia de energia que a auditoria vai gerar.

Se o projeto de lei sobre mudanças climáticas de São Paulo for aprovado nos próximos dias, serão estabelecidos critérios mínimos de eficiência energética para reforma, compra, venda ou construção de novas edificações. Também estão previstos programas voluntários ou obrigatórios de auditoria para grandes e médios consumidores de energia, assim, como para a regulamentação de energia solar em habitações populares.

mais aqui.

Energia Celeste

Publicado por ecohabitar a May 20, 2009 em Atualidades, Eficiência Energética, Preservação Ambiental | Seja o primeiro a comentar

O Vaticano, o menor estado independente do mundo, pretende construir a maior central solar da Europa. Contando com assessoria da Solarworld AG, fabricante alemã de painéis solares, a Santa Sé calcula que a central, cuja construção está orçamentada em 500 milhões de euros, deverá gerar 100 megawats e pode fornecer electricidade a 40 mil lares, permitindo, portanto, ao pequeno país de 900 habitantes exportar energia.

No ano passado, a colocação de painéis solares sobre a sala Paulo VI permitiu ao Estado do Vaticano obter de forma limpa uma porcentagem considerável da energia gasta, num gesto classificado pela Santa Sé como um sinal concreto do seu «compromisso ecológico».

Outro sinal é o fato de o próprio Estado da Cidade do Vaticano ter sido o primeiro a alcançar o objetivo de «emissões zero» de carbono, com a criação, em 2007, de uma zona florestal em território húngaro.

Desde que se tornou Papa em 2005, Bento XVI tem tratado abertamente da questão ambiental. Na  mensagem do Dia Mundial da Paz, em 2007, declarou: “A destruição do ambiente, um uso impróprio ou egoísta do mesmo e a apropriação violenta dos recursos da terra geram lacerações, conflitos e guerras, precisamente porque são fruto de um conceito desumano de desenvolvimento“.

A poluição foi também apontada pelo Vaticano como um dos novos “pecados sociais” numa lista publicada no ano passado pelo jornal “Osservatore Romano”.

EcoDrain: não jogue seu dinheiro pelo ralo

Publicado por ecohabitar a May 19, 2009 em Atualidades, Eficiência Energética | Seja o primeiro a comentar

Uma ducha quente é um tremendo desperdício de energia: a água que aquecemos usando grandes quantidades de eletricidade ou gás tem apenas alguns breves segundos de “vida útil”, desde que sai da boca do chuveiro até sumir pelo ralo aínda quente e cheia de energia subaproveitada. E se fôssemos capazes de recuperar parte dessa energia usando o calor da água desperdiçada para aquecer água fria aínda no cano? Essa é a proposta da EcoDrain, uma empresa canadense que desenvolveu um método simples de troca de calor que se propõe reduzir até 40% da energia utilizada para aquecer água.

Segundo o fabricante, o aparelho é um permutador de calor fabricado em aço inoxidável que não tem partes móveis, dispensa manutenção e é simples de instalar. O dispositivo é instalado no cano que recebe a água do ralo e dispõe no seu interior de uma tubulação selada que faz a permuta de calor entre os dois circuitos de água (limpa e cinza) e que foi desenvolvida de modo a maximizar a superfície de transferência sem prejudicar o fluxo da água. Para prevenir o acúmulo de sabão e outros resíduos, o interior da câmara de águas cinzas do EcoDrain é revestido de material antiaderente.  O esquema de funcionamento do dispositivo bem como outras informações adicionais podem ser conferidos aqui (em inglês).

Decatlo Solar

Publicado por ecohabitar a May 15, 2009 em Atualidades, Eficiência Energética | Seja o primeiro a comentar

Os representantes das várias universidades que compõem o grupo que representa o Brasil pela primeira vez no Solar Decathlon Europe (SDE) acabam de finalizar o projeto básico de uma casa energeticamente sustentável.

O Solar Decathlon é uma competição para Universidades que consiste em desenhar e construír um protótipo de uma casa de 70 m², auto-suficiente energeticamente, usando como única fonte de energía a energía solar.

No total, 20 equipes de todo o mundo foram escolhidas para participar da competição bienal, que faz parte de um convênio entre os Estados Unidos e Espanha.

Segundo o site PINIweb, “Roberto Lamberts, pesquisador do programa PROCEL Edifica (..) e professor da Universidade Federal de Santa Catarina, que integra o projeto, (..) considera um desafio interessante para os estudantes que estão participando. “O arquiteto brasileiro é muito plástico, estético. Mas esse concurso demanda uma característica mais técnica do projetista”, observa.”

Ecohabitar no Blog do Noblat

Publicado por ecohabitar a May 14, 2009 em Atualidades | 4 Comentários

No passado dia 7 de Maio, este nosso blog teve o prazer e a honra de ser recomendado pelo Blog do Noblat na sua seção “Dica de blog“.

O Blog do Noblat é um blog jornalístico sobre política mantido pelo jornalista Ricardo Noblat e abrigado no portal do jornal O Globo. É o mais antigo blog de notícias políticas do país. É também o mais premiado e o que tem mais links em outros blogs que remetem para ele.

Greenwash: Portugal

Publicado por ecohabitar a May 13, 2009 em Atualidades, Eficiência Energética | Leia o primeiro comentário

A empresa portuguesa Energie, celebrada nos últimos anos pelos seus painéis solares termodinâmicos ganhadores de alguns prêmios, viu a sua certificação como produtora de equipamentos solares térmicos ser retirada pela Din Certco, um dos cinco organismos certificadores reconhecidos na União Europeia para este tipo de equipamentos, que lhe havia concedido o título “Solar Keymark” no passado 10 de Março. A decisão veio na seqüência de diversas denúncias feitas por especialistas portugueses que acusavam a empresa de confundir os consumidores vendendo sistemas de bomba de calor (anunciados como painéis solares termodinâmicos) como se de coletores solares térmicos se tratassem.

 O jornal Público, ao dar a notícia, esclarece: “Embora a questão pareça iminentemente técnica, o alcance é sobretudo económico. Na parte técnica, o que está sobretudo em causa é o facto de os chamados painéis da Energie usarem a energia eléctrica não de forma subsidiária, mas como fonte principal, o que não acontece com os colectores solares térmicos. O resultado é uma expressiva factura eléctrica que os colectores solares térmicos não têm. Ou seja, quem compra um sistema como o referido a pensar que é um colector solar térmico pode ver a sua conta de electricidade aumentar em vez de diminuir.”