Buscar água no ar: TED São Paulo

Publicado por ecohabitar a January 29, 2010 em Uso Racional da Água | Seja o primeiro a comentar

A conferência TED que decorreu em São Paulo no final do ano passado seguiu o modelo adotado em todas as outras cidades por onde tem passado: os oradores dispõem de um tempo máximo de 18 minutos para expor a sua idéia inovadora que eles acham que vale a pena ser partilhada.

Um dos palestrantes, Danilo Mendes, apresentou uma solução para o crescente problema da escassez de água potável de que, aliás, já falamos aqui diversas vezes: uma máquina que produz água retirando-a do ar.

Assista à palestra aqui

Steel framing: Obra rápida e limpa

Publicado por ecohabitar a January 27, 2010 em Design Inteligente, Materiais Ecológicos | Seja o primeiro a comentar

in arcoweb

(…) Em terras brasileiras, o steel framing começou a chegar em 1998 pelas mãos da construtora paulistana Sequência, pioneira na aplicação do então desconhecido sistema construtivo, quando executou um condomínio de casas no bairro do Brooklin, em São Paulo. Na época, a repercussão foi grande, explica Alexandre Mariutti, arquiteto e diretor da construtora, pois todos ficaram curiosos com a velocidade das obras - em torno de cem dias - e a quantidade de equipamentos no canteiro, situação que se assemelhava a uma linha de produção industrial. (…)

Entre os principais avanços do steel framing no Brasil nos últimos dez anos, segundo Mariutti, está o desenvolvimento da cadeia de fornecedores, que passou por um importante aperfeiçoamento. Hoje, os componentes do sistema construtivo têm garantia de qualidade e são todos feitos no Brasil. “Quando iniciamos nosso trabalho com frames, precisávamos importar praticamente tudo. Nenhum dos componentes era produzido aqui e as indústrias não se interessavam, devido ao pequeno volume ou por não acreditarem no seu uso massificado. Hoje a situação é oposta. A cadeia produtiva do steel framing e seus subsistemas é nacional e, em muitos casos, há grande concorrência entre eles”, ele revela. Embora não existam números e estatísticas que possam retratar exatamente quanto o steel framing tem crescido no país, o sistema é conhecido por grande parte dos profissionais do setor.

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Sustentabilidade desde o projeto

Publicado por ecohabitar a January 18, 2010 em Design Inteligente, Opinião | Leia o primeiro comentário

por Lila de Oliveira, iG São Paulo

Eficiência energética, uso racional da água, preferência por materiais ecologicamente corretos e preservação ambiental estão entre os principais fatores que definem uma casa sustentável, conceito que vem se difundindo no Brasil principalmente nos últimos dois anos.

“De 2007 para cá, os investimentos na área aumentaram vertiginosamente”, afirma David Douek, arquiteto e diretor da consultoria OTEC (Otimização Energética para a Construção).

Douek é credenciado pelo Green Builiding Council (GBC), conselho norte-americano responsável pela emissão do certificado LEED (liderança em energia e design para o meio-ambiente).

As construções que recebem o selo LEED seguem rigorosas regras no que diz respeito a cinco pilares: implantação sustentável, energia e atmosfera, consumo eficiente de água, materiais e recursos, e qualidade interna do ambiente.

Outra importante ferramenta de avaliação dos critérios de sustentabilidade é a AQUA (Alta Qualidade Ambiental), emitida pela Fundação Vanzolini para certificar construções que estejam de acordo com determinados padrões de impacto ambiental e eficiência energética.

Mais específicos, o Procel Edifica (da Eletrobrás, voltado para a eficiência energética das edificações e o conforto ambiental) e o CEPE (Conselho Europeu das Indústrias de Pintura, que distingue as chamadas tintas ecológicas), também têm impulsionado o desenvolvimento da construção sustentável no país.

Apesar dos avanços, ainda há muito a fazer por aqui, a começar pela conscientização sobre a importância do consumo sustentável inclusive depois da entrega das obras, o que ajuda a pagar – em questão de meses, dependendo da área construída – os investimentos nas reformas ou construções ‘verdes’.

Onde construir

Para a arquiteta e bióloga Martha Nader, da Ecohabitar Arquitetura e Construção, todo projeto já deveria nascer sustentável. “É preciso sempre olhar o meio-ambiente como um fator limitante, interferindo o mínimo possível e fazendo a natureza trabalhar a favor da arquitetura da casa”, acredita.

(…)

ler matéria completa aqui, incluíndo esquema interativo demonstrativo dos princípios básicos para construír uma casa ecológica com eficiência energética e uso racional de água e luz.

Repassar o custo da sustentabilidade é absurdo

Publicado por ecohabitar a January 12, 2010 em Atualidades, Opinião | Leia o primeiro comentário

Publicamos, em Agosto do ano passado, notícia acerca de um estudo norte-americano sobre eco-consumo, realizado pelo Shelton Group, que revelava vários estereótipos e mitos consolidados sobre o assunto e como isso acabava prejudicando a eficiência do marketing verde.

Numa entrevista concedida à Folha de São Paulo, Fábio Mariano, professor da ESPM e sócio da consultoria de comportamento do consumidor InSearch, revela que o comportamento do consumidor brasileiro não difere, no essencial, em nada do que foi observado no estudo do Shelton Group para o consumidor norte-americano.

Olhando para a classe C, constituída por famílias com rendas mensais entre R$ 1.000 e R$ 4.500 e que em seis anos engordou em 20 milhões de indivíduos, Fábio Mariano afirma que essa população está descobrindo como é bom consumir, mas não se preocupa muito com o planeta.

FOLHA - A classe C pensa em consumo responsável ou só quer preço?
FÁBIO MARIANO - Ninguém se importa só com o preço. A classe C, por exemplo, vai ver quanto os eletrodomésticos consomem de energia. Mas porque ela está preocupada com a carteira, não com o mundo.

FOLHA - Então a nova classe média não quer saber, digamos, se a carne que compra vem da Amazônia?
MARIANO - Estas pessoas, que até 2000 chamávamos de excluídos, agora estão ganhando uma grana legal para fazer a festa no shopping. E há também o grande boom, que é a expansão do crédito. Mas só isso não adianta. A educação que recebem não está melhor. E precisa ter um certo aparelhamento pessoal para entender o conceito de sustentabilidade.

FOLHA - Mas os mais instruídos pagam mais por produtos verdes?
MARIANO - A classe alta até paga um pouco mais por produtos que favoreçam a sustentabilidade, mas ainda é pouco. Mesmo porque não existem muitos produtos assim no mercado. Você consegue citar dez? E, quando existem, a distribuição é restrita, não é algo disponível para as pessoas da classe C. Vai querer que peguem o ônibus para ir comprar no bairro rico?

FOLHA - Você não considera justo que o custo da sustentabilidade sobre para o consumidor, então.
MARIANO - Não. Repassar o custo da sustentabilidade é absurdo. Essa imagem de que o consumidor que quer pagar mais é consciente, enquanto o que não quer é um assassino que pretende acabar com o mundo… Vocês deliraram, né?

FOLHA - Poucos consumidores parecem pressionar as empresas…
MARIANO - Só os mais esclarecidos. Porque o consumidor tem um monte de problemas. Tem câncer, Aids, é chifrado, tem de pagar a escola do filho. Vai ter que se preocupar também com salvar o mundo quando a esposa está precisando de um medicamento? Querer que o consumidor, além de tudo, pague R$ 5 numa ecobag no supermercado? Empresa que cobra ecobag não tem vergonha.

entrevista disponível aqui.