Inexorável: luz 13% mais cara em São Paulo

Publicado por ecohabitar a June 30, 2009 em Atualidades, Eficiência Energética | Leia o primeiro comentário

da Folha online

“Os consumidores de energia elétrica de São Paulo terão que pagar 13% a mais, em média, pelo serviço prestado pela Eletropaulo. O reajuste vale a partir de 4 de julho.

De acordo com autorização da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), o reajuste será de 12,96% para consumidores residenciais (baixa tensão) e entre 9,2% e 15,25% para consumidores industriais (alta tensão).

A Eletropaulo atende atualmente a cerca de 5,8 milhões de unidades, abrangendo 24 municípios da região metropolitana de São Paulo. Só o consumo de energia elétrica da capital representa receita anual de aproximadamente R$ 8 bilhões.

O peso no bolso do consumidor poderia ter sido ainda maior. A Eletropaulo havia pedido reajuste médio anual de 18,75%, a ser aplicado a partir de 4 de julho. “

tema da eficiência energética é um dos pilares de nosso trabalho e a ele dedicamos já vários textos. Não é à toa: o aumento inexorável das tarifas de eletricidade tornará num futuro (muito) próximo muitas de nossas casas tão obsoletas e gastadoras quanto uma velha Frigidaire. Há que mudar conceitos e parâmetros, adequando projetos arquitetônicos à realidade que nos espera.

Habitação industrial: alguns casos

Publicado por ecohabitar a June 29, 2009 em Design Inteligente | 2 Comentários

Algumas propostas de “habitação contemporânea” como produto industrial existem hoje para diferentes exigências e em locais tão diversos quanto a Índia e a Suécia.

Na primeira, o Grupo Tata, o mesmo que já apostara em comercializar o carro mais barato do mundo, anunciou recentemente o lançamento do empreendimento  Shubh Griha que disponibilizará imóveis a custos muito baixos para a população de menor renda em Bombaím. Segundo o diretor da Tata Housing, Brotin Banerjee, os destinatários são os milhões de indianos que não podem comprar suas casas e que, por isso, moram em favelas. Além dos preços, que oscilam entre R$16.000 e R$28.000, o empreendimento promete atrair os compradores com outra vantagem: a utilização de técnicas que tornarão os imóveis mais sustentáveis. À semelhança de outros países asiáticos, a Índia vem adotando sistemas de industrialização massiva na resolução de seu déficit habitacional.

 Mas não é só em países de terceiro mundo com grandes problemas habitacionais que a industrialização se tornou uma opção barata de moradia. A gigante sueca Ikea, líder mundial na venda de móveis domésticos de baixo custo, associou-se à construtora Skanska e criou a BoKlok, empresa que produz habitações modulares a preços acessíveis e que atua em mercados como a Suécia, Noruega, Dinamarca, Finlândia e Inglaterra, países cujas economias e composição social estão nos antípodas de sociedades como a indiana (ou a brasileira) às quais mais facilmente associamos idéias e estereótipos aínda negativos como “habitação industrial” ou “casa pré-fabricada”. À semelhança de outras construções modulares, entre 70 e 80% da BoKlok é fabricada por operários especializados numa linha de montagem semelhante às utilizadas por montadoras de automóveis. É claro que isso reduz as opções de personalização do imóvel a praticamente zero, mas reduz também o preço: na Suécia, uma BoKlok pode custar a partir de R$30.000, muito barato para a economia local.

Sustentabilidade, o que é?

Publicado por ecohabitar a em Preservação Ambiental | 2 Comentários

O Relatório Brundtland definiu desenvolvimento sustentável como aquele que permite satisfazer as necessidades do presente sem, no entanto, comprometer a capacidade das gerações futuras em fazer o mesmo. A foto foi tirada ontem, 28 de Junho de 2009, na porta de casa, em Cotia, SP, a cerca de 25 km do centro de uma das maiores metrópoles do mundo. Trabalhamos para que daqui a 30 anos seja possível fazer uma semelhante.

Etiquetagem de imóveis: sai o Procel Edifica

Publicado por ecohabitar a em Eficiência Energética | Leia o primeiro comentário

 

O tema já tinha sido por nós abordado aqui: a etiquetagem de imóveis é um instrumento fundamental para que os consumidores e utilizadores de imóveis façam escolhas conscientes na altura da compra ou aluguel. Agora, finalmente, “O governo federal apresentará no dia 2 de julho um sistema de classificação do nível de eficiência energética dos edifícios no país por meio da Etiqueta Procel Edifica

Eis o que conta a Revista Sustentabilidade: “Os edifícios não residenciais receberão as etiquetas que atestam seu grau de eficiência na conservação de energia, assim como já acontece com as geladeiras e maquinas de lavar louça e roupa.

Os edifícios com maior grau de eficiência receberão a etiqueta A e de menor eficiência, G, indicando o consumo médio do edifício. (…) Em uma segunda etapa, será lançado um etiqueta para edifícios residências.

“Empreendedores de ponta irão começar a adotar a etiqueta para fazer o diferencial de mercado dos seus produtos”, avaliou Roberto Lamberts, do Centro Tecnológico do Departamento de Engenharia Civil da Universidade Federal de Santa Catarina que liderou a equipe responsável pelo desenvolvimento da parte técnica do programa,. “A idéia é que o programa comece como voluntário e vire obrigatório dentro de alguns anos.” (…)

As etiquetas serão emitidas pelo Programa Procel Edifica, do Ministério de Minas e Energia/Eletrobras e o processo de etiquetagem dos edifícios será feito sob coordenação do Inmetro.

O Procel Edifica será apresentado durante um seminário que acontecerá na sede do Sindicato da Construção Civil de Grandes Estruturas no Estado de São Paulo (Sinduscon-SP) na cidade de São Paulo”.

Casa: um objeto industrial

Publicado por ecohabitar a June 24, 2009 em Design Inteligente, Preservação Ambiental | 5 Comentários

in PINIweb

Por Raymundo De Paschoal

Nas discussões sobre o problema habitacional no Brasil, aparece com frequência a proposta de que construtores, projetistas e demais agentes do mercado absorvam o contingente de desempregados de nossa sociedade. Acredita-se que a utilização de mão-de-obra não especializada é uma característica intrínseca da indústria da construção civil. Tal ideia constitui uma das grandes dificuldades na superação do caráter artesanal do setor, no qual a construção de um prédio ou de cada casa é encarada como um episódio isolado dos demais serviços correlatos.

(…) De outra parte, instrumentos edilícios como os Códigos de Obras e até mesmo leis reguladoras das relações contratuais de obras habitacionais não são suficientemente abertas para os avanços técnicos, tecnológicos e construtivos. Além disso, não atendem às características específicas das regiões ou cidades onde se aplicam e aos níveis tecnológicos e industriais ali existentes.

Tais instrumentos são, acima de tudo, mecanismos de punição e de restrições aos projetistas e construtores interessados na arte de bem construir. Isso sem falar da ignorância em relação aos usos de energias alternativas (solar, eólica, etc.), que seriam extremamente desejáveis em áreas onde as redes convencionais de serviços e de infraestrutura não estão presentes. Ou seja, exatamente onde se imagina que serão desenvolvidos os empreendimentos habitacionais de grande porte. É por isso que os ditos “planos habitacionais” referem-se apenas ao financiamento. Não estão vinculados à estratégia de ocupação do solo. (…)

O tratamento artesanal da construção, nos dois níveis até aqui comentados - o da própria concepção da produção habitacional e sua consagração nos instrumentos legais - reforça algumas outras idéias:

- Que todos são capazes sozinhos de construir suas casas, como o castor ou o João-de-barro. Ideia que vem se consolidando pela eleição dos defeitos e não das virtudes do processo.

- Que todos terão casa própria e o dinheiro para adquiri-la ou construí-la. Tais idéias afastam a discussão de habitabilidade, entendida como a existência do transporte, dos serviços e equipamentos. Afastam a discussão das possibilidades dos custos de manutenção de uma vida urbana, fatalmente agregados à “casa própria”. E afastam a tal ponto que a “casa própria” se transformou em prioridade e não a moradia, entendida em outros parâmetros de relações urbanas. Em resumo, se discute mais o dinheiro para a habitação do que as soluções propriamente ditas. Tudo em função de uma falsa prioridade do que seja “casa própria”.

- Que existe uma “habitação popular” e logicamente uma “não popular.” Tal classificação esconde a noção de produtos piores e melhores, menores e maiores e também atrapalha a discussão do que se poderia chamar de “habitação contemporânea”.

A “habitação popular” obviamente remetida às camadas de baixa renda é apenas a “não popular”, muito pior qualitativamente e de dimensões reduzidíssimas. As pequenas dimensões nem sempre são resultado da funcionalidade ou da escolha do tamanho ideal para se morar. Ao contrário, a diminuição dos tamanhos das residências dá-se pela necessidade do aumento da diferença entre os custos de produção e os preços de venda ou pelo dimensionamento do poder aquisitivo da população. Mas o mal não está necessariamente aí, nos lucros ou no fato de se construírem pequenas unidades residenciais. O problema, no caso, é a inexistência de um pensamento industrial para a casa ser proposta, como um objeto industrial que relacione a sua utilização com o seu tamanho e com a viabilidade de atender demandas. E de serem criadas condições de assentamento desses objetos no território urbano.

Deveriam ser “desmanchadas” algumas ideias para que se possa retomar alguns mecanismos de provisão habitacional, aliás, já cogitados em outras épocas. Para animar propostas da “habitação contemporânea” como produto industrial, será necessário partir para o encontro de vários interesses intervenientes, na montagem de projetos. (…)

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Desenvolvimento Urbano Sustentável: uma proposta para o Cinturão Verde

Publicado por Martha Nader a June 17, 2009 em Opinião, Preservação Ambiental | Leia o primeiro comentário

A Região Metropolitana de São Paulo reúne 39 municípios em intenso processo de conurbação, formando uma mancha ocupada contínua e em expansão constante e desordenada. Com cerca de 20 milhões de habitantes (estimativas IBGE para 2008), é o maior centro urbano do Brasil e da América do Sul, e a sexta maior área urbana do mundo, sendo responsável por quase 60 % do PIB paulista, que, por sua vez, é o maior do Brasil. O crescimento dessa mancha avança em ondas mais ou menos concêntricas, ocupando, nas suas periferias, os espaços que oferecem menor resistência ao crescimento, comprometendo a qualidade do solo, da água e do ar dessas regiões.

O “Cinturão Verde de São Paulo”, nome pelo qual é conhecido o entorno vegetal razoavelmente preservado da megalópole, foi considerado em 1994 pela UNESCO, no âmbito do seu programa “O Homem e a Biosfera“, como parte integrante da Reserva de Biosfera da Mata Atlântica, mas com identidade própria, dadas as suas peculiaridades como entorno de uma das maiores metrópoles do mundo.

Fazendo parte da área demarcada pela UNESCO, a Reserva do Morro Grande, em Cotia, estende-se por 10.870 hectares dentro do município e, pela sua extensão contínua, torna a região ponto vital nas trocas gasosas entre o “organismo urbano metropolitano” - com seus domos de poluição - e as já referidas áreas verdes do Cinturão. A Reserva está atualmente sob jurisdição da SABESP em função dos seus mananciais e constitui-se num riquíssimo remanescente de Mata Atlântica brasileira ainda preservado, com fauna e flora diversificados e ainda pouco estudados, mesmo estando a menos de 40 km da praça da Sé, marco zero da cidade de São Paulo. Os seus mananciais são responsáveis pelo abastecimento de água de boa parte da região metropolitana, sendo a sua preservação de importância e relevância não só municipal ou regional, mas estadual e mesmo nacional dada a quantidade de pessoas a que serve.

É desnecessário dizer que o planejamento urbano em áreas do Cinturão Verde é condição básica para a qualidade de vida de seus habitantes e essencial para a preservação da fauna e flora locais. As diretrizes da UNESCO para a Reserva da Biosfera falam ainda em desenvolvimento de usos e práticas sociais sustentáveis. Conseqüentemente, torna-se necessário o planejamento de uma infraestrutura adequada à prossecução dessas metas, bem como sua inerente ordenação territorial.

Grandes eventos internacionais como a Copa do Mundo de 2014 são excelentes oportunidades para investimentos em infraestruturas que podem mudar a cara das cidades que as recebem. Os exemplos do legado de Barcelona e Sevilha em 1992 e Lisboa em 1998 podem e devem ser seguidos. O Oeste da Região Metropolitana de São Paulo possui um vasto acervo de patrimônio histórico e natural que a ser bem aproveitado poderá mudar para sempre a sua vocação. No entanto ninguém lhe reconhece nem mesmo uma identidade própria. Já citamos uma vez um texto de Rogério Ruschel que é totalmente apropriado ao contexto: “As comunidades, assim como as pessoas e empresas, têm “personalidade” e imagem. Personalidade é o conjunto de características do objeto e a imagem reflete a percepção de terceiros desta personalidade. A Vila Madalena, o Embu das Artes e a Bahia, por exemplo, têm “personalidades” próprias e imagens definidas. A Vila Carrão, o estado do Espírito Santo e a Zâmbia têm “personalidades” próprias, mas a imagem pode ser difusa. Aqui acrescentamos nós: a Serra da Cantareira tem personalidade própria e imagem definida. E o Morro Grande? Continuemos com Rogério Ruschel: “O guru de marketing Philip Kotler, no livro “Marketing Público - Como atrair investimentos, empresas e turismo para cidades, regiões, estados e países”, demonstrou que uma imagem positiva agrega valor aos locais, mas ela só pode ser construída a partir de uma “personalidade” verdadeira.

Quem já visitou o Embu das Artes, a Aldeia de Carapicuíba ou Santana de Parnaíba sabe que essa personalidade existe e é verdadeira. Quem acessar o Google Earth e pairar por cima da mancha verde adjacente a Oeste da cidade de São Paulo não tem como não ver que essa identidade existe, e como existe!

Com o volume de investimentos em infraestrutura já anunciados para a Copa de 2014, os municípios da região bem como o Governo do Estado tem uma oportunidade única para de uma vez só resolverem vários problemas: 1) elaborar para a região um Plano Diretor exigente que privilegie o desenvolvimento sustentável e integre os vários municípios da região sob supervisão estadual ou de um conselho inter-municipal 2) criar uma imagem sólida na região de pólo de turismo histórico e natural que se beneficiará com o fluxo de visitantes e a projeção dadas pela Copa mas que perdurará depois disso, para usufruto das populações locais, estimulando o turismo interno 3) criar um mercado de trabalho associado a essas atividades que beneficiará uma região carente de emprego 4) diminuir com isso os deslocamentos diários de populações na região metropolitana e atenuar assim um dos principais problemas da região 5) preservar os recursos naturais, nomeadamente a Reserva de Biosfera do Cinturão Verde de São Paulo, compromisso assumido com a UNESCO aquando da sua criação.

Haja vontade política.

 

World Innovation Forum 2009: da zona de conforto para a de oportunidade

Publicado por ecohabitar a June 16, 2009 em Atualidades | Seja o primeiro a comentar

por Caco de Paula, in Planeta Sustentável

“Muitas vezes usa-se a palavra sustentabilidade restringindo um conceito que é sistêmico, apenas ao seu aspecto ambiental. Ocorre, contudo, que nem há como discutir sustentabilidade em apenas uma de suas dimensões, sem levar em conta o fundamento econômico, sem o qual a expectativa de algo sustentável na sociedade e no ambiente torna-se apenas uma abstração.

Se a sustentabilidade não fizer parte da estratégia do negócio da empresa, suas manifestações nesse tema serão apenas retóricas e distanciadas da ação. Por outro lado, empresas efetivamente preocupadas com o valor que terão a longo prazo tendem a manter mais coerência entre sua visão estratégica e sua prática cotidiana. Precisam efetivamente, manter algum grau de inovação se quiserem ser sustentáveis, a começar por seu aspecto econômico. Foi em torno desse pensamento que os principais convidados do World Innovation Forum 2009 desenvolveram suas palestras.”

Leia o resto do artigo aqui. Veja a restante cobertura que o Planeta Sustentável fez do evento e saiba mais sobre o que é o World Innovation Forum aqui.