O futuro está no ar: eólica por Philippe Starck

Publicado por ecohabitar a February 2, 2010 em Design Inteligente, Eficiência Energética | Seja o primeiro a comentar

Apesar do crescimento considerável que as soluções em energia eólica tem conseguido nos últimos anos, nomeadamente nos mercados europeu e norte-americano, o segmento de turbinas residenciais não tem acompanhado o ritmo das suas irmãs maiores, destinadas aos parques eólicos das concessionárias de energia. Críticas ao preço, eficiência e mesmo estética afastam os consumidores residenciais do produto. Nos Estados Unidos, diversas associações de moradores tentam mesmo, através de ações judiciais, impedir a instalação de turbinas eólicas e painéis fotovoltaicos em casas da vizinhança por, entre outras coisas, comprometerem a harmonia estética do bairro.

Quanto a esta última objeção, as coisas estão mudando. O renomado designer francês Philippe Starck apresentou recentemente em Milão dois modelos de turbinas eólicas verticais a que chamou Revolution Air. Podendo gerar até 1 kw de energia com ventos de 14m/s, os aparelhos, que serão fabricados em Itália pela  Pramac, custarão entre 2.500 e 3.500 euros. Silenciosas, devido ao seu eixo vertical, as pequenas turbinas poderão também por isso captar vento de qualquer direção, o que as torna ideais para utilização urbana.

com informações de Jetson Green

Steel framing: Obra rápida e limpa

Publicado por ecohabitar a January 27, 2010 em Design Inteligente, Materiais Ecológicos | Seja o primeiro a comentar

in arcoweb

(…) Em terras brasileiras, o steel framing começou a chegar em 1998 pelas mãos da construtora paulistana Sequência, pioneira na aplicação do então desconhecido sistema construtivo, quando executou um condomínio de casas no bairro do Brooklin, em São Paulo. Na época, a repercussão foi grande, explica Alexandre Mariutti, arquiteto e diretor da construtora, pois todos ficaram curiosos com a velocidade das obras - em torno de cem dias - e a quantidade de equipamentos no canteiro, situação que se assemelhava a uma linha de produção industrial. (…)

Entre os principais avanços do steel framing no Brasil nos últimos dez anos, segundo Mariutti, está o desenvolvimento da cadeia de fornecedores, que passou por um importante aperfeiçoamento. Hoje, os componentes do sistema construtivo têm garantia de qualidade e são todos feitos no Brasil. “Quando iniciamos nosso trabalho com frames, precisávamos importar praticamente tudo. Nenhum dos componentes era produzido aqui e as indústrias não se interessavam, devido ao pequeno volume ou por não acreditarem no seu uso massificado. Hoje a situação é oposta. A cadeia produtiva do steel framing e seus subsistemas é nacional e, em muitos casos, há grande concorrência entre eles”, ele revela. Embora não existam números e estatísticas que possam retratar exatamente quanto o steel framing tem crescido no país, o sistema é conhecido por grande parte dos profissionais do setor.

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Sustentabilidade desde o projeto

Publicado por ecohabitar a January 18, 2010 em Design Inteligente, Opinião | Seja o primeiro a comentar

por Lila de Oliveira, iG São Paulo

Eficiência energética, uso racional da água, preferência por materiais ecologicamente corretos e preservação ambiental estão entre os principais fatores que definem uma casa sustentável, conceito que vem se difundindo no Brasil principalmente nos últimos dois anos.

“De 2007 para cá, os investimentos na área aumentaram vertiginosamente”, afirma David Douek, arquiteto e diretor da consultoria OTEC (Otimização Energética para a Construção).

Douek é credenciado pelo Green Builiding Council (GBC), conselho norte-americano responsável pela emissão do certificado LEED (liderança em energia e design para o meio-ambiente).

As construções que recebem o selo LEED seguem rigorosas regras no que diz respeito a cinco pilares: implantação sustentável, energia e atmosfera, consumo eficiente de água, materiais e recursos, e qualidade interna do ambiente.

Outra importante ferramenta de avaliação dos critérios de sustentabilidade é a AQUA (Alta Qualidade Ambiental), emitida pela Fundação Vanzolini para certificar construções que estejam de acordo com determinados padrões de impacto ambiental e eficiência energética.

Mais específicos, o Procel Edifica (da Eletrobrás, voltado para a eficiência energética das edificações e o conforto ambiental) e o CEPE (Conselho Europeu das Indústrias de Pintura, que distingue as chamadas tintas ecológicas), também têm impulsionado o desenvolvimento da construção sustentável no país.

Apesar dos avanços, ainda há muito a fazer por aqui, a começar pela conscientização sobre a importância do consumo sustentável inclusive depois da entrega das obras, o que ajuda a pagar – em questão de meses, dependendo da área construída – os investimentos nas reformas ou construções ‘verdes’.

Onde construir

Para a arquiteta e bióloga Martha Nader, da Ecohabitar Arquitetura e Construção, todo projeto já deveria nascer sustentável. “É preciso sempre olhar o meio-ambiente como um fator limitante, interferindo o mínimo possível e fazendo a natureza trabalhar a favor da arquitetura da casa”, acredita.

(…)

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Sugestão de Natal

Publicado por ecohabitar a December 16, 2009 em Design Inteligente, Eficiência Energética | Leia o primeiro comentário

Para quem quiser fugir do lugar comum, eis uma sugestão de presente de Natal: carregadores solares para seu celular, MP3 ou qualquer outro pequeno dispositivo eletrônico. A sugestão veio daqui, mas existem muitos outros modelos disponíveis no mercado. O nosso preferido, como sugestão natalina, é o da ToughStuff, de que já falamos aqui, que para além de ser o mais barato, ao comprar você estará doando um exatamente igual para um micro-empreendedor em África. Bom Natal!

Aquecimento solar 2.0

Publicado por ecohabitar a December 1, 2009 em Design Inteligente | Seja o primeiro a comentar

in arcoweb

O uso de energia solar térmica já é bem aceito no mercado brasileiro para aquecimento de água de piscinas e outras aplicações em residências. A tecnologia do sistema é simples e basicamente utiliza tubulações de cobre, instaladas sobre uma lâmina também do mesmo material, sendo este conjunto encaixilhado e protegido por painel de vidro. Com bons resultados técnicos, mas sem atrativos estéticos, esses painéis passaram a ocupar partes escondidas das coberturas. Agora, a novidade são os painéis solares para aquecimento de água em edificações, de alta eficiência e aparência estética mais atrativa, que já podem ser vistos em fachadas, sacadas, terraços ou coberturas envidraçadas de edifícios europeus.

Segundo a empresa alemã Schüco, fabricante dos painéis, os coletores podem ser montados sobre lajes planas de cobertura, em telhados inclinados ou soluções periféricas de captação da luz solar, como painéis de fechamento de varandas e terraços, que também funcionam como protetores contra o excesso de incidência de luz solar no interior das edificações

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Um Minhocão verde

Publicado por ecohabitar a November 27, 2009 em Design Inteligente, Preservação Ambiental | Seja o primeiro a comentar

A High Line era uma linha férrea elevada que atravessava parte de Manhattan e que foi abandonada definitivamente em 1980. Em finais de 2001 a prefeitura de Nova York decidiu pela demolição do que sobrava da estrutura. No entanto, a organização Amigos da High Line, constituída 2 anos antes por vizinhos do local, conseguiu reverter a decisão recolhendo fundos para a construção de um parque. A revista aU publicou matéria sobre o tema:

O High Line, o mais novo parque de Nova York, foi inaugurado no que era uma linha férrea elevada abandonada desde 1980. Iniciativas públicas e privadas - incluindo ações da Associação dos Amigos do High Line - arrecadaram 44 milhões de dólares para a reforma e transformação para um novo uso. O resto dos 152 milhões de dólares foram levantados pela prefeitura (leia-se Michael Bloomberg) e por mais de 30 projetos em construção ao redor do parque - como o de Renzo Piano para a nova sede do Whitney Museum.

Em 2002 os Amigos do High Line conseguiram provar para a prefeitura que os impostos gerados pelo parque seriam maiores que os custos de sua construção e reforma. No ano seguinte eles abriram um concurso arquitetônico e paisagístico. O estúdio de paisagismo James Corner Field Operations e o escritório de arquitetura Diller Scofidio + Renfro foram escolhidos.  Todo o material que estava apoiado na estrutura foi removido e mapeado - o que inclui os trilhos de ferro, o cascalho, a terra e uma camada de concreto. (…)

As partes que estavam quebradas foram restauradas e o que estava faltando foi refabricado para se aproximar do desenho original.(…)

A partir daí, a primeira seção do parque propriamente dito pôde ser construída. Essa fase incluiu a instalação de 3,5 mil placas pré-fabricadas de concreto para laje, 60 assentos de ipê brasileiro e peruano, dois elevadores, duas escadas rolantes e o plantio de cerca de mil árvores e 50 mil mudas de diferentes tipos de vegetação. E, sentado em uma das espreguiçadeiras entre as ruas 14 e 15, tem-se a melhor vista do rio Hudson.

Luminárias LED de alta eficiência foram integradas aos trilhos e iluminam o caminho do visitante à noite. As luzes ficam abaixo do nível dos olhos, o que permite que a vista se ajuste à luz ambiente. Outras lâmpadas também foram instaladas debaixo do High Line para iluminar a rua.

De acordo com os autores, o projeto foi inspirado na “beleza melancólica encontrada no High Line” - onde flora e fauna retomaram um espaço urbano que tinha sido abandonado pelo homem. A ideia era “reajustar um veículo industrial e o transformar em um instrumento de prazer pós-industrial”.

Por iniciativa da população, Nova York converteu uma estrutura icônica mas degradada da cidade em um parque urbano recuperando fauna e flora para o lugar. Alguém aí falou em Minhocão?

com informações de aU e thehighline.org

China: sustentabilidade junta modular com tradição

Publicado por ecohabitar a November 18, 2009 em Design Inteligente, Materiais Ecológicos | Seja o primeiro a comentar

in PINIweb

O escritório britânico Cartwright Pickard Architects desenvolveu o modelo de casa NovoHouse para o programa Living Steel da Associação Mundial de Aço, que incentiva a criação de projetos e construções habitacionais inovadoras. Esse modelo deverá ser implantado inicialmente nas comunidades emergentes da cidade chinesa de Chengdu.(…)

A NovoHouse é o resultado do conceito modular de moradia desenvolvido pelo escritório de arquitetura desde a vitória no concurso da Living Steel em 2007. O projeto procura utilizar a construção em aço para desenvolver um modelo de habitação sustentável e prático às famílias de baixa renda.

O modelo NovoHouse proposto utiliza o aço para criar um quadro estrutural que deve ser revestido por painéis pré-fabricados produzidos em fábrica ou no próprio canteiro de obras. Embora a estrutura seja de aço, outros materiais serão usados para revestir as moradias, tais como tijolos de barro artesanal, fardos de palha e madeira ou bambu - materiais disponíveis na região e que se adaptem ao clima local.

Além dos materiais, a mão de obra também será local. O objetivo é ajudar a gerar renda em áreas onde as habitações estão sendo planejadas, estimulando as economias da região.

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