CBCS, Telhados Brancos e Arborização Urbana

Publicado por ecohabitar a May 30, 2011 em Atualidades, Design Inteligente, Materiais Ecológicos | Seja o primeiro a comentar

Aqui em nosso blog gostamos de divulgar os resultados de pesquisas e estudos publicados sobre os temas de que aqui tratamos. Como a grande maioria desses trabalhos são produzidos nos EUA o seu objeto de análise é, logicamente, o mercado norte-americano pelo que temos normalmente que tentar perceber em que medida é que os resultados obtidos se aplicam à nossa realidade. Porém, esse processo “adaptativo” das conclusões de estudos e pesquisas direcionados a outras latitudes trazem por vezes consequências imprevistas.

O caso mais comentado deste tipo de situação é o dos selos certificadores das construções, objeto de críticas por se limitarem a “adaptar” ao Brasil complexos sistema de avaliações concebidos em sua origem para realidades climáticas, de mercado e de materiais muito diversas da(s) nossa(s).

Um outro exemplo de iniciativa surgido nos EUA e que foi abraçada com algum estardalhaço no Brasil (ver aqui e aqui nossa pequena contribuição para o estardalhaço) foi a campanha One Degree Less | Um Grau a Menos desenvolvida pelo Green Building Council, mais conheciddo por ser a entidade criadora do selo LEED de certificação de edifícios. A campanha defende a adoção de pintura branca para a cobertura de edifícios como forma de esfriar a temperatura em seu interior, economizando energia com refrigeração, mas também minimizando as ilhas de calor dos centros urbanos. Sinal do sucesso da campanha, um projeto de lei proposto pelo vereador Antonio Goulart (PMDB) para tornar compulsória a adoção de telhados brancos na cidade de São Paulo foi aprovado em primeira votação na Câmara Municipal no fim de 2010.

A propósito do tema, o Comitê Técnico de Materiais do CBCS divulgou uma nota sugerindo cautela no uso de materiais refletivos em coberturas e recomendando, em alternativa, o uso de vegetação em telhados, fachadas e ruas, pelo efeito de sombreamento e evapotranspiração que proporcionam e que tem o mesmo potencial de reduzir a carga térmica dos edifícios e as ilhas de calor, além de reter a água de chuva, colaborando para a redução de enchentes, e para aumentar a biodiversidade.

Lendo a integra da nota, é fácil entender que um telhado branco em um clima quente e úmido deixará rapidamente de ser branco já que o clima é o principal fator na colonização por fungos e outros microrganismos com pigmentos escuros. Dito de outro modo, não dá simplemente para fazer copy/paste das práticas de terceiros nem canibalizar o trabalho de pesquisa de outros. Diversas universidades brasileiras têm desenvolvido trabalhos nesta área, adaptados a nossas latitudes, e o próprio CBCS é um ótimo exemplo da excelência das capacidades nacionais em achar soluções sustentáveis locais para o setor da construção. Vamos então aplicá-las!

com informações de PINIweb

Eduardo Souto de Moura: O local para o arquiteto é uma ferramenta

Publicado por ecohabitar a March 30, 2011 em Atualidades, Projetos | Seja o primeiro a comentar

A propósito da atribuição do Pritzker a Eduardo Souto de Moura, a PINIweb recupera uma entrevista que o arquiteto português concedeu à revista AU em dezembro de 2005. Publicamos alguns excertos em que Souto de Moura fala sobre o seu processo de projetar, estética vs função, arquitetura e natureza e Niemeyer.

Como é seu processo de projetar?
Varia conforme o programa. Geralmente são programas que conheço bem. Fiz muitas casas. Falo com o cliente para explicar bem, vou várias vezes ao sítio, mas não pretendo que o sítio me diga algo. Posso ter uma idéia desajustada, mas depois consigo ajustá-la. A solução nunca está no sítio, está em mim. Faço os primeiros desenhos e sempre faço maquete. Hoje é mais fácil, as fotos são feitas em digital e eu desenho por cima e testo nas maquetes as proporções. Depois faço um sistema de cruzamento de informações das primeiras idéias com as formas das maquetes. Muito cedo começo a trabalhar com os engenheiros para saber a viabilidade física e se a solução não é contra natura. Muitas vezes altero o projeto na própria obra. Por mais que os arquitetos tentem resolver os problemas há um que não conseguem: a escala, porque é de ordem subjetiva. Há um conjunto de fatores a serem analisados, o que a pessoa precisa e qual o seu território. Tem que se alternar a subjetividade com a objetividade até dizer: está lá. É um processo sinuoso. As primeiras idéias são rápidas, levo um fim de semana para projetar uma casa. Depois demora quatro, cinco anos para ela aparecer. Não penso em estética. Quem pensa em estética não chega lá. Estética é uma predisposição, um conjunto de problemas que não foram resolvidos. Se o poeta tem necessidade de escrever um poema, ele escreve. O arquiteto não pode dizer “vou fazer uma casa integrada na paisagem”. Ele tem que fazer uma construção muito friamente para resolver um problema. Se a disposição que ele usou ultrapassa o fenômeno do programa e da função, então surge a estética. A estética nunca é um ato voluntário.

Muitos arquitetos privilegiam a estética em detrimento da função…
Um professor meu que trabalhou com Niemeyer gostava de repetir uma frase dele: “a arquitetura tem que ser bela, se funcionar, melhor”. O fato é que isso não é verdade. Em qualquer croqui de Niemeyer a estrutura já está pronta. Cabe ao engenheiro direcioná-la. Portanto, a preocupação maior de Niemeyer não é a estética, ela é o suporte para que sua idéia exista. Quando ele desenha uma pessoa ao lado, já tem a escala.

O senhor tem uma relação de liberdade com a natureza. Costuma dizer que o “local é aquilo que você quer que ele seja”. Como se dá essa tensão entre a arquitetura e a natureza?
O lugar é uma construção mental. Fisicamente ele não interessa. É como uma pintura, uma natureza morta. Na medida em que eu giro a casa porque acho a vista para a montanha mais bonita, estou a construir o sítio. A montanha está entrando na construção da casa. Tenho que entender as ausências de energia no local. A construção do projeto é a construção de algo positivo. O objetivo é parecer que, no fim, o objeto está ali e não poderia deixar de estar ali. Se tirar, o sítio poderia ficar pior. O local para o arquiteto é um instrumento, uma ferramenta.

(…)

No caso do Estádio de Braga, o senhor mudou a implantação sugerida.
Entendi que ficava bem naquele morro. O monte precisava ser preenchido. Construí o monte de uma maneira diferente, cortei-o na forma de um estádio. Foi muito caro tirar a pedra. Fui criticado politicamente, economicamente e ecologicamente: ”na natureza não se toca”. A natureza só me interessa quando é operada pelo homem. Uma paisagem virgem não me comove. Posso até achá-la bonita. Há um poema de Herberto Helder, que nunca deve ter ouvido falar em Mies (van der Rohe), que diz “trabalhar na transformação, na transmutação, é obra nossa”.

in PINIweb

entrevista completa aqui

Vanderley John sobre a Construção Civil no Brasil: Quase Insustentável

Publicado por ecohabitar a November 12, 2010 em Atualidades, Opinião | 4 Comentários

Na edição de Setembro da revista Techné, que aqui já referimos, inclui uma excelente entrevista com o Prof. Vanderley John da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo onde este alerta para o greenwashing, denuncia um mercado de venda de selos e critica o carater artesanal da produção na construção. Reproduzimos partes da entrevista abaixo, com a recomendação que se siga o link colocado no final do texto para ler a matéria completa.

Na construção, onde o greenwashing se encontra?

Há muitos selos cujos significados não conhecemos. Estão começando a proliferar selos de materiais, e existirão cada vez mais. As pessoas compram com selo porque, por um lado, querem um indicativo de que aquele produto atende melhor ao problema de sustentabilidade. Por outro lado, muita gente compra porque quer ser percebida como uma pessoa que se preocupa com sustentabilidade. Existem até selos do tipo “amigo do meio ambiente” que têm um critério muito objetivo e inquestionável: você paga, você leva. (…)

No que a construção vem afetando o ambiente, e como ela pode contribuir?

No Brasil, aproximadamente metade da extração de matérias-primas não renováveis acaba na construção. As obras são muito intensivas em uso de materiais. A geração de resíduos na construção está bem maior do que resíduos de lixo urbano, estamos demolindo mais e construindo mais. No Brasil, a construção é o setor industrial que mais gera resíduos. Por exemplo, o aço utilizado gerou resíduos também na fábrica, da mesma forma o alumínio, e assim por diante. De cada 1 m³ de madeira utilizado, outro 1 m³ ficou aos pedaços, para trás.

Já existe uma garantia em relação ao fornecedor de materiais, uma certificação ou selo?

Eu não acredito que selo tenha um papel relevante na promoção da sustentabilidade de um país em desenvolvimento. Não existe nenhuma demonstração no mundo de que qualquer selo melhore o mercado. O que melhora o mercado é política pública, política setorial de médio prazo, consistente, com metas aplicadas a toda a construção. Em tese, os selos deveriam identificar produtos muito mais ecoeficientes que outros, mas alguns não o fazem. Além disso, os selos de edifícios se aplicam a obras grandes, corporativas etc., que representam uma parcela minúscula da construção brasileira e são tão sofisticadas e diferenciadas, que pouco inspiram outras. Uma solução para um prédio de US$ 100 milhões não é transferida para um prédio de escritórios de quatro pisos em uma cidade média. (…)

Não há muita compatibilidade entre a realidade  do Brasil e Europa, Estados Unidos. Até onde os modelos importados  de selo funcionam?

(…)  A sustentabilidade tem problemas globais, mas as soluções têm que ser localmente adequadas. No Brasil, a opção para diminuir a poluição dos automóveis é o uso do etanol, e nos Estados Unidos é o carro elétrico. Mas em São Paulo há prédios que, para se certificar, colocam tomadas para carros elétricos, que não existem. Fazem isso porque é um ponto barato. O problema das certificações é que elas precisam ser adequadas não só à realidade local mas às estratégias selecionadas para o país.

Há outros exemplos de soluções importadas que não funcionam?

Muitas pessoas colocam estacionamento de bicicletas mesmo que isso não faça sentido. Em Boston funciona, mas não na Cidade do México nem em São Paulo, que é quente e chuvosa no verão, não é plana e não tem ciclovia. Mas é um ponto barato, e a cidade está cheia de estacionamentos de bicicletas vazios. Isso é eticamente inaceitável. (…)

Há sistemas alternativos de geração de energia mais eficientes? Vale a pena adotar sistemas de aquecimento solar em edifícios habitacionais e casas?

Existe um grande exagero quando se fala nos benefícios econômicos pela adoção de aquecedores solares para população de baixa renda, parcialmente porque a tarifa elétrica da baixa renda é fortemente subsidiada. Porém, em muitas regiões é relevante. Do ponto de vista ambiental, não se reduz muito a emissão de CO2, mas se economiza investimento em geração de energia. Um chuveiro de R$ 24 pode custar US$ 2 mil em investimento em geração de energia para o governo. Faz sentido o uso de energia solar nos locais onde é necessária água quente. No Norte e Nordeste, talvez água quente não seja prioritário; no Sudeste é importante. Há problemas também para se instalar o aquecedor solar em edifícios multifamiliares, particularmente na integração com a companhia de água. (…)

Projetos que adotam conceitos de sustentabilidade ficam mais caros?

Sustentabilidade é um equilíbrio entre impacto ambiental, impacto social e impacto econômico. Se for economicamente inviável, não é sustentável. Pode ser ecoeficiente, verde, mas o compromisso de sustentabilidade em cada obra é: o que se pode fazer dentro do orçamento. Sempre é possível fazer muita coisa dentro do orçamento, como reduzir desperdício em obra. O SindusCon-SP (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo) mostrou que gestão de resíduos em canteiro baixa o custo da obra. Uma confusão vem do conceito de edifícios verdes, no qual não se preocupa com o aspecto social e o econômico, só é green, além de certificar soluções muito avançadas, que se destacam e são bastante diferentes. Construção sustentável sempre cabe no orçamento; se não cabe, não é sustentável. (…)

Qual é a maior dificuldade em relação à escolha de materiais? É saber a procedência?

Em primeiro lugar, ninguém coloca na equação a questão da informalidade, da procedência, da qualidade. Há telhas em manuais de meio ambiente que não resistem à água ou ao sol. São produtos reais no mercado. Mas, como elas são recicladas, entram em qualquer lista de certificação, porque material reciclado é quase sagrado. Isso é deprimente. E pessoas gastam muito mais para utilizar esses produtos, recomendado por um especialista em green building, pago pelo Estado. A única forma de selecionar materiais e soluções construtivas é fazer análise do ciclo de vida, e, para isso, é necessário fazer uma base de dados. (…)

Parece que sempre o setor da construção civil precisa de muitos primeiros passos, muita organização básica. Você vê desta forma?

Estou falando de coisas “picadas”, mas quando se junta tudo forma-se uma estratégia. Começa mudando a mentalidade das lideranças, depois a mentalidade de outras pessoas, e em certo tempo isso é incorporado no dia a dia da empresa. Fazemos sem nos dar conta. Conversando com outros setores, acho que o setor da construção é o que está discutindo mais a sustentabilidade. As tarefas serão grandes para todos nós, mas é uma oportunidade. E devemos começar a valorizar a criatividade de engenheiros. A criatividade está segregada nos setores de marketing e publicidade, e ela terá que vir para a engenharia. São oportunidades. Um dos melhores aspectos da sustentabilidade é que, embora haja várias maneiras de se ganhar a vida, algumas delas dão orgulho à pessoa.

entrevista completa aqui (necessário cadastramento)

Brasil: colapso energético até 2022

Publicado por ecohabitar a July 12, 2010 em Atualidades, Eficiência Energética, Preservação Ambiental | Seja o primeiro a comentar

in Ambiente Energia

Por João Campos, da UnB Agência - O Brasil vai enfrentar uma crise energética e ambiental nos próximos 12 anos. Para combater os danos será preciso triplicar a rede de metrô, ampliar as malhas ferroviária e hidroviária e investir em fontes de energia hidrelétrica e nuclear. O anúncio foi feito pelo professor e ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE), Samuel Pinheiro, em palestra no Centro de Desenvolvimento Sustentável (CDS) da Universidade de Brasília. A conclusão faz parte do relatório Plano Brasil 2022, elaborado pelo governo federal.

A necessidade de reduzir a emissão de gases causadores do efeito estufa, alarmada por cientistas de todo o mundo, tem obrigado países a desenvolver fontes de energia alternativas ao petróleo. O Brasil tem a sexta maior reserva de urânio do mundo. No entanto, segundo dados o relatório, apenas 30% do subsolo do país é conhecido. “Estima-se que tenhamos a primeira ou segunda maior reserva de urânio do mundo. E temos capacidade para explorar a fonte, falta direcionar políticas”, comenta Samuel.

matéria completa aqui

Cotia: Regularize seu imóvel até Dezembro

Publicado por ecohabitar a July 2, 2010 em Atualidades | Seja o primeiro a comentar

A Prefeitura de Cotia está dando uma oportunidade para que proprietários de imóveis residenciais, comerciais e industriais regularizem a situação de suas construções junto à Secretaria Municipal de Habitação e Urbanismo. A campanha de regularização de edificações foi autorizada pela Lei Complementar nº 114, de 18/12/2009, e está em vigor até o final deste ano.

Poderão se beneficiar dessa lei todos os proprietários de imóveis que construíram obras sem planta aprovada na Prefeitura e qualquer pessoa que tenha um imóvel que sofreu alterações na planta original sem regularização. As  edificações a serem regularizadas deverão possuir, no mínimo, a parte estrutural, coberturas (laje e ou telhado) e esquadrias devidamente implantadas e concluídas.

Edp promete trazer rede elétrica inteligente para SP

Publicado por ecohabitar a April 6, 2010 em Atualidades, Eficiência Energética | Leia o primeiro comentário

O presidente da EDP, (Eletricidade de Portugal), António Mexia, revelou hoje que a experiência piloto de redes inteligentes que vai começar em Évora, Portugal, será replicada em São Paulo, através da Energias do Brasil, subsidiária da empresa no Brasil. Como já havia prometido em 2009, Mexia afirmou que no início de 2011 será escolhida uma cidade servida pela distribuidora Bandeirante (regiões do Alto do Tietê e Vale do Paraíba - veja aqui as cidades candidatas) para desenvolver um projecto semelhante ao que hoje inicia as operações naquela cidade portuguesa.

O diário Público conta que António Mexia falava durante a cerimónia de lançamento da InovCity, um projecto piloto no qual serão instalados 31 mil contadores [relógios] de electricidade inteligentes que permitem comunicações nos dois sentidos, e em tempo real, entre clientes e empresa, bem como mais de 300 centros de comunicação instalados nos postos de transformação pela cidade.

“Gostaria que, no início do ano que vem, [um projecto semelhante] se possa desenvolver (…) no Brasil”, adiantou, acrescentando que “este projecto, que hoje é um dos poucos candidatos na Europa a ter um apoio enquanto emblema da área, tem a ver com um conjunto de coisas que queremos fazer no Brasil: eficiência energética, micro geração e mobilidade eléctrica”.

Este parece ser o primeiro passo em solo brasileiro da prometida revolução energética que se anuncia desde há algum tempo. Como todas as verdadeiras revoluções, esta não se dá “só a nível macro, tem a ver com os pequenos gestos de todos os dias, tem a ver com a forma como muda a vida das pessoas e das empresas” disse Mexia.

Continua o jornal Público: O projecto de rede eléctrica inteligente da EDP InovGrid arranca hoje, quase dois anos e meio depois do seu lançamento, em Évora, a cidade ‘piloto’ escolhida para a instalação dos contadores [medidores] inteligentes, que garantem não só a telecontagem dos consumos de energia em tempo real, mas também a mudança de tarifa à distância por solicitação do cliente e uma gestão mais eficiente dos consumos individuais de electricidade.

O projecto InovGrid de Évora (…) permite a um cliente que tenha um aparelho de micro geração de energia saber quanta electricidade está a injectar na rede e cria também cria um novo sistema de monitorização e controlo de toda a rede de distribuição.

Esta característica, considera a EDP, também permitirá uma gestão mais eficiente dos 16 pontos de carregamento de veículos eléctricos que já estão montados na cidade.

ver matéria completa aqui. Site do projeto InovCity, implantado em Évora, com informações e gráficos bem detalhados acerca do funcionamento de todo o sistema.

LEED para residências no Brasil

Publicado por ecohabitar a April 5, 2010 em Atualidades, Design Inteligente | Seja o primeiro a comentar

in Revista Sustentabilidade

O Green Building Council Brasil começará, em 2010, o processo de adaptação da Homes, ferramenta da certificação LEED para construções residenciais, a fim de disponibilizá-la aos profissionais brasileiros em 2011. O anúncio foi feito pelo diretor da consultoria Ecobuilding, Antônio Macêdo Filho, (…) e Rives Taylor, diretor de Sustentabilidade em Projetos da empresa de engenharia estadunidense Gensler.

“Essa ferramenta ainda não está disponível para o Brasil, porque as técnicas construtivas brasileiras são muito diferentes das usadas nos EUA, onde o LEED surgiu”, disse Macêdo. “Porém, estamos começando a adaptá-la as nossas necessidades e esperamos que ela esteja disponível em 2011″, afirmou.

A ferramenta Homes é uma das cinco que a certificação LEED oferece para buscar a melhoria na eficiência das construções e é a única que ainda não está disponível para os profissionais brasileiros.(…)

“É muito difícil obter uma certificação LEED”, disse Taylor. “O empreendedor tem que olhar para energia, água, materiais, impacto no entorno, qualidade da obra, o que dificulta o processo construtivo e o torna mais demorado”.

Taylor garante que o investimento vale a pena. Segundo o engenheiro, o objetivo do LEED é tornar o a edificação eficiente no longo prazo, reduzindo o uso de combustível e o custo energético anual.

Para isso, o Green Building Council aposta em design sustentável, como um aspecto fundamental para a instalação de boas práticas em design.

“O design sustentável é aquele que busca eficiência em recursos como água, energia e materiais, a prevenção da poluição do solo, água e ar, a saúde e conforto dos usuários, principalmente em qualidade do ar, uso de luz natural e conforto térmico e a adaptação do projeto às condições regionais em que a obra será implantada”.(…)

“É um mercado que cresce 14,2% ao ano num universo de US$ 10 trilhões nos EUA.” Entre os motivos para esse crescimento, Taylor elenca o fato das construções verdes reduzirem o seu impacto no meio ambiente, o custo operacional da edificação e pelo fato  de que as empresas estão percebendo que, para seus funcionários faz muito sentido atuarem em um ambiente saudável e sustentável. “O Green Design será a prática padrão para a próxima geração, este é o futuro”, afirmou.

O engenheiro estima que para cada US$1 investido em uma construção, cerca de US$50 são gastos na sua operação e que este mesmo US$1 quando investido em uma construção verde pode representar até US$400 em benefícios ao longo da sua vida útil, especialmente em saúde e bem-estar dos usuários. (…)

matéria completa aqui