“Save my dollars!” ou 6 mitos sobre eco-consumidores

Publicado por ecohabitar a August 28, 2009 em Opinião | 2 Comentários

Um estudo norte-americano sobre eco-consumidores veio derrubar vários estereótipos que tinham se estabelecido sobre eles: o ambiente não é a sua principal preocupação, não são os filhos que os influenciam na tomada de decisão e ainda que muitos saibam o que fazer para salvar o planeta, a maior parte não o faz.

A conclusão, segundo Suzanne Shelton, do Shelton Group que elaborou o estudo, é que o marketing direcionado a este grupo de consumidores quase sempre falha o objetivo. “A maioria da publicidade “verde”  é criada como se existisse um grupo de consumidores ecológicos que estivesse todo motivado pelo lema “Salvem o planeta!”. Acontece que nem todos os consumidores eco-conscientes são iguais, nem todos são motiváveis pelas mesmas mensagens e não estão todos inclinados a consumir apenas produtos verdes“.

Lançado no dia 21 de Agosto, o estudo Green Living Pulse ouviu 1,007 consumidores norte-americanos que ao menos ocasionalmente comprem produtos verdes (77% da população) e concluiu que não existe o consumidor verde típico.

O estudo revelou ainda 6 mitos sobre os consumidores desse tipo de produtos:

Mito 1: A principal preocupação dos eco-consumidores é o ambiente.
Quando instados a identificar a sua principal preocupação, a opção “economia” ganhou por larga margem (59%) sendo que “ambiente” recolheu apenas 8% das respostas.

Mito 2: A maior motivação para reduzir o consumo de energia é a salvação do planeta.
Perguntados sobre a razão mais importante para reduzir o consumo de energia, 73% escolheram “reduzir as contas/controlar custos” e só 26% optaram por “diminuir o impacto no meio-ambiente.”

Mito 3: Consumidores verdes estão plenamente informados sobre assuntos ambientais.
A pesquisa perguntou, por exemplo, “Do que você sabe sobre CO2 (dióxido de carbono), assinale quais as frases que considera corretas.” Quase metade (49%) escolheu a opção (errada!) “reduz a camada de ozono.”

Mito 4: Consumidores verdes encaixam em um perfil demográfico.
Ainda que tenha detetado algumas tendências demográficas, o estudo apurou que os consumidores verdes não são facilmente definidos por grupo etário, rendimento ou grupo étnico.

Mito 5: As crianças têm grande influência na decisão dos pais.
Apenas 20% dos pesquisados com filhos declarou que as crianças os incentivavam a tomar atitudes como reciclar ou desligar as luzes.

Mito 6:  Se os consumidores estivessem devidamente informados comprariam mais “verde”.
O estudo demonstrou que o conhecimento não conduz necessariamente a comportamentos eco-conscientes. Os indivíduos que responderam corretamente a todas as questões relacionadas com ciência declarou realizar um número consideravelmente mais alto de atividades eco-conscientes como dirigir carros mais econômicos ou regular o uso do termostato no inverno. No entanto, os integrantes do grupo etário de 25 a 34 anos, apesar de responder corretamente às questões, demonstrou uma adesão a essas atitudes inferior à dos indivíduos mais velhos.

Shelton afirma que como os consumidores estão sendo estereotipados e estes mitos são tidos como verdades por marqueteiros, a propaganda verde acaba sendo mal direcionada e não atinge os objetivos que se propõe.  “Um melhor direcionamento desse trabalho de marketing poderia conduzir a um maior consumo de eco-produtos ou a uma efetiva redução no gasto de energia“.

com informações de ecohome magazine e Shelton Group

SBCS 2009: Gestão e Inovação para Sustentabilidade

Publicado por ecohabitar a August 27, 2009 em Atualidades, Opinião | 2 Comentários

Decorreu em São Paulo no dia 24 de Agosto, o II Simpósio Brasileiro de Construção Sustentável (SBCS-09) sob o lema Gestão e Inovação para Sustentabilidade.  Organizador do evento, o Conselho Brasileiro de Construção Susutentável (CBCS) aproveitou a oportunidade para divulgar em primeira mão os posicionamentos dos seus diferentes comitês temáticos (ver lista dos comitês aqui) que desde janeiro de 2008 têm estudado, com base em referências nacionais e internacionais, diferentes questões específicas da construção civil. Os estudos desenvolvidos buscaram identificar o status quo, o que permitiu direcionar os trabalhos no sentido de preencher as lacunas entre o conhecimento e práticas existentes.

Como filiada no CBCS e integrante dos comitês de Materiais, Avaliação de Sustentabilidade e Projeto a Arq. Maria Martha Nader divulgará em próximos posts algumas das conclusões do evento e detalhes dos posicionamentos dos diferentes comitês do Conselho.

UK goes green*: economias nas contas pagam reformas verdes

Publicado por ecohabitar a August 21, 2009 em Atualidades, Eficiência Energética | Seja o primeiro a comentar

in Revista Sustentabilidade

O governo britânico, em parceria com o capítulo local do Conselho de Prédios Verdes (UKGBC), implementou um programa piloto pelo qual os cidadãos vão pagar empréstimos bancários para reformas de suas residências com a economia registrada nas contas de luz, segundo reportagem do jornal The Guardian.

(…)

O sistema é parecido com os contratos de risco assinados entre as consultorias de conservação de energia, comércios e indústrias, onde o projeto é pago com o ganhos de eficiências que estão sendo financiados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) no Brasil.

Os empréstimos de até 10 mil libras (R$30 mil) de bancos e fundos de pensão, por meio do Green Building Council do país - UKGBC, tem por objetivo tornar as residências mais eficientes e é destinado às sete milhões residências ineficientes na ilha para as quais o governo pretende promover melhorias em eficiência energética até 2020.

As residências britânicas são velhas e ineficientes com relação à energia, além de emitirem cerca de 25% das emissões de carbono do país. Segundo o UKGBC, investimentos em isolamento de paredes sólidas, boilers de baixo consumo de energia e paineis solares contribuirão com a redução de emissões.

Os proponentes do plano apostam que os proprietários economizem em energia um valor maior do que o que pagarão pelo empréstimo.

O porta-voz do Departamento de Energia e Mudanças Climáticas disse que o governo testará programas pilotos de “pague enquanto economiza” em centenas de casas antes de decidir sobre a forma definitiva do programa.

*Reino Unido vira verde

Telhado vivo ou telhado claro?

Publicado por ecohabitar a August 18, 2009 em Atualidades, Eficiência Energética, Materiais Ecológicos | 3 Comentários

in Forum da Construção

Por Inês Reis e Márcia Marques

Um estudo recente do Laboratório Nacional Lawrence Berkley, na Califórnia, mostrou que pintar os telhados de branco ajuda a combater o aquecimento global.

Enquanto as coberturas escuras absorvem 80% do calor externo, as claras refletem até 90% da luz solar.

Com isso, cidades com mais telhados brancos sofreriam menos com as ilhas de calor. Além disso, a temperatura interna também diminui e, assim, os ambientes exigem menos ar condicionado - o que reduz o consumo de energia e as emissões de gás carbônico.

(…)

Telhados verdes ou EcoTetos também contribuem para a causa. Além de combater o aumento das temperaturas do globo, como as coberturas brancas, têm a qualidade de reduzir a velocidade de vazão da água das chuvas, evitando enchentes.

(…)
Quem opta por esse recurso consegue reduzir em até 30% o valor da conta de luz. O ecoteto garante temperatura 5 graus menor no verão e 5 graus maior no inverno, o que diminui a necessidade do uso do ar-condicionado e aquecedor. A longo prazo, a economia compensa os gastos iniciais: enquanto um revestimento de cerâmica sai por até 100 reais o metro quadrado, o telhado sustentável custa a partir de 120 reais.

O local deve receber uma camada impermeabilizante de asfalto, sistema de drenagem para escoar a água da chuva, substrato de terra e, enfim, sementes de hortelã, manjericão, cebolinha, erva-cidreira e o que mais a imaginação permitir.

Benefícios de ter um ecoteto

- Mantém boa a umidade relativa do ar,

- Enriquece a biodiversidade ao atrair animais como pássaros, borboletas e joaninhas,

- Minimiza o problema da impermeabilidade do solo,

- Valoriza e embeleza o projeto do imóvel,

- Garante sensação térmica agradável (5 graus a mais no inverno e 5 graus a menos no verão),

- Diminui em até 30% o valor da conta de luz.

Produtos para um telhado claro

- Impermeabilizante para lajes e marquises: Vedapren Branco (Otto Baumgart),

- Telhas claras: EuroTop Clássica Branca (de cimento) e Toptelha Mediterrânea Pérola (cerâmica),

- Tinta para pintar telhas de barro, cimento e fibrocimento: resina à base e água Metalatex Eco Telha Térmica (Sherwin-Williams),

- Cobertura metálica para casas, galpões e indústrias: painéias de aço pintados de branco, da Panisol.

leia a matéria completa aqui

Incentivos fiscais para a economia verde?

Publicado por ecohabitar a August 17, 2009 em Atualidades | Leia o primeiro comentário

in Revista Susutentabilidade

Desde abril de 2009, o Congresso Nacional vem analisando uma emenda à Constituição, cujo objetivo é dar incentivos fiscais para bens, serviços e propriedades rurais que reduzam o impacto ambiental e preservem os recursos naturais, dando destaque à reciclagem, saneamento básico e eficiência energética, apurou a Revista Sustentabilidade. (…)

Entre as emendas propostas estão a isenção de cobrança de impostos nos serviços de saneamento ambiental, nos materiais reciclados, e para as máquinas e equipamentos antipoluentes.

Outra mudança é a possibilidade de veículos terem alíquotas diferenciadas, em função do consumo energético e da emissão de gases poluentes.

Também o imposto cobrado sobre as propriedades prediais e territoriais urbanas (IPTUs) poderão ser diferenciados de acordo com a localização, uso do imóvel e o respeito à função socioambiental da propriedade.

leia na íntegra aqui

Americanos escolhem “verde” com a carteira

Publicado por ecohabitar a August 12, 2009 em Eficiência Energética, Opinião | Seja o primeiro a comentar

Um estudo encomendado pela FreeGreen, a maior empresa mundial de projetos on-line, e levado a cabo pelo instituto de pesquisas Synovate, quis saber junto do consumidor americano qual o fator mais determinante para uma casa ser considerada “verde”. (a pergunta era: Qual fator você considera ser mais importante para determinar se uma casa é “verde”? )

Os resultados demonstraram que a eficiência energética e a economia de gastos são as principais preocupações dos consumidores. O estudo veio demonstrar aínda a brecha existente entre a percepção e os anseios do público e os critérios usados pelos diferentes índices de eficiência, entre os quais o LEED, o mais popular selo certificador de edifícios na indústria da construção, não só nos Estados Unidos, mas também aqui no Brasil.

Segundo David Wax, CEO da FreeGreen, “essas certificações são úteis como linhas orientadoras para construtores e arquitetos focados no mercado “verde”. Esta pesquisa indica, no entanto, que seria proveitoso para sistemas como o LEED e outros incorporar o sentimento dos consumidores aos seus critérios de avaliação, obtendo assim o melhor de dois mundos: peritos estabelecendo parâmetros em inovação sustentável levando em conta a opinião dos consumidores para que possam depois formatar o trabalho de marketing no sentido de obter uma maior receptividade“.

David Wax faz aínda uma importante distinção: “O mercado residencial, onde o que conta são as necessidades comuns do consumidor comum, é completamente diferente do comercial, em que a demanda é constituída por incorporadoras ou órgãos públicos”. De fato, o sistema LEED nasceu direcionado para edifícios comerciais tendo depois adaptado os seus critérios ao mercado de habitação. No Brasil, apenas construções comerciais obtiveram o selo. O interesse da FreeGreen ao encomendar o estudo foi precisamente a percepção que já tinham de que os critérios usados pelos selos certificadores estavam desajustados do foco da sua empresa. A FreeGreen foi criada para ser um recurso totalmente direcionado ao consumidor residencial com o propósito de o ajudar na escolha da planta e dos materiais adequados à construção de uma habitação sustentável, em uma linguagem acessível e com ênfase na eficiência energética.

Alguns destaques do estudo:

  • não surpreende que no decurso de uma crise que se arrasta, a grande maioria dos inquiridos (com mais 25% que a segunda mais votada) tenha escolhido “eficiência energética” como resposta à pergunta, a mais óbvia economizadora das opções;
  • de acordo com o estudo, aqueles com maiores índices de educação foram os que valorizaram mais “preservação ambiental“. Os possuidores de pós-graduação escolheram duas vezes mais a opção de preservação como o item mais importante que a média da pesquisa;
  • Os pesquisados residentes em regiões onde os efeitos da seca são mais sentidos valorizaram mais a preservação de recursos naturais que os de outras regiões;
  • de modo uniforme, em todo o universo da pesquisa, incluíndo famílias com crianças, a preocupação com materiais ecológicos foi muito baixa (entre 3 e 5%), denotando o pouco interesse atribuído ao quesito;
  • o grupo mais representado no estudo, adultos com poder económico de decisão, escolheu muito claramente a opção “eficiência energética”. Cerca de metade dos pertencentes a este grupo pensou com a carteira e priorizou a economia de custos sobre todas as outras alternativas.

Para ler mais sobre casas sustentáveis e economia de gastos clique aqui ou aqui. Sobre eficiência energética, aqui.

com informações de Jetson Green e PR Newswire (tradução ecohabitar)

Desmistificando conceitos: Casa Familia, San Diego, Califórnia

Publicado por ecohabitar a August 7, 2009 em Design Inteligente, Eficiência Energética, Projetos, Uso Racional da Água | Seja o primeiro a comentar

O arquiteto californiano Kevin de Freitas ao projetar esta casa para a sua família optou por uma abordagem contida nas áreas e por uma integração das mesmas com o exterior de modo a tirar partido máximo do entorno e do ameno clima do sul da Califórnia. Sendo muito bem equipada tecnologicamente a casa utiliza também as tradicionais estratégias passivas de conforto ambiental.

O objetivo do projeto foi desenhar e construír uma casa altamente eficiente que empregasse estratégias ativas e passivas que permitissem uma economia significativa no consumo de água, energia e recursos naturais e que ao mesmo tempo proporcionasse um lar moderno, confortável e prático para uma jovem família de 6 pessoas.

O resultado final foi um sucesso: o consumo de energia é inferior em 65% ao que é recomendado pelo estado e o de água foi reduzido em 55% se comparado com casas de área equivalente, tudo isto sem sacrifício estético ou de conforto. De um ponto de vista arquitetônico foi importante dissipar a falsa idéia aínda comum de que a eficiência e a preservação têm que parecer hippies ou alternativos.

mais fotos e esquema com estratégias sustentáveis e materiais aqui

Casa Família, San Diego, Califórnia

de Freitas Architects

com informações e fotos de contemporist