Cobogós que isolam som

Publicado por ecohabitar a August 24, 2010 em Design Inteligente, Materiais Ecológicos | Seja o primeiro a comentar

in Inovação Tecnológica

Júlio Bernardes - Agência USP - 23/08/2010

Os elementos vazados, blocos usados para iluminar e ventilar ambientes fechados, ganharam uma nova propriedade graças a uma pesquisa feita na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) da USP.

A arquiteta Bianca Carla Dantas de Araújo introduziu mudanças na forma dos blocos que lhes garante isolamento acústico semelhante ao das paredes fechadas de alvenaria. O material utilizado é o mesmo dos elementos vazados comuns, argamassa de cimento e areia.

Elementos vazados

Também conhecidos como “cobogós”, o elemento vazado normalmente é produzido na forma de blocos com tamanho de 15 X 20 centímetros (cm). “Seu uso é muito comum no Nordeste brasileiro”, explica a arquiteta. “Eles são utilizados para proteger da radiação direta do sol, iluminar e ventilar ambientes naturalmente, de forma passiva (sem uso de energia elétrica), mas não possuem propriedades de isolamento acústico”.

No trabalho de Bianca, os blocos tiveram seu formato alterado, com a criação de pequenos desvios para a passagem do ar, de modo a dificultar a propagação das ondas sonoras por meio de fenômenos físicos, como a difração por exemplo. (…)

A produção do elemento vazado procurou utilizar o material mais simples disponível, reduzindo o custo dos testes e permitindo sua futura utilização em grande escala. “Buscou-se obter isolamento acústico definindo uma geometria funcional para os blocos”, descreve Bianca.

“Os elementos vazados podem ser colocados nas paredes, comporem fachadas inteiras, ou apenas uma abertura, e ainda adotados como divisórias”. Os estudos deverão prosseguir com o emprego de novos materiais na produção dos elementos vazados.

“Além da argamassa de cimento e areia, eles costumam ser feitos em cerâmica, madeira ou vidro”, conta a arquiteta. “A ideia é utilizar materiais sustentáveis, como aglomerados de fibras vegetais, como as de coco ou de cana-de-açúcar“.

(…)

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Projete para o terreno

Publicado por ecohabitar a August 18, 2010 em Design Inteligente | 3 Comentários

A arquitetura tradicional de todos os povos em todas as latitudes do globo é o resultado do trabalho de gerações no sentido de obter a melhor adequação possível entre as necessidades de abrigo e proteção e as condições naturais do meio.

O progresso tecnológico permitiu, no entanto, que o homem passasse gradualmente a abandonar técnicas que pegavam carona da natureza para outras que permitiam construir apesar da natureza. A sofisticação atingida nos dias de hoje permite projetar edifícios sem levar minimamente em conta os fatores naturais do local. E com a vertigem do crédito fácil e com a confiança cega no futuro nem percebemos como foi ficando caro construir e, pior, como foram subindo os custos mensais desses novos edifícios.

Na esteira do Relatório Brundtland, publicado em 1987, e de alguns solavancos sofridos pela economia mundial, assiste-se ao crescimento da sustentabilidade na arquitetura com o retomar de práticas antigas como projetar considerando o ciclo solar e o regime de ventos, usar sombras e ventilação cruzada e adaptar as construções ao terreno onde vão ser implantadas.

E, como em tudo na vida, há sempre aqueles que vão um pouco mais além…

com informações de ArchDaily e Wikipedia

Linhas da CPTM cobertas por jardins com ciclovias

Publicado por ecohabitar a July 30, 2010 em Design Inteligente | Leia o primeiro comentário

in ARQ!BACANA

Um projeto do arq Jaime Lerner, ex-governador do Paraná, ex-prefeito de Curitiba e atualmente consultor de urbanismo da ONU, prevê que as estações e linhas férreas de São Paulo – em que a CPTM promete alcançar 180km com qualidade de metrô até 2012 – sejam cobertas por jardins com ciclovias e passagens para pedestres.

Além dos jardins suspensos, o projeto prevê a criação de pólos de uso misto, no entorno das estações, que abrigariam funções como trabalho, moradia, escolas, shoppings e comércios, lazer e hospitais.

O projeto seria a solução para o problema de trânsito e crescimento desordenado da cidade que se desenvolve da seguinte forma: superaquecido, o mercado imobiliário não para de erguer empreendimentos. As novas -e antigas- construções estão dentro da lei de zoneamento, porém, resultam em uma distribuição desproporcional. Em alguns locais, como no centro, a concentração de prédios comerciais é alta e a de residências é baixa, em outros, como na Zona Leste, sobram moradias e faltam empresas.

Com isso, na capital paulista, por dia, 38 milhões de viagens são feitas para transportar as pessoas de suas casas para o trabalho, do trabalho para escolas, das escolas para os locais de lazer, entre outros trajetos. (…)

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Que destino para o “Minhocão”?

Publicado por ecohabitar a July 29, 2010 em Design Inteligente | Seja o primeiro a comentar

No mês passado foram dadas a conhecer novas imagens sobre o progresso da construção da segunda fase da reconversão do High Line, espécie de “minhocão” novaiorquino, de que já haviamos falado aqui. O sucesso da reconversão da linha de trem abandonada em parque público de “jardins suspensos” tem sido tal que os responsáveis pela iniciativa, uma associação chamada “Amigos da High Line“, têm recebido inúmeros contatos provenientes de lugares como Chicago, Jersey City, Filadélfia e Detroit de interessados em saber como as suas cidades podem beneficiar-se de iniciativas semelhantes. Também técnicos de Hong Kong, Jerusalém, Roterdam e Singapura já visitaram as obras.

Por aqui em São Paulo, o prefeito Gilberto Kassab anunciou em Maio um plano que prevê a demolição do Elevado Costa e Silva, popularmente conhecido como “minhocão”, apesar de, em 2006, a Secretaria de Planejamento ter lançado o concurso “Prêmio Prestes Maia de Urbanismo - Soluções para o Elevado Costa e Silva”. O projeto vencedor, desenvolvido pelo escritório FRENTES, dos arquitetos Juliana Corradini e José Alves, propunha a manutenção da estrutura e de sua função de eixo rodoviário só que combinada com a criação de um parque suspenso sobre o viaduto com jardins e equipamentos públicos.

Se o projeto de demolição for aprovado, técnicos da Prefeitura estimam que a derrubada da estrutura acontecerá apenas em 2025. Tempo de sobra para que, à semelhança do que têm feito responsáveis de cidades mundo afora, alguém da Prefeitura paulistana se desloque em visita de estudo a Nova Iorque, e constate que as revitalizações urbanas não são apenas “viagens” de urbanistas.

com informações de ArchDaily, The New York Times, e ARQ!BACANA

Telha solar

Publicado por ecohabitar a June 28, 2010 em Design Inteligente, Eficiência Energética | Leia o primeiro comentário

O quesito estética tem ganho cada vez mais espaço nas prioridades dos fabricantes de painéis solares. Um dos motivos foi a forte rejeição que os primeiros modelos pesadões tiveram em alguns mercados, nomeadamente em diversas comunidades norte-americanas e inglesas, onde associações de moradores chegaram a proibir a sua instalação sob o argumento de descaracterização da paisagem urbana local. Alguns casos foram parar na justiça e repercutiram na imprensa. Por outro lado, a evolução tecnológica que proporcionou o aprimoramento de materiais e conseguiu componentes mais leves permitiu que a tecnologia solar se fosse gradualmente incorporando nos materiais tradicionais, com ganhos de eficiência e estética. Exemplos disso já foram notícia por diversas vezes neste espaço. Aqui vai mais um.

Se o principal item prejudicado pela utilização dos painéis solares era o telhado, a italiana Area Industrie Ceramiche, fabricante de pisos e revestimentos, parece ter resolvido o problema. A sua Tegosolare é uma tradicionalíssima telha cerâmica à qual foram embutidas quatro células fotovoltaicas. A montagem é feita como a de qualquer outro telhado e a superfície “solar” é adaptável às necessidades do utilizador já que o fabricante disponibiliza também o mesmo modelo em telhas “comuns”. Em caso de dano, apenas se substitui a telha, operação fácil e barata pela própria natureza modular do telhado tradicional. A fiação segue sob o telhado para o conversor. Segundo o fabricante, uma área de 40 m² gera cerca de 3kw de energia.

com informações de Jetson Green e Tegosolare

Como manter a casa confortável no inverno?

Publicado por ecohabitar a June 8, 2010 em Design Inteligente, Eficiência Energética | Leia o primeiro comentário

in UOL Casa e Imóveis

Desde a faculdade, engenheiros e arquitetos estudam muito mais as soluções para resfriar os ambientes do que para aquecê-los. O fato é que não existe no país uma cultura de garantir o conforto térmico das edificações também no inverno. Por isso, é comum ouvir habitantes de países europeus dizer que São Paulo é a cidade em que eles mais passaram frio na vida. É a mais fria? Sem dúvida, não. Mas nossas construções estão pouco adaptadas para os dias de inverno, ao contrário do que acontece em seus países de origem.

Para pensarmos numa construção eficiente do ponto de vista térmico devemos, em primeiro lugar, prestar atenção na possibilidade de utilizar o aquecimento passivo. (…) Isso nada mais é do que aproveitar a radiação solar para esquentar a nossa casa e, uma vez que o calor esteja lá dentro, tentar segurá-lo o máximo de tempo possível. Nesse sentido é importantíssimo prestarmos atenção para alguns fatores como, implantação, orientação e tamanho das aberturas, os caixilhos, proteção dos ventos e a massa térmica (o corpo) da construção. (…)

Um fator crítico para o conforto térmico da casa são os caixilhos. Nos países em que o inverno é rigoroso, é comum encontrarmos caixilhos pesados e com vidros duplos ou triplos, cujo isolamento é perfeito. (…) No Brasil, a qualidade desses elementos em geral é muito baixa.

As frestas nas janelas são grandes vilãs do resfriamento de uma casa. O ar frio da noite entra rapidamente dentro dos ambientes, resfriando-os e acabando com o seu esforço de aquecer a casa durante o dia.

Da mesma forma que é um grande aliado para refrescar a sua casa no verão, o vento é um grande vilão do resfriamento no inverno. Desta forma, veja como se defender dele quando necessário. Ao construir, verifique a orientação dos ventos predominantes e posicione corretamente as aberturas, que devem, sempre que possível, poder ser fechadas. (…)

Uma construção pesada, com paredes espessas, conserva muito mais o calor. (…) Isso acontece porque construções mais pesadas tendem a possuir uma inércia térmica maior, ou seja, demoram mais para acompanhar a flutuação de temperatura do ambiente externo. No Brasil as construções com inércia térmica média funcionam bastante bem, pois acumulam calor durante o dia e liberam à noite fazendo com que a sua casa não seja nem muito quente durante o dia, nem gelada à noite.

Lembre-se ainda da cobertura – da mesma forma que as coberturas muito leves fazem com que a casa esquente muito no verão, elas permitem o rápido resfriamento no inverno. Por isso vale pensar na cobertura como a quinta fachada a sua casa.

Por fim é importante considerarmos que não vivemos sempre no frio. Aliás, na maior parte do tempo, temos de lidar com o calor. Por isso, soluções eficientes para o inverno podem ser um tiro no pé durante o verão. Grandes aberturas sem proteção para o oeste (pôr do sol) significam uma casa aquecida no inverno e insuportavelmente quente e ofuscante no verão. Uma casa em que o ar não circula pode ser agradável no inverno, mas é péssima nos dias de calor. Há ainda locais do país, como São Paulo, em que vemos num mesmo dia temperaturas acima de 25 graus ao meio dia e abaixo de 10 graus à noite.

Consulte sempre que possível um profissional da área para que a sua casa seja confortável durante todo o ano e pense em soluções flexíveis, como aberturas que podem ser fechadas e brises móveis, entre outras soluções.

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Construir entre árvores: Casa JD, Mar Azul, Argentina

Publicado por ecohabitar a June 2, 2010 em Design Inteligente, Preservação Ambiental, Projetos | Seja o primeiro a comentar

O balneário argentino de Mar Azul é o cenário de implantação desta casa, alocada em um terreno de 470 m² onde, antes da sua implantação, já se encontravam distribuídos 43 pinus. O programa dos proprietários era simples: muito baixo impacto no lote, orçamento apertado e mínima manutenção. O resultado conseguido pelo BAK Arquitectos, distinguido com o Grande Prêmio da 11ª Bienal de Arquitetura Argentina em 2006, demonstrou a possibilidade de se construir respeitando o meio-ambiente e com impacto mínimo no entorno. O modelo de projeto “entre árvores” de baixo custo virou tendência na região como já haviamos mostrado aqui.

Casa JD, Mar Azul, Buenos Aires, Argentina, 2004

BAK Arquitectos

informações de Contemporist e BAK Arquitectos