Telha solar

Publicado por ecohabitar a June 28, 2010 em Design Inteligente, Eficiência Energética | Leia o primeiro comentário

O quesito estética tem ganho cada vez mais espaço nas prioridades dos fabricantes de painéis solares. Um dos motivos foi a forte rejeição que os primeiros modelos pesadões tiveram em alguns mercados, nomeadamente em diversas comunidades norte-americanas e inglesas, onde associações de moradores chegaram a proibir a sua instalação sob o argumento de descaracterização da paisagem urbana local. Alguns casos foram parar na justiça e repercutiram na imprensa. Por outro lado, a evolução tecnológica que proporcionou o aprimoramento de materiais e conseguiu componentes mais leves permitiu que a tecnologia solar se fosse gradualmente incorporando nos materiais tradicionais, com ganhos de eficiência e estética. Exemplos disso já foram notícia por diversas vezes neste espaço. Aqui vai mais um.

Se o principal item prejudicado pela utilização dos painéis solares era o telhado, a italiana Area Industrie Ceramiche, fabricante de pisos e revestimentos, parece ter resolvido o problema. A sua Tegosolare é uma tradicionalíssima telha cerâmica à qual foram embutidas quatro células fotovoltaicas. A montagem é feita como a de qualquer outro telhado e a superfície “solar” é adaptável às necessidades do utilizador já que o fabricante disponibiliza também o mesmo modelo em telhas “comuns”. Em caso de dano, apenas se substitui a telha, operação fácil e barata pela própria natureza modular do telhado tradicional. A fiação segue sob o telhado para o conversor. Segundo o fabricante, uma área de 40 m² gera cerca de 3kw de energia.

com informações de Jetson Green e Tegosolare

Mercado de energia solar cresce no Brasil

Publicado por ecohabitar a June 18, 2010 em Eficiência Energética | Leia o primeiro comentário

in EcoDesenvolvimento.org

Apesar de possuir matriz energética basicamente oriunda de hidrelétricas, o Brasil já é o décimo país melhor colocado no ranking mundial de energia solar, atrás apenas de China, Israel, Áustria, Índia, Turquia, Alemanha, Japão, Estados Unidos e Austrália. Os dados são da Associação Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Ventilação e Aquecimento/Departamento Nacional de Aquecimento Solar (Abrava/Dasol).

Além da alta incidência do astro-rei nas cinco regiões brasileiras, o país também é dotado das matérias primas utilizadas na fabricação dos equipamentos: cobre, alumínio, aço inoxidável, vidro e termoplásticos, um indicativo de que o Brasil tem toda a infraestrutura para desenvolver a tecnologia e bons negócios no setor.

De acordo com a Abrava/Dasol, a cadeia produtiva de tecnologia solar brasileira conta com aproximadamente 200 empresas, das quais a maioria produz reservatórios térmicos e coletores solares (ou placas) - cerca de 80% delas são micro e pequenas empresas, concentradas nas regiões Sudeste (principalmente) e Sul. (…)

ler matéria completa aqui

Chuveiro híbrido: alguém já viu?

Publicado por ecohabitar a June 9, 2010 em Eficiência Energética, Uso Racional da Água | 3 Comentários

O estudo Avaliação do consumo de insumos (água, energia  elétrica e gás) em chuveiro elétrico, aquecedor a gás, chuveiro híbrido solar, aquecedor solar e aquecedor de acumulação elétrico, elaborado pelo Centro Internacional de Referência em Reuso de Água (CIRRA) da Escola Politécnica (Poli) da USP, de que já falámos aqui e aqui inclui, entre os diversos tipos testados, o chuveiro híbrido solar. Este modelo, na definição dos autores do estudo, “é um aquecedor solar com um chuveiro elétrico no ponto de uso” (pag. 1, linha 16).

Um relatório preliminar do estudo, divulgado em 16/04/2009 pelo CIRRA, descreve os equipamentos testados e respetivo preço de aquisição e montagem. Já havíamos questionado aqui o método que permitiu que chuveiros de vazão diferente fossem instalados nos sistemas testados. Se um dos parâmetros do estudo era a economia de água todos os chuveiros teriam que ter uma vazão igual. De outro modo, aqueles que utilizassem uma vazão menor gastariam menos água que os outros. Foi exatamente isso que se verificou: os dois pontos de chuveiro elétrico e o ponto de “chuveiro híbrido” fizeram uso do modelo “Compacta” da Cardal, que  vazou uma média de 4lt/min. ao longo do estudo enquanto que todos os outros sistemas testados (nomeadamente o solar) utilizaram o modelo Big Ducha (!!!) da mesma marca, que vazou 8,7lt/min. É evidente então que a economia de água conseguida resulta do modelo de chuveiro utilizado e não do sistema usado para aquecer a água.

Mas voltemos à descrição dos equipamentos e respetivo preço. Os sistemas testados no estudo são, com apenas uma excepção, bem conhecidos do público consumidor e são susceptíveis de serem pesquisados e seus diversos modelos e preços comparados. A excepção é o “chuveiro híbrido” que é definido no estudo, sem maiores detalhes, como “um aquecedor solar com um chuveiro elétrico no ponto de uso“. Na descrição dos “equipamentos de aquecimento de água, chuveiros e duchas utilizados no sistema experimental” que consta do tal relatório preliminar (pag. 4, linha 1), constam os componentes de todos os sistemas testados menos um: o “chuveiro híbrido solar”. Assim sendo, cabem algumas perguntas: o “chuveiro hibrido solar” foi inventado pelos autores do estudo? Como é formado? Como funciona? Como se chegou ao seu preço (R$688,00 mais R$200,00 de instalação)? Quando é ligado, qual dos seus dois sistemas (solar ou elétrico) funciona primeiro? Como se faz a comutação entre os seus dois sistemas? Como pode um sistema que não está presente no mercado ser apresentado como uma alternativa válida para o consumidor comum?

Como manter a casa confortável no inverno?

Publicado por ecohabitar a June 8, 2010 em Design Inteligente, Eficiência Energética | Leia o primeiro comentário

in UOL Casa e Imóveis

Desde a faculdade, engenheiros e arquitetos estudam muito mais as soluções para resfriar os ambientes do que para aquecê-los. O fato é que não existe no país uma cultura de garantir o conforto térmico das edificações também no inverno. Por isso, é comum ouvir habitantes de países europeus dizer que São Paulo é a cidade em que eles mais passaram frio na vida. É a mais fria? Sem dúvida, não. Mas nossas construções estão pouco adaptadas para os dias de inverno, ao contrário do que acontece em seus países de origem.

Para pensarmos numa construção eficiente do ponto de vista térmico devemos, em primeiro lugar, prestar atenção na possibilidade de utilizar o aquecimento passivo. (…) Isso nada mais é do que aproveitar a radiação solar para esquentar a nossa casa e, uma vez que o calor esteja lá dentro, tentar segurá-lo o máximo de tempo possível. Nesse sentido é importantíssimo prestarmos atenção para alguns fatores como, implantação, orientação e tamanho das aberturas, os caixilhos, proteção dos ventos e a massa térmica (o corpo) da construção. (…)

Um fator crítico para o conforto térmico da casa são os caixilhos. Nos países em que o inverno é rigoroso, é comum encontrarmos caixilhos pesados e com vidros duplos ou triplos, cujo isolamento é perfeito. (…) No Brasil, a qualidade desses elementos em geral é muito baixa.

As frestas nas janelas são grandes vilãs do resfriamento de uma casa. O ar frio da noite entra rapidamente dentro dos ambientes, resfriando-os e acabando com o seu esforço de aquecer a casa durante o dia.

Da mesma forma que é um grande aliado para refrescar a sua casa no verão, o vento é um grande vilão do resfriamento no inverno. Desta forma, veja como se defender dele quando necessário. Ao construir, verifique a orientação dos ventos predominantes e posicione corretamente as aberturas, que devem, sempre que possível, poder ser fechadas. (…)

Uma construção pesada, com paredes espessas, conserva muito mais o calor. (…) Isso acontece porque construções mais pesadas tendem a possuir uma inércia térmica maior, ou seja, demoram mais para acompanhar a flutuação de temperatura do ambiente externo. No Brasil as construções com inércia térmica média funcionam bastante bem, pois acumulam calor durante o dia e liberam à noite fazendo com que a sua casa não seja nem muito quente durante o dia, nem gelada à noite.

Lembre-se ainda da cobertura – da mesma forma que as coberturas muito leves fazem com que a casa esquente muito no verão, elas permitem o rápido resfriamento no inverno. Por isso vale pensar na cobertura como a quinta fachada a sua casa.

Por fim é importante considerarmos que não vivemos sempre no frio. Aliás, na maior parte do tempo, temos de lidar com o calor. Por isso, soluções eficientes para o inverno podem ser um tiro no pé durante o verão. Grandes aberturas sem proteção para o oeste (pôr do sol) significam uma casa aquecida no inverno e insuportavelmente quente e ofuscante no verão. Uma casa em que o ar não circula pode ser agradável no inverno, mas é péssima nos dias de calor. Há ainda locais do país, como São Paulo, em que vemos num mesmo dia temperaturas acima de 25 graus ao meio dia e abaixo de 10 graus à noite.

Consulte sempre que possível um profissional da área para que a sua casa seja confortável durante todo o ano e pense em soluções flexíveis, como aberturas que podem ser fechadas e brises móveis, entre outras soluções.

ver matéria completa aqui

Construir entre árvores: Casa JD, Mar Azul, Argentina

Publicado por ecohabitar a June 2, 2010 em Design Inteligente, Preservação Ambiental, Projetos | Seja o primeiro a comentar

O balneário argentino de Mar Azul é o cenário de implantação desta casa, alocada em um terreno de 470 m² onde, antes da sua implantação, já se encontravam distribuídos 43 pinus. O programa dos proprietários era simples: muito baixo impacto no lote, orçamento apertado e mínima manutenção. O resultado conseguido pelo BAK Arquitectos, distinguido com o Grande Prêmio da 11ª Bienal de Arquitetura Argentina em 2006, demonstrou a possibilidade de se construir respeitando o meio-ambiente e com impacto mínimo no entorno. O modelo de projeto “entre árvores” de baixo custo virou tendência na região como já haviamos mostrado aqui.

Casa JD, Mar Azul, Buenos Aires, Argentina, 2004

BAK Arquitectos

informações de Contemporist e BAK Arquitectos