Rastreamento de madeira

Publicado por ecohabitar a September 28, 2010 em Materiais Ecológicos, Preservação Ambiental | Leia o primeiro comentário

in Inovação Tecnológica

Pesquisadores alemães criaram um novo tipo de monitoramento sem fios, usando ondas de rádio, perfeitamente adaptado para a identificação e o rastreamento de árvores, estejam elas de pé na floresta ou já na forma de toras sendo levadas para a indústria.

Os engenheiros adaptaram a tecnologia de rastreamento sem fios - as chamadas etiquetas RFID - criando uma nova etiqueta inteligente feita inteiramente de papel e celulose.

Desta forma, o microtransmissor de rádio pode ser fixado na árvore e lá permanecer, inclusive entrando no processo produtivo da madeira sem representar um corpo estranho que atrapalhe o processo industrial.

Monitorar a origem e a rota seguida por uma árvore extraída de uma floresta é algo essencial tanto para a indústria madeireira legalizada, que precisa monitorar e otimizar seus recursos e para organizações responsáveis pelo manejo sustentável de áreas florestais, quanto para o poder público, que deve fiscalizar e coibir a extração de madeira ilegal.

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Concreto: cinza de cana em vez de areia

Publicado por ecohabitar a September 24, 2010 em Materiais Ecológicos, Preservação Ambiental | Leia o primeiro comentário

in PINIweb

Uma equipe de pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) conseguiu achar uma utilidade para as cinzas resultantes da queima do bagaço de cana: a produção de concreto, em substituição à areia.(…)

Segundo Almir Sales, coordenador da pesquisa da UFSCar, numa mistura com uma substituição de areia por cinza de 30% a 50%, o concreto ganha até 17% mais resistência. Com isso, a quantidade de cimento presente no concreto poderia diminuir, mantendo a mesma resistência.

Essa substituição é possível devido às características granulométricas da cinza, que são semelhantes à da areia natural, com uma porção cristalina e alto teor de sílica. Com uma possível troca de materiais, a retirada de areia dos leitos dos rios, que vem sendo dificultada por questões ambientais, poderia diminuir significativamente. Algumas licenças para extração já estão sendo cassadas, o que diminui a oferta do agregado no mercado, elevando seu preço. “A vantagem se deve às propriedades de compactação e empacotamento dos grãos de cinzas que, por serem mais uniformes, têm preenchimento melhor do que os de areia natural”, afirma Sales.

Os pesquisadores estão na etapa de testar a durabilidade do concreto, que deve ser parecida com a do concreto normal. (…) “Os resultados preliminares são animadores”, garante Sales. Logo após, será feita uma avaliação sobre os impactos sobre o meio ambiente. O pesquisador estima que o estudo esteja finalizado até maio de 2011. (…)

Sales estima que, se o concreto realmente for ao mercado, deverá ser 10% a 12% mais barato, devido ao baixo custo da cinza da cana-de-açúcar e à diminuição do volume de cimento no concreto.

leia a matéria completa aqui

Sua casa sustentável pronta em 60 dias por R$45 mil (II)

Publicado por ecohabitar a September 23, 2010 em Design Inteligente, Eficiência Energética, Uso Racional da Água | Leia o primeiro comentário

Quando, em Março, fizemos este post sobre o projeto “Minha Casa Holcim“, fomos inundados de e-mails que nos perguntaram como fazer para aderir, onde procurar, etc. Para os interessados, chega a notícia que a primeira unidade do projeto foi inaugurada no passado dia 14, em Viana, Espírito Santo.

O empreendimento foi possível graças a uma parceria com a loja Colodetti Materiais de Construção Ltda., que investiu cerca de R$ 500 mil para montar a construtora e adquirir equipamentos, quiosques e terrenos. Os donos prevêm a construção de outras 20 a 30 casas no decurso do próximo ano já que há mais de 40 interessados cadastrados.

Existem cinco modelos de habitação, com áreas de 46 m² a 68 m² cujo preço oscila entre R$ 1mil e R$ 1,2 mil por m². O grande diferencial do sistema é que o cliente compra na loja um pacote pronto que engloba projeto, todos os materiais e a mão-de-obra.

com informações de Construção Total, PINIweb e ESHoje

Concreto armado, eu te amo: Casa da Madalena, Gaia, Portugal

Publicado por ecohabitar a September 21, 2010 em Design Inteligente, Projetos | 2 Comentários

O escritório português Carlos Castanheira & Clara Bastai, Arquitectos Lda não está no topo da lista dos preferidos dos fabricantes de revestimentos, tintas, ladrilhos, mosaicos e outros acabamentos. Eles preferem dar o protagonismo aos materiais brutos, como madeira e concreto e não se limitam a não ocultá-los. De fato, trata-se um exibicionismo frontal, sem subterfúgios, que já aqui mostramos na bela Casa Adpropeixe, um hino de amor à estrutura de madeira, e que agora trazemos, em versão concreto armado, na Casa da Madalena. Vejamos o que diz o autor do projeto:

O programa foi-me apresentado muito definido, claro: sala comum, cozinha, pequeno escritório, três quartos, espaço de garagem e alguns arrumos. Aproveitamento do espaço exterior e privacidade.
A Casa da Madalena e seu programa está organizada em três volumes.
O volume central onde estão organizadas as funções sociais, o volume a poente onde estão organizados os três quartos e dois banhos e o corpo ou anexo a nascente caracterizado pelo coberto de garagem e o volume de arrumos e área técnica. (…)

Optei por paredes estruturais em betão aparente e de aparência bruta (…) O resto foi preenchido por estruturas de madeira e vidro. (…)

No interior as paredes de betão deram lugar a paredes em gesso cartonado pintadas de branco, madeira de riga, estrutural nos tectos e caixilharias que também têm funções estruturais.
O piso é todo em xisto, o interior e o exterior, numa continuidade pretendida.
Cobertura e impermeabilização em chapa de cobre.

veja mais fotos e texto aqui e aqui

Casa da Madalena
Madalena, Vila Nova de Gaia, Portugal, 2003 - 2008

Carlos Castanheira & Clara Bastai, Arquitectos Lda

Plumen: o design chega às CFL

Publicado por ecohabitar a September 13, 2010 em Design Inteligente, Eficiência Energética | Seja o primeiro a comentar

As lâmpadas CFL popularizaram-se no Brasil depois do apagão de 2001. Apesar do notável desempenho em termos de consumo, principalmente se comparadas com as tradicionais incandescentes, as compactas fluorescentes não conseguiram cumprir os vaticínios iniciais que as colocavam na hegemonia absoluta do mercado. A qualidade da luz proporcionada, o seu design questionável e, sobretudo, o advento da tecnologia LED pareciam condenar as CFL a uma mera etapa de transição na história da iluminação doméstica ou, quando muito, às franjas menos exigentes do mercado. Para reverter a situação e ganhar a confiança dos profissionais de iluminação (que mantiveram sempre uma indisfarçada distância face às espirais fluorescentes) as principais marcas investiram em tonalidades de luz mais “mornas” e em formatos que mimetizavam os bulbos tradicionais.

Um fabricante britânico foi agora mais longe e apresentou ao mercado a primeira CFL concebida por um designer. Depois de alguns anos de desenvolvimento a Hulger, em parceria com o estúdio de Samuel Wilkinson, deu à luz a Plumen, uma lâmpada destinada a uma produção em massa e que pretende, em um futuro próximo, ocupar um posição dominante nas prateleiras da IKEA, Home Depot ou, em português do Brasil, Tok&Stok e etna. A Plumen é uma lâmpada de 11W (iluminação equivalente à de uma incandescente de 60W) tem um tempo de vida estimado de 8 anos e custa, no Reino Unido, salgadas £20,00.

com informações de inhabitat

leia aqui sobre a vida dura das lâmpadas CFL nos EUA

Painéis fotovoltaicos autocolantes

Publicado por ecohabitar a September 6, 2010 em Design Inteligente, Eficiência Energética | 2 Comentários

A ideia já nos era familiar através das figurinhas autocolantes e da fita adesiva de dupla face.  Agora a Global Solar acaba de lançar o painel fotovoltaico autocolante. O produto, designado como PowerFlex BIPV,  apresenta-se em módulos de 600×50 cm e será aplicado diretamente em telhados planos, sem necessidade de cálculo de ângulo de incidência solar, “mão-de-obra especializada” ou pesadas estruturas de metal. O fabricante afirma que, por não possuir molduras ou qualquer estrutura associada, o PowerFlex BIPV não necessita de espaço entre os módulos, possibilitando um melhor rácio de aproveitamento da área de telhado, e, consequentemente, gerando mais energia. A Global Solar aponta como principal destinatário, numa primeira fase, o mercado de edifícios comerciais.

As notícias sobre a nova geração de painéis fotovoltaicos não são novidade por aqui. A curiosidade e o interesse do público sobre essa tecnologia não encontra eco no mercado nacional, para o qual “energia solar” é sinonimo apenas de aquecedores de água. Não faz sentido que um país do tamanho do nosso com condições naturais que outros pagariam para ter, que assiste a um período de crescimento como o que experimentamos agora, com necessidades de investimento em infraestruturas de energia e com um discurso oficial voltado para a adoção de fontes limpas e alternativas abdique completamente de uma tecnologia pronta, testada e comprovadamente eficaz. A situação no mercado energético brasileiro atual assemelha-se muito à do setor automóvel nacional do início da década de 90: isolado do mundo, tecnologia desfasada, não satisfazendo as necessidades do público e beneficiando apenas uns quantos. Na época, a mudança na situação se deu com a abertura do mercado sob Collor. Não vamos precisar pagar um preço tão caro neste caso, vamos?

com informações de Green Tech, cnet news