Guerra de certificações?

Publicado por ecohabitar a April 26, 2010 em Eficiência Energética, Opinião, Preservação Ambiental | 2 Comentários

Matéria publicada na Revista Sustentabilidade nos dá conta de situação inédita até agora no Brasil: Apesar de ter construído todo o Complexo Parque Cidade Jardim seguindo os padrões da certificação LEED, do Green Buliding Council Brasil, a incorporadora paulistana JHSF agora optou pela certificação Aqua em três torres comerciais a serem edificadas no complexo.

Segundo Júlio Cezar Aria Saez, gerente de engenharia da incorporadora, a decisão foi tomada pela constatação de que o sistema Aqua seria mais adaptado ao mercado e às condições ambientais do nosso país.

“Inicialmente planejamos certificá-los pelo LEED, mas agora optamos por buscar o selo do Aqua” afirmou o responsável pela JHSF. Saez disse também que apesar de todo o complexo ter sido concebido dentro dos padrões ambientais do LEED, as nove torres do complexo residencial e o shopping não têm a certificação porque a JHSF não solicitou o certificado.

Apesar de não terem ficado muito claros os motivos pelos quais a incorporadora, apesar de todo o complexo ter sido concebido de acordo com os requisitos do LEED, ter optado por não solicitar a competente certificação, o que se pode concluir é que o mercado brasileiro das certificações de edifícios já assiste a brigas de cachorro grande. Isso é sinal da sua importância atual e do peso que as construtoras (e, portanto, o mercado) já atribuem aos selos certificadores para edificações.

leia mais aqui sobre os sistemas LEED e Aqua no Brasil

Uma Casa Alemã no Ibirapuera

Publicado por ecohabitar a April 13, 2010 em Design Inteligente, Eficiência Energética | Seja o primeiro a comentar

Noticiamos em Outubro passado a vitória da equipe alemã no Solar Decathlon 2009, com uma casa capaz de gerar 200% da energia que precisa. Agora a Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha traz para São Paulo o protótipo vencedor que estará disponível para visitas de 13 a 28 de Abril no Parque do Ibirapuera.

Segundo o press release da câmara Brasil-Alemanha “A “Casa Alemã” é um protótipo de casa energeticamente eficiente, que vai percorrer 13 cidades da América Latina, mostrando tecnologias inovadoras para a habitação e com abastecimento de energia pelo aproveitamento da energia solar, obtendo mais conforto e economia significativa de energia.

A “Casa Alemã” mostra que a estética e o conforto são capazes de harmonizar com a eficiência energética e energias renováveis: a combinação de arquitetura sofisticada e tecnologia inovadora demonstram que a sustentabilidade e a qualidade do design são conceitos viáveis com grande potencial nos mercados latino-americanos.

mais informações aqui e sobre horários de visita ou indicações de acesso aqui

Edp promete trazer rede elétrica inteligente para SP

Publicado por ecohabitar a April 6, 2010 em Atualidades, Eficiência Energética | Leia o primeiro comentário

O presidente da EDP, (Eletricidade de Portugal), António Mexia, revelou hoje que a experiência piloto de redes inteligentes que vai começar em Évora, Portugal, será replicada em São Paulo, através da Energias do Brasil, subsidiária da empresa no Brasil. Como já havia prometido em 2009, Mexia afirmou que no início de 2011 será escolhida uma cidade servida pela distribuidora Bandeirante (regiões do Alto do Tietê e Vale do Paraíba - veja aqui as cidades candidatas) para desenvolver um projecto semelhante ao que hoje inicia as operações naquela cidade portuguesa.

O diário Público conta que António Mexia falava durante a cerimónia de lançamento da InovCity, um projecto piloto no qual serão instalados 31 mil contadores [relógios] de electricidade inteligentes que permitem comunicações nos dois sentidos, e em tempo real, entre clientes e empresa, bem como mais de 300 centros de comunicação instalados nos postos de transformação pela cidade.

“Gostaria que, no início do ano que vem, [um projecto semelhante] se possa desenvolver (…) no Brasil”, adiantou, acrescentando que “este projecto, que hoje é um dos poucos candidatos na Europa a ter um apoio enquanto emblema da área, tem a ver com um conjunto de coisas que queremos fazer no Brasil: eficiência energética, micro geração e mobilidade eléctrica”.

Este parece ser o primeiro passo em solo brasileiro da prometida revolução energética que se anuncia desde há algum tempo. Como todas as verdadeiras revoluções, esta não se dá “só a nível macro, tem a ver com os pequenos gestos de todos os dias, tem a ver com a forma como muda a vida das pessoas e das empresas” disse Mexia.

Continua o jornal Público: O projecto de rede eléctrica inteligente da EDP InovGrid arranca hoje, quase dois anos e meio depois do seu lançamento, em Évora, a cidade ‘piloto’ escolhida para a instalação dos contadores [medidores] inteligentes, que garantem não só a telecontagem dos consumos de energia em tempo real, mas também a mudança de tarifa à distância por solicitação do cliente e uma gestão mais eficiente dos consumos individuais de electricidade.

O projecto InovGrid de Évora (…) permite a um cliente que tenha um aparelho de micro geração de energia saber quanta electricidade está a injectar na rede e cria também cria um novo sistema de monitorização e controlo de toda a rede de distribuição.

Esta característica, considera a EDP, também permitirá uma gestão mais eficiente dos 16 pontos de carregamento de veículos eléctricos que já estão montados na cidade.

ver matéria completa aqui. Site do projeto InovCity, implantado em Évora, com informações e gráficos bem detalhados acerca do funcionamento de todo o sistema.

LEED para residências no Brasil

Publicado por ecohabitar a April 5, 2010 em Atualidades, Design Inteligente | Seja o primeiro a comentar

in Revista Sustentabilidade

O Green Building Council Brasil começará, em 2010, o processo de adaptação da Homes, ferramenta da certificação LEED para construções residenciais, a fim de disponibilizá-la aos profissionais brasileiros em 2011. O anúncio foi feito pelo diretor da consultoria Ecobuilding, Antônio Macêdo Filho, (…) e Rives Taylor, diretor de Sustentabilidade em Projetos da empresa de engenharia estadunidense Gensler.

“Essa ferramenta ainda não está disponível para o Brasil, porque as técnicas construtivas brasileiras são muito diferentes das usadas nos EUA, onde o LEED surgiu”, disse Macêdo. “Porém, estamos começando a adaptá-la as nossas necessidades e esperamos que ela esteja disponível em 2011″, afirmou.

A ferramenta Homes é uma das cinco que a certificação LEED oferece para buscar a melhoria na eficiência das construções e é a única que ainda não está disponível para os profissionais brasileiros.(…)

“É muito difícil obter uma certificação LEED”, disse Taylor. “O empreendedor tem que olhar para energia, água, materiais, impacto no entorno, qualidade da obra, o que dificulta o processo construtivo e o torna mais demorado”.

Taylor garante que o investimento vale a pena. Segundo o engenheiro, o objetivo do LEED é tornar o a edificação eficiente no longo prazo, reduzindo o uso de combustível e o custo energético anual.

Para isso, o Green Building Council aposta em design sustentável, como um aspecto fundamental para a instalação de boas práticas em design.

“O design sustentável é aquele que busca eficiência em recursos como água, energia e materiais, a prevenção da poluição do solo, água e ar, a saúde e conforto dos usuários, principalmente em qualidade do ar, uso de luz natural e conforto térmico e a adaptação do projeto às condições regionais em que a obra será implantada”.(…)

“É um mercado que cresce 14,2% ao ano num universo de US$ 10 trilhões nos EUA.” Entre os motivos para esse crescimento, Taylor elenca o fato das construções verdes reduzirem o seu impacto no meio ambiente, o custo operacional da edificação e pelo fato  de que as empresas estão percebendo que, para seus funcionários faz muito sentido atuarem em um ambiente saudável e sustentável. “O Green Design será a prática padrão para a próxima geração, este é o futuro”, afirmou.

O engenheiro estima que para cada US$1 investido em uma construção, cerca de US$50 são gastos na sua operação e que este mesmo US$1 quando investido em uma construção verde pode representar até US$400 em benefícios ao longo da sua vida útil, especialmente em saúde e bem-estar dos usuários. (…)

matéria completa aqui

Políticas de apoio às energias renováveis: aberração econômica?

Publicado por ecohabitar a April 1, 2010 em Eficiência Energética, Opinião | 3 Comentários

Leitores atentos às temáticas das energias renováveis não podem deixar de notar a frequência com que surgem notícias anunciando, um pouco por todo o mundo, inaugurações da “maior usina eólica do mundo” ou de novos recordes de crescimento de produção em centrais de energia solar. No entanto, e tal como já aqui dissemos inúmeras vezes, a sustentabilidade é um tripé, e se lhe falta a “perna” da economia ela desaba, por muito fortes que sejam as outras duas (ambiente e sociedade). Isto a propósito de um documento denominado “Manifesto por uma Nova Política Energética em Portugal” subscrito por 33 personalidades portuguesas (ex-ministros, professores universitários, empresários) e que classifica os subsídios atribuídos aos produtores de energias renováveis e os milhões de euros investidos recentemente no setor pelo poder público como “aberração económica“. Eis o que diz sobre o assunto o semanário Expresso:

A actual política de apoio às energias renováveis “carece de uma profunda revisão”, porque os seus custos “podem ter reflexos extremamente negativos nas condições de vida dos portugueses e na competitividade das empresas“, afirma um manifesto assinado por 33 conhecidas figuras do mundo económico, empresarial e académico.

O documento, intitulado “Manifesto por uma Nova Política Energética em Portugal“, vai ser tornado público a 7 de Abril, na Associação Comercial de Lisboa, e classifica de “aberração económica” os preços subsidiados pagos aos produtores de renováveis .(…)

“Tem-se procurado convencer a opinião pública do pretenso sucesso da actual política energética, mas esta mensagem não podia estar mais longe da realidade”, assinala o manifesto.

Com efeito, esta política “tem vindo a ser dominada por decisões que se traduzem pela promoção sistemática de formas de energia ‘politicamente correctas’, como a eólica e a fotovoltaica”.

E, na perspectiva dos signatários, estas fontes de energia “apenas sobrevivem graças a imposições de carácter administrativo que garantem a venda de toda a produção à rede eléctrica a preços injustificadamente elevados“.

Por outro lado, a corrida às renováveis (…) tem agravado o défice tarifário, uma dívida “que as famílias vão ter de pagar” e que em 2009 atingiu “um valor assustador, superior a 2000 milhões de euros”.

Deste modo, o manifesto considera fundamental “exigir uma avaliação técnica e económica, independente e credível”, da actual política energética nacional, de forma a ter em conta “todas as alternativas actualmente disponíveis”.