E que tal vender energia para a Eletropaulo?

Publicado por ecohabitar a March 23, 2010 em Eficiência Energética | Seja o primeiro a comentar

in Revista Sustentabilidade

A Fapesp financiou o primeiro conversor eletrônico de potência trifásico para a conexão de painéis solares à rede elétrica brasileira. Desenvolvido por pesquisadores da Faculdade de Engenharia Elétrica e de Computação (FEEC) da Unicamp, o equipamento é capaz de converter 85% dos raios solares em energia elétrica, segundo informações do jornal da Unicamp.

O protótipo custou R$ 15 mil e foi testado em dezembro e janeiro nas instalações do Laboratório de Hidrogênio (LH2) do Instituto de Física “Gleb Wataghin” (IFGW), onde já funciona uma planta piloto de geradores alternativos conectada à rede da CPFL Paulista. (…)

Ernesto Ruppert Filho, professor da FEEC, que coordenou a pesquisa afirma que não conhece nenhum outro conversor eletrônico similar que tenha sido desenvolvido no Brasil e que tenha sido colocado em operação e testado com êxito numa instalação de painéis solares com capacidade de 7,5 quilowatts.

Marcelo Gradella Villalva, que também integra a equipe da pesquisa, lembra que todas as fontes renováveis necessitam de algum tipo de conversor eletrônico de potência para o aproveitamento adequado da energia elétrica produzida. (…)

Para o pesquisador a energia solar ainda não avançou no Brasil porque os painéis são caros, existem outras formas de energia mais baratas e ainda não temos uma cultura de geração distribuída de energia.

Os módulos fotovoltaicos com pequenos conversores eletrônicos de potência descentralizam o processamento da energia e diminuem custos e a necessidade de espaço físico em um mesmo local.

“A integração de paineis solares com a arquitetura predial é hoje uma prática comum e que rende bons resultados estéticos, ambientais e econômicos, pela energia elétrica gerada e pela redução dos custos de construção. Os módulos fotovoltaicos podem ser utilizados como elementos de acabamento arquitetônico, tornando seu uso ainda mais interessante”, disse Ruppert.

No Brasil, o professor destaca que o aproveitamento dessa tecnologia depende do interesse da iniciativa privada e da regulamentação por parte do governo para a geração fotovoltaica.

Matéria completa disponível aqui. Informações adicionais também no Jornal da Unicamp.

Microgeração de energia: balão que enche demais?

Publicado por ecohabitar a March 19, 2010 em Design Inteligente, Eficiência Energética, Opinião | Seja o primeiro a comentar

Oliveira Fernandes foi o autor da primeira legislação portuguesa sobre energia eólica. No entanto, em entrevista ao jornal ionline, o especialista criticou os painéis solares fotovoltaicos e as turbinas eólicas que proliferam nos telhados portugueses questionando a sua utilidade na eficiência energética das casas dos seus utilizadores, uma vez que que desestimulam a imprescindível mudança de comportamentos. A entrevista aborda a realidade portuguesa, onde não existem consumidores dependentes da Eletropaulo, mas é interessante a defesa que um especialista em energia eólica faz dos recursos arquitetônicos e construtivos bem como de “soluções ancestrais adaptadas ao conhecimento de hoje”. Alguns excertos:

O autor da primeira legislação nacional (portuguesa) das eólicas criticou hoje os painéis solares que proliferam nos telhados pondo em causa o seu contributo para a eficiência energética em casa dos portugueses.

Oliveira Fernandes ressalva que “nada do que está a ser feito a nível nacional está errado” em termos de política global, mas no caso dos particulares contesta a chamada microgeração das energias renováveis.

O especialista na área da energia compara mesmo o fenómeno, que permite aos particulares produzirem energia e venderam-na à rede, a um balão que “está a encher demais”. (…) “É preciso tirar as pessoas dessas ideias que vêm de Lisboa e pô-las a terem uma relação com o ambiente e com a energia como vivem todos os dias”, defendeu.

Para este especialista, no caso dos particulares a eficiência não se alcança produzindo, mas utilizando a energia de forma sustentável e entende que há soluções mais prosaicas para alcançar esse fim, desde logo do ponto de vista da arquitetura e da construção.

“Eu quero que as pessoas deixem de pensar nas eólicas ou nessas malfadadas fotovoltaicas”(…)

Para Oliveira Fernandes, há no país (Portugal)”um domínio cultural dos produtores de energia que tem de ser mudado” e “contribuir para a criação de boas práticas”, que podem passar por soluções ancestrais adaptadas ao conhecimento de hoje.

O especialista advoga, por exemplo que se continue com as lareiras em vez dos aquecedores elétricos, e que em alternativa aos painéis fotovoltaicos se recuperem os coletores de água quente solar.

“Cada casa em Portugal devia ter um coletor solar, não um fotovoltaico”, reiterou.

A própria arquitetura e construção dos edifícios são apontadas como fatores determinantes na eficiência energética (…) e a procura de conceitos antigos transportados para a atualidade é apenas um caminho de uma estratégica que defende deve “introduzir vetores inabituais de abordagem energética”.

A “microgeração” de renováveis é para Oliveira Fernandes “mais um palavrão da elite de Lisboa muito centrada na eletricidade”.

“Quando se vive numa aldeia tem de se ver se ao usar lenha estou a ter uma atitude retrógrada ou a fazer bom uso numa atitude moderna do século XXI, com um recurso renovável que vou buscar ali ao lado”, exemplificou.

leia a matéria completa aqui

Sua casa sustentável pronta em 60 dias por R$45 mil

Publicado por ecohabitar a March 16, 2010 em Design Inteligente | Seja o primeiro a comentar

Aos poucos, o conceito de construção industrializada, modular, começa a implantar-se no Brasil. Matéria do jornal O Globo dá conta do lançamento do Minha Casa Holcim, projeto louvável da Holcim Brasil, braço nacional da cimenteira que instituiu os Holcim Awards, a maior premiação do mundo para projetos de construção sustentável. A ideia foi desenvolvida conjuntamente com a Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal do Rio de Janeiro e concilia diretrizes de construção sustentável com baixo custo já que o valor divulgado para venda, com material e mão de obra incluídos, é estimado em cerca de R$ 45 mil.

Os itens de sustentabilidade contemplam, por exemplo, uma tubulação que leva o óleo de cozinha  descartado para um recipiente retornável na área de serviço e uma lixeira compartimentada para separação e reciclagem de papel, plástico, metal e vidro. No capítulo de economia de luz, se optou por criar faixas de blocos transparentes sob as esquadrias e no alto de algumas paredes o que possibilita um maior aproveitamento da luz natural. A captação de água de chuva também foi prevista, dependendo apenas da instalação de uma caixa plástica junto à área de serviço.

Mas o que merece maior destaque pela novidade é a forma de comercialização. Segundo O Globo, será possível adquirir o projeto, assim como contratar a mão de obra e adquirir os itens necessários para erguer a casa em quiosques que serão montados em lojas de materiais de construção.

Sendo construções modulares, os componentes chegam em contêineres e o método construtivo é “seco”, sem necessidade de implantação de canteiro de obras, minimizando assim desperdícios e resíduos de obra e reduzindo o tempo de construção para cerca de 60 dias.

com informações de O Globo e PiniWeb

Bloom Box: não é tudo isso, não

Publicado por ecohabitar a March 9, 2010 em Eficiência Energética, Opinião | 2 Comentários

Foi com grande alvoroço que, nos Estados Unidos, no passado dia 24 de Fevereiro, se apresentou o Bloom Box, da norte-americana Bloom Energy, que se propõe revolucionar o conceito de consumo doméstico de energia. Embora a recepção inicial tenha sido quase entusiástica, alguns observadores mais cépticos não tardaram em jogar alguma água na fervura. Vejamos, a título de exemplo, o que diz o Portal das Energias Renováveis:

Apresentado como o graal da energia, o cubo produzido pela empresa norte-americana Bloom Energy, e baptizado de Bloom Box, promete revolucionar o fornecimento energético para consumo doméstico. Resta saber se conseguirá cumprir - cépticos não faltam.

A Bloom Box foi apresentada o mês passado nos EUA, após oito anos de investigação no maior dos secretismos. O projecto terá consumido um investimento de cerca de 400 milhões de dólares(…) K.R. Sridar, dono da empresa, garante que é possível que cada casa particular passe a ter uma mini-central eléctrica, capaz de alimentar integralmente as necessidades energéticas domésticas. A ser assim, será a tão aguardada revolução energética.

Numa entrevista exclusiva à televisão norte-americana CBS, Sridar explicou que as pilhas de combustível são feitas de areia da praia, que é cozida até formar um pequeno quadrado cerâmico extremamente fino e pequeno. O aparelho é depois revestido por duas substâncias - cuja composição Sridar recusou-se a revelar. Quantas mais placas houver, maior será a produção de electricidade. As pilhas precisam, porém, de combustível para produzirem electricidade.

(…) o uso doméstico da Bloom Box é ainda proibitivo em função do seu preço actual, que varia entre os 700 e os 800 mil dólares (…) Apesar de todos os encómios, especialistas alegam que, na verdade, a pilha da Bloom tem pouco de novidade no que respeita ao consumo, na medida em que não dispensa os combustíveis fósseis.

Resumindo: trata-se de um gerador, dependente de combustíveis fósseis, e sem chance de ser adotado por utilizadores particulares nos próximos anos, por causa do seu preço absurdo. A revolução, por enquanto, foi adiada.

Onda Verde: Blok K, Amsterdam, Holanda

Publicado por ecohabitar a March 5, 2010 em Design Inteligente | Seja o primeiro a comentar

O escritório de arquitetura holandês NL Architects desenhou um edifício de 10 apartamentos designado por Blok K que acabou de ser construído em Amsterdam. O telhado verde em formato de onda é o que torna o edifício iconográfico mas existem outras características que vale a pena destacar. Não existe o que se convencionou chamar de fachada principal, com portaria, contraposta à fachada traseira, menos nobre, onde se situam as áreas de serviço. Todas as unidades são voltadas para o exterior sendo o acesso feito por meio de um corredor interno diagonal, uma espécie de canyon, que atravessa todo o edifício e que também alberga as áreas técnicas e de serviços. Esta solução permite o aproveitamento integral da área de fachada de cada apartamento para aberturas ao exterior, com o consequente ganho de luz natural.

Cada apartamento dispõe também de um pequeno terraço interno aberto para o telhado verde, o que possibilita também iluminação natural nos cômodos interiores do edifício.

mais fotos, plantas e cortes aqui

com informações de inhabitat e designboom

Certificação também para torneiras

Publicado por ecohabitar a March 4, 2010 em Uso Racional da Água | Seja o primeiro a comentar

in Revista Sustentabilidade

A Docol, fabricante brasileira de metais sanitários, obteve o selo australiano Wels (Water Efficiency Labelling Scheme) atribuído a produtos que atendem a padrões de combate ao desperdício de água.

O Wels certifica produtos que atendem a um grau de excelência em economia de água e funciona de forma semelhante ao selo brasileiro do Procel (Programa de Conservação de Energia Elétrica) que classifica equipamentos com relação ao consumo de energia elétrica.

O selo integra o credenciamento Watermark que foi entregue a Docol após um ano de avaliações. O Watermark aprova a venda de torneiras automáticas para Austrália e Nova Zelândia.

Baseada em normas britânicas e estadunidenses de economia e qualidade da água, a certificação é concedida pelo governo australiano às fabricantes de metais sanitários que atenderem a padrões pré-estabelecidos, que vão desde a drenagem até o abastecimento para uso final da população.

A identificação dos produtos certificados é feita por meio de uma gravação em local visível da peça, de modo que o consumidor visualize que, por exemplo, uma torneira tenha sido produzida observando padrões de combate ao desperdício de água.