Um Minhocão verde

Publicado por ecohabitar a November 27, 2009 em Design Inteligente, Preservação Ambiental | Seja o primeiro a comentar

A High Line era uma linha férrea elevada que atravessava parte de Manhattan e que foi abandonada definitivamente em 1980. Em finais de 2001 a prefeitura de Nova York decidiu pela demolição do que sobrava da estrutura. No entanto, a organização Amigos da High Line, constituída 2 anos antes por vizinhos do local, conseguiu reverter a decisão recolhendo fundos para a construção de um parque. A revista aU publicou matéria sobre o tema:

O High Line, o mais novo parque de Nova York, foi inaugurado no que era uma linha férrea elevada abandonada desde 1980. Iniciativas públicas e privadas - incluindo ações da Associação dos Amigos do High Line - arrecadaram 44 milhões de dólares para a reforma e transformação para um novo uso. O resto dos 152 milhões de dólares foram levantados pela prefeitura (leia-se Michael Bloomberg) e por mais de 30 projetos em construção ao redor do parque - como o de Renzo Piano para a nova sede do Whitney Museum.

Em 2002 os Amigos do High Line conseguiram provar para a prefeitura que os impostos gerados pelo parque seriam maiores que os custos de sua construção e reforma. No ano seguinte eles abriram um concurso arquitetônico e paisagístico. O estúdio de paisagismo James Corner Field Operations e o escritório de arquitetura Diller Scofidio + Renfro foram escolhidos.  Todo o material que estava apoiado na estrutura foi removido e mapeado - o que inclui os trilhos de ferro, o cascalho, a terra e uma camada de concreto. (…)

As partes que estavam quebradas foram restauradas e o que estava faltando foi refabricado para se aproximar do desenho original.(…)

A partir daí, a primeira seção do parque propriamente dito pôde ser construída. Essa fase incluiu a instalação de 3,5 mil placas pré-fabricadas de concreto para laje, 60 assentos de ipê brasileiro e peruano, dois elevadores, duas escadas rolantes e o plantio de cerca de mil árvores e 50 mil mudas de diferentes tipos de vegetação. E, sentado em uma das espreguiçadeiras entre as ruas 14 e 15, tem-se a melhor vista do rio Hudson.

Luminárias LED de alta eficiência foram integradas aos trilhos e iluminam o caminho do visitante à noite. As luzes ficam abaixo do nível dos olhos, o que permite que a vista se ajuste à luz ambiente. Outras lâmpadas também foram instaladas debaixo do High Line para iluminar a rua.

De acordo com os autores, o projeto foi inspirado na “beleza melancólica encontrada no High Line” - onde flora e fauna retomaram um espaço urbano que tinha sido abandonado pelo homem. A ideia era “reajustar um veículo industrial e o transformar em um instrumento de prazer pós-industrial”.

Por iniciativa da população, Nova York converteu uma estrutura icônica mas degradada da cidade em um parque urbano recuperando fauna e flora para o lugar. Alguém aí falou em Minhocão?

com informações de aU e thehighline.org

O valor do mercado da eficiência energética

Publicado por ecohabitar a November 25, 2009 em Eficiência Energética | Seja o primeiro a comentar

in Portal das Energias Renováveis

O blackout do último dia 10 de novembro, que deixou às escuras 18 estados brasileiros, comprovou que a energia elétrica no Brasil é insegura. E além disso, é cara. Em uma década, a energia no Brasil subiu 247,39% contra uma inflação acumulada de 93,74% (IPCA), segundo dados divulgados pela imprensa. Enquanto isso, o potencial de eficiência energética, ou seja, a energia que se poderia poupar, anualmente, com eletricidade na indústria brasileira, chega a 9,2 bilhões de kWh/ano ou R$ 1,193 bilhão, segundo estimativas da ABESCO que constam do PNE 2030, elaborado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE).

Ou seja, segundo estudo elaborado pela empresa de pesquisa do Ministério de Minas e Energia, o valor do mercado da eficiência energética e das energias renováveis no segmento industrial do Brasil está definido e é interessante: R$1,193 bilhão/ano. Já no ano passado, um estudo do BIRD (Banco mundial) estimava em US$ 2,5 bilhões/ano o valor da economia conseguida pelo país se todo o seu potencial de eficiência energética fosse utilizado.

Gelo, uma bateria natural

Publicado por ecohabitar a November 20, 2009 em Eficiência Energética | Seja o primeiro a comentar

Technorati - FFYDCPVVQRQR

A técnica de fabricar gelo durante a noite para utilizá-lo durante o dia na refrigeração de ambientes não é nova nos Estados Unidos. A prática desenvolveu-se porque lá, como em muitos outros lugares, o custo da energia varia durante o dia: é mais barata de noite e mais cara durante as horas de expediente. Isso estimula a utilização racional e diminui a pressão de consumo nas horas de pico, já que o consumidor transfere aquelas atividades que independem de horário para o período em que a energia é mais barata (como lavar a roupa na máquina, por exemplo).

No caso da refrigeração de edifícios, utiliza-se o horário noturno em que a temperatura é menor e a energia é mais barata para fabricação de gelo que depois é utilizado durante o dia, através de um sistema alternativo ao ar-condicionado tradicional, em que ventiladores fazem o ar frio circular pelo edifício.

O que é novidade é a adaptação desse esquema para conseguir solucionar o problema do armazenamento da energia eólica. Já sabemos que esse é um dos maiores óbices ao crescimento da sua utilização. Em muitos lugares onde venta forte à noite, o potencial de energia do local é simplesmente inútil por falta de uso. Se, no entanto, for aproveitado para a fabricação de gelo, este funcionará como bateria, retendo a energia captada durante a noite e a aproveitando depois para refrigerar edifícios. É esta a proposta da Calmac, uma empresa norte-americana que adaptou o seu negócio de refrigeração através de tanques de gelo às energias renováveis. A empresa afirma que, com este sistema, os custos com refrigeração podem ser cortados em até 40% para além de contribuir com a redução de consumo em horário de pico, o que pode adiar ou mesmo eliminar a necessidade de construção de novas usinas elétricas e linhas de transmissão.

com informações de Treehugger e comotudofunciona

China: sustentabilidade junta modular com tradição

Publicado por ecohabitar a November 18, 2009 em Design Inteligente, Materiais Ecológicos | Seja o primeiro a comentar

in PINIweb

O escritório britânico Cartwright Pickard Architects desenvolveu o modelo de casa NovoHouse para o programa Living Steel da Associação Mundial de Aço, que incentiva a criação de projetos e construções habitacionais inovadoras. Esse modelo deverá ser implantado inicialmente nas comunidades emergentes da cidade chinesa de Chengdu.(…)

A NovoHouse é o resultado do conceito modular de moradia desenvolvido pelo escritório de arquitetura desde a vitória no concurso da Living Steel em 2007. O projeto procura utilizar a construção em aço para desenvolver um modelo de habitação sustentável e prático às famílias de baixa renda.

O modelo NovoHouse proposto utiliza o aço para criar um quadro estrutural que deve ser revestido por painéis pré-fabricados produzidos em fábrica ou no próprio canteiro de obras. Embora a estrutura seja de aço, outros materiais serão usados para revestir as moradias, tais como tijolos de barro artesanal, fardos de palha e madeira ou bambu - materiais disponíveis na região e que se adaptem ao clima local.

Além dos materiais, a mão de obra também será local. O objetivo é ajudar a gerar renda em áreas onde as habitações estão sendo planejadas, estimulando as economias da região.

ler a matéria completa aqui.

A lâmpada de 10 milhões de dólares

Publicado por ecohabitar a November 16, 2009 em Eficiência Energética | Seja o primeiro a comentar

Já tínhamos falado dela aqui. Agora, na lista das 50 melhores invenções de 2009 elaborada pela revista TIME o protótipo de lâmpada LED apresentado pela PHILIPS e que reclamou vitória no L-Prize sobe no pódio, ocupando um honroso terceiro lugar, perdendo apenas para o novo foguete da NASA e para o atum criado em cativeiro (!). No entanto, na votação aberta aos leitores, conseguia no meio da tarde de hoje o segundo lugar, em média de avaliação, e o primeiro na quantidade de avaliações.

Definitivamente, o tema de eficiência energética está cada vez mais mainstream.

O apagão e a “smart grid”, a internet da energia

Publicado por ecohabitar a November 13, 2009 em Atualidades, Eficiência Energética | Seja o primeiro a comentar

O apagão de terça-feira passada trouxe para o grande público o tema das “smart grids” ou redes elétricas inteligentes. Em diversos lugares (aqui, aqui e aqui, por exemplo) surgiram peritos defendendo a adoção do sistema como solução para apagões massivos, já que o mesmo prevê, entre outras coisas, monitoramento on-line de toda a rede de distribuição e a micro-geração de energia solar ou eólica individual que permitiriam aos seus “produtores” vender a energia por eles produzida e integrando pequenas redes locais. O sistema elétrico seria então constituído por uma vasta rede descentralizada de micro-geradores que se associariam aos distribuidores tradicionais. No fundo, e como já dissemos, trata-se de uma revolução que mudará o modo como se transmite, distribui e consome eletricidade e que pretende trazer a atividade dos moldes em que foi configurada na década de 1950 para a era digital. Dito de outro modo, as “smart-grids” são a internet da energia.

Para além da vantagem óbvia que o sistema traria para a distribuição e operação da rede elétrica, as vantagens para os consumidores individuais são também muitas. Leia aqui o que escrevemos sobre o software desenvolvido pela Google que permite aos consumidores servidos por “smart grids” monitorar em detalhe e em tempo real no seu computador o consumo de sua casa. Ou aqui sobre o medidor em estudo pela PROCEL capaz de medir o consumo de eletricidade de cada eletrodoméstico. E sobre como é possível comprar energia pré-paga à semelhança do que é feito com créditos de celular e como isso já acontece em São Paulo.

Uma revolução em marcha

Publicado por ecohabitar a November 10, 2009 em Design Inteligente, Eficiência Energética | Comentários fechados para este artigo.

A tecnologia de telefonia celular permitiu que muitos milhões de residentes em países em desenvolvimento tivessem acesso a telecomunicações pela primeira vez. O sistema não precisa de grandes investimentos em infraestrutura como a telefonia tradicional, o que, juntamente com o barateamento do preço dos aparelhos motivado pela produção em massa, contribuiu para a revolução de comunicações a que assistimos nos últimos anos, em que qualquer pessoa em qualquer canto está conectado ao resto do mundo.

Outro tipo de tecnologia que tradicionalmente está associada a pesados investimentos em infraestrutura é a da energia elétrica o que, por esse motivo, excluiu até hoje muitos milhões do seu usufruto. Já vimos aqui como isso, em África, está mudando. Na Índia, o Programa de Capacitação e Sustento Tribal do Estado de Orissa, no leste do país, treinou um pequeno número de mulheres para construir e manter dispositivos fotovoltaicos rudimentares. Estas primeiras engenheiras solares descalças já foram contratadas para construir 3000 lampiões solares para escolas e estão capacitadas para passar o conhecimento a outros. Essa é uma das grandes vantagens do programa: como a tecnologia é muito simples e de fácil manutenção o seu domínio é facilmente adquirido por qualquer interessado, sem depender de “assistências técnicas autorizadas” ou “representantes comerciais”.

Os benefícios para as comunidades receptoras incluem possibilidade de estender o horário de trabalho e estudo, o que impulsionou pequenos negócios domésticos, redução da dependência de combustíveis fósseis (e caros) e criação de empregos verdes.

Escrevemos em tempos um artigo em que, querendo desmistificar os conceitos de sustentabilidade na arquitetura e na construção, afirmamos que o tema era dirigido a todos, cabia no quotidiano de qualquer um, não se tratava de uma questão de Flinstones nem Jetsons, nem muita rusticidade nem muita sofisticação. Pois bem, no caso de que falamos aqui, a realidade é um pouquinho diferente e igualmente válida: rusticidade E sofisticação, Flinstones E Jetsons.

com informações de Inhabitat e Guardian