Fechando o ciclo da água

Publicado por ecohabitar a December 21, 2009 em Preservação Ambiental, Uso Racional da Água | Seja o primeiro a comentar

in inovação tecnológica

Águas servidas não são um lixo imprestável, mas uma fonte de matérias-primas valiosas e de energia, capaz de beneficiar sobretudo os países mais pobres.

Esta é a opinião do Dr. Jules van Lier, da universidade holandesa de Delft. “Lembre-se que 2,6 bilhões de pessoas no mundo não possuem saneamento básico, o que resulta em 200 mortes por hora, com a maioria delas ocorrendo em crianças de até cinco anos de idade,” diz o pesquisador.

As águas servidas são normalmente vistas como algo desagradável e perigoso, cujo único destino possível é um tubo para que as leve para bem longe.

Entretanto, ao longo das últimas décadas, as tecnologias de tratamento vêm-se tornando cada vez mais eficazes na remoção dos componentes que podem causar danos à saúde.

“Com um exame mais aprofundado, é fácil ver que as águas servidas são na verdade uma corrente rica de matérias-primas valiosas derivadas das atividades econômicas ou domésticas,” defende o pesquisador.

Segundo ele, no futuro, as plantas de tratamento de esgotos deverão se transformar em plantas de reprocessamento, capazes de produzir água adequada para reúso, fechando o ciclo de uso da água pelas indústrias e pelas residências.

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Sugestão de Natal

Publicado por ecohabitar a December 16, 2009 em Design Inteligente, Eficiência Energética | Leia o primeiro comentário

Para quem quiser fugir do lugar comum, eis uma sugestão de presente de Natal: carregadores solares para seu celular, MP3 ou qualquer outro pequeno dispositivo eletrônico. A sugestão veio daqui, mas existem muitos outros modelos disponíveis no mercado. O nosso preferido, como sugestão natalina, é o da ToughStuff, de que já falamos aqui, que para além de ser o mais barato, ao comprar você estará doando um exatamente igual para um micro-empreendedor em África. Bom Natal!

Escassez no país das águas

Publicado por ecohabitar a December 10, 2009 em Uso Racional da Água | 3 Comentários

Segundo a Agência Nacional de Águas, o Brasil, país detentor de 12% das reservas mundiais de água doce, precisa de investimentos de R$ 27,7 bi para garantir o abastecimento das suas populações em um futuro próximo. Sobre o assunto, Fernando Rodrigues escreveu em seu blog:

Relatório da Agência Nacional de Águas (ANA) mostra que a demanda de água em regiões metropolitanas já é maior do que a produção atual do recurso. Serão necessários investimentos de R$ 27,7 bilhões para impedir um colapso no setor nos próximos 15 anos, quando as regiões metropolitanas estudadas terão um aumento de 25 milhões de habitantes.

Esses R$ 27,7 bilhões, a título de comparação, representam um valor maior do que tudo o que o governo federal gastou neste ano de 2009 para conter os efeitos da crise financeira internacional. Os cortes de impostos em vários setores da economia custaram cerca de R$ 22 bilhões a R$ 23 bilhões para os cofres do Tesouro Nacional.

O investimento necessário em produção, tratamento e fornecimento de águas é de R$ 12,024 bilhões, segundo a ANA. Para o tratamento de esgotos, a agência estima investimentos de R$ 15,699 bilhões. A soma desses dois valores resulta nos R$ 27,7 bilhões estimados pelo estudo –como pode ser comprovado no detalhamentos dos quadros apresentados ao final deste post.

As demandas urbanas atuais, em torno de 356 m3/s, são ligeiramente superiores à capacidade atual de produção de água (quase 352 m3/s), demonstrando que parte das unidades dos sistemas produtores opera em regime de sobrecarga ou de forma inadequada”, aponta o atlas sobre as regiões metropolitanas lançado pela ANA nesta quarta-feira (9.dez.2009).

integra do post aqui,

com informações e texto do Blog do Fernando Rodrigues

Jaguatirica na Granja Viana

Publicado por ecohabitar a December 8, 2009 em Preservação Ambiental | Seja o primeiro a comentar

A Revista Circuito na sua última edição noticia o aparecimento de um macho de jaguatirica no cruzamento mais movimentado da Granja Viana: Avenida São Camilo com a Rua José Félix. O veterinário que o recolheu conta que o animal estava desidratado e havia sofrido uma pancada na bacia, possivelmente de uma queda ou, até mesmo, atropelamento. Segundo a revista a jaguatirica tinha 3,8 quilos quando entrou na clínica, e ganhou um quilo durante a recuperação que durou 6 dias. “Quanto mais rápida a devolução do bicho ao ambiente natural,  melhor para ele”, explica o veterinário. O local escolhido para a soltura foi o Parque Estadual do Jurupará, no sul do município de Ibiúna.

O veterinário afirma que a presença de um animal como a jaguatirica em ambientes urbanos denuncia a massiva invasão humana no habitat dos animais. De acordo com ele, as alterações ambientais provocam a escassez de alimentos e isola os indivíduos em “ilhotas”. Sem nenhuma referência e sem como obter alimentos, eles acabam migrando para as áreas urbanizadas e ficam expostos. É cada vez mais frequente encontrar porcos-espinhos e saguis rondando as casas e rasgando lixo, tudo para conseguirem comida. Os bichos acabam sendo atacados por cães dessas residências ou atropelados. A jaguatirica é um felino natural da Mata Atlântica, com hábitos noturnos, que se alimenta de animais de pequeno porte.

com informações e texto de Circuito On-line

O fim das sobras de material de construção

Publicado por ecohabitar a December 2, 2009 em Materiais Ecológicos, Preservação Ambiental | Seja o primeiro a comentar

Por melhor que seja o planejamento de uma obra, ao final sempre tem uma dor de cabeça garantida: vai haver sobras de material de construção. O material básico é mais facilmente reaproveitado mas como incomoda aquela indecisão chata sobre o que fazer com aquele monte de caixas de revestimento deixadas no canto…

Matt Knox e Johnnie Munger, dois irmãos norte-americanos, apresentaram no passado mês de Outubro uma solução alternativa para esses desperdícios de material, muito melhor que o tradicional galpão empoeirado onde iriam jazer para sempre ou o despejo clandestino em um terreno baldio.

O site DiggersList é um portal gratuito de classificados para construção onde se pode comprar, vender ou trocar sobras de material, ferramentas e mesmo veículos. Dividido por áreas geográficas o DiggersList já está disponível para 16 cidades nos Estados Unidos pretendendo os seus idealizadores chegar a 224 no decurso do próximo ano.

Sendo bastante interativo, um outro serviço que o site proporciona é a possibilidade dos construtores locais divulgarem o seu trabalho, criando um perfil para a sua empresa ou uma galeria de fotos, gerando assim novas oportunidades de negócio. Segundo Matt Knox houve a preocupação de tornar essa ferramenta muito fácil de operar, mesmo para quem não está familiarizado com internet.

O sistema traz evidentes vantagens ambientais e econômicas já que para além do fim dos desperdícios de material e da diminuição dos resíduos de obras se consegue também reduzir custos e minimizar prejuízos.

com informações de ecohome magazine

Aquecimento solar 2.0

Publicado por ecohabitar a December 1, 2009 em Design Inteligente | Seja o primeiro a comentar

in arcoweb

O uso de energia solar térmica já é bem aceito no mercado brasileiro para aquecimento de água de piscinas e outras aplicações em residências. A tecnologia do sistema é simples e basicamente utiliza tubulações de cobre, instaladas sobre uma lâmina também do mesmo material, sendo este conjunto encaixilhado e protegido por painel de vidro. Com bons resultados técnicos, mas sem atrativos estéticos, esses painéis passaram a ocupar partes escondidas das coberturas. Agora, a novidade são os painéis solares para aquecimento de água em edificações, de alta eficiência e aparência estética mais atrativa, que já podem ser vistos em fachadas, sacadas, terraços ou coberturas envidraçadas de edifícios europeus.

Segundo a empresa alemã Schüco, fabricante dos painéis, os coletores podem ser montados sobre lajes planas de cobertura, em telhados inclinados ou soluções periféricas de captação da luz solar, como painéis de fechamento de varandas e terraços, que também funcionam como protetores contra o excesso de incidência de luz solar no interior das edificações

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