Bloom Box: não é tudo isso, não

Publicado por ecohabitar a March 9, 2010 em Eficiência Energética, Opinião | 2 Comentários

Foi com grande alvoroço que, nos Estados Unidos, no passado dia 24 de Fevereiro, se apresentou o Bloom Box, da norte-americana Bloom Energy, que se propõe revolucionar o conceito de consumo doméstico de energia. Embora a recepção inicial tenha sido quase entusiástica, alguns observadores mais cépticos não tardaram em jogar alguma água na fervura. Vejamos, a título de exemplo, o que diz o Portal das Energias Renováveis:

Apresentado como o graal da energia, o cubo produzido pela empresa norte-americana Bloom Energy, e baptizado de Bloom Box, promete revolucionar o fornecimento energético para consumo doméstico. Resta saber se conseguirá cumprir - cépticos não faltam.

A Bloom Box foi apresentada o mês passado nos EUA, após oito anos de investigação no maior dos secretismos. O projecto terá consumido um investimento de cerca de 400 milhões de dólares(…) K.R. Sridar, dono da empresa, garante que é possível que cada casa particular passe a ter uma mini-central eléctrica, capaz de alimentar integralmente as necessidades energéticas domésticas. A ser assim, será a tão aguardada revolução energética.

Numa entrevista exclusiva à televisão norte-americana CBS, Sridar explicou que as pilhas de combustível são feitas de areia da praia, que é cozida até formar um pequeno quadrado cerâmico extremamente fino e pequeno. O aparelho é depois revestido por duas substâncias - cuja composição Sridar recusou-se a revelar. Quantas mais placas houver, maior será a produção de electricidade. As pilhas precisam, porém, de combustível para produzirem electricidade.

(…) o uso doméstico da Bloom Box é ainda proibitivo em função do seu preço actual, que varia entre os 700 e os 800 mil dólares (…) Apesar de todos os encómios, especialistas alegam que, na verdade, a pilha da Bloom tem pouco de novidade no que respeita ao consumo, na medida em que não dispensa os combustíveis fósseis.

Resumindo: trata-se de um gerador, dependente de combustíveis fósseis, e sem chance de ser adotado por utilizadores particulares nos próximos anos, por causa do seu preço absurdo. A revolução, por enquanto, foi adiada.

Na Califórnia, dinheiro do céu.

Publicado por ecohabitar a February 8, 2010 em Atualidades, Eficiência Energética | Seja o primeiro a comentar

A Pacific Gas & Electricity (PG&E), uma das maiores fornecedoras de energia nos Estados Unidos, operando no norte e centro da Califórnia, dispõe de um programa de compensação para os seus clientes que produzem a sua própria energia e que disponibilizam o excedente para a rede. O sistema converte essa energia “exportada” para a rede em créditos que poderão ser usados para pagamento de futuras contas. Este programa surgiu na sequência da lei 920-Huffman, sobre geração de energia solar e eólica, aprovada pelo Governador Schwarzenegger no final do ano passado.

Na semana passada a companhia anunciou uma nova opção para esses clientes. Ao invés de créditos, eles poderão optar agora por um reembolso anual no valor da energia que disponibilizaram para o sistema. Esta nova modalidade permitirá que detentores de painéis fotovoltaicos ou de turbinas eólicas residenciais possam ganhar dinheiro com a venda de energia, o que fará com que o investimento feito na sua aquisição se pague muito mais rapidamente. Ou melhor: fará com que o investimento feito com esses aparelhos seja isso mesmo, um investimento, à semelhança de ações ou títulos que rendem dividendos no final do ano.

com informações do blog de Michelle Kaufmann

O futuro está no ar: eólica por Philippe Starck

Publicado por ecohabitar a February 2, 2010 em Design Inteligente, Eficiência Energética | Leia o primeiro comentário

Apesar do crescimento considerável que as soluções em energia eólica tem conseguido nos últimos anos, nomeadamente nos mercados europeu e norte-americano, o segmento de turbinas residenciais não tem acompanhado o ritmo das suas irmãs maiores, destinadas aos parques eólicos das concessionárias de energia. Críticas ao preço, eficiência e mesmo estética afastam os consumidores residenciais do produto. Nos Estados Unidos, diversas associações de moradores tentam mesmo, através de ações judiciais, impedir a instalação de turbinas eólicas e painéis fotovoltaicos em casas da vizinhança por, entre outras coisas, comprometerem a harmonia estética do bairro.

Quanto a esta última objeção, as coisas estão mudando. O renomado designer francês Philippe Starck apresentou recentemente em Milão dois modelos de turbinas eólicas verticais a que chamou Revolution Air. Podendo gerar até 1 kw de energia com ventos de 14m/s, os aparelhos, que serão fabricados em Itália pela  Pramac, custarão entre 2.500 e 3.500 euros. Silenciosas, devido ao seu eixo vertical, as pequenas turbinas poderão também por isso captar vento de qualquer direção, o que as torna ideais para utilização urbana.

com informações de Jetson Green

Sugestão de Natal

Publicado por ecohabitar a December 16, 2009 em Design Inteligente, Eficiência Energética | Leia o primeiro comentário

Para quem quiser fugir do lugar comum, eis uma sugestão de presente de Natal: carregadores solares para seu celular, MP3 ou qualquer outro pequeno dispositivo eletrônico. A sugestão veio daqui, mas existem muitos outros modelos disponíveis no mercado. O nosso preferido, como sugestão natalina, é o da ToughStuff, de que já falamos aqui, que para além de ser o mais barato, ao comprar você estará doando um exatamente igual para um micro-empreendedor em África. Bom Natal!

O valor do mercado da eficiência energética

Publicado por ecohabitar a November 25, 2009 em Eficiência Energética | Seja o primeiro a comentar

in Portal das Energias Renováveis

O blackout do último dia 10 de novembro, que deixou às escuras 18 estados brasileiros, comprovou que a energia elétrica no Brasil é insegura. E além disso, é cara. Em uma década, a energia no Brasil subiu 247,39% contra uma inflação acumulada de 93,74% (IPCA), segundo dados divulgados pela imprensa. Enquanto isso, o potencial de eficiência energética, ou seja, a energia que se poderia poupar, anualmente, com eletricidade na indústria brasileira, chega a 9,2 bilhões de kWh/ano ou R$ 1,193 bilhão, segundo estimativas da ABESCO que constam do PNE 2030, elaborado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE).

Ou seja, segundo estudo elaborado pela empresa de pesquisa do Ministério de Minas e Energia, o valor do mercado da eficiência energética e das energias renováveis no segmento industrial do Brasil está definido e é interessante: R$1,193 bilhão/ano. Já no ano passado, um estudo do BIRD (Banco mundial) estimava em US$ 2,5 bilhões/ano o valor da economia conseguida pelo país se todo o seu potencial de eficiência energética fosse utilizado.

Gelo, uma bateria natural

Publicado por ecohabitar a November 20, 2009 em Eficiência Energética | Seja o primeiro a comentar

Technorati - FFYDCPVVQRQR

A técnica de fabricar gelo durante a noite para utilizá-lo durante o dia na refrigeração de ambientes não é nova nos Estados Unidos. A prática desenvolveu-se porque lá, como em muitos outros lugares, o custo da energia varia durante o dia: é mais barata de noite e mais cara durante as horas de expediente. Isso estimula a utilização racional e diminui a pressão de consumo nas horas de pico, já que o consumidor transfere aquelas atividades que independem de horário para o período em que a energia é mais barata (como lavar a roupa na máquina, por exemplo).

No caso da refrigeração de edifícios, utiliza-se o horário noturno em que a temperatura é menor e a energia é mais barata para fabricação de gelo que depois é utilizado durante o dia, através de um sistema alternativo ao ar-condicionado tradicional, em que ventiladores fazem o ar frio circular pelo edifício.

O que é novidade é a adaptação desse esquema para conseguir solucionar o problema do armazenamento da energia eólica. Já sabemos que esse é um dos maiores óbices ao crescimento da sua utilização. Em muitos lugares onde venta forte à noite, o potencial de energia do local é simplesmente inútil por falta de uso. Se, no entanto, for aproveitado para a fabricação de gelo, este funcionará como bateria, retendo a energia captada durante a noite e a aproveitando depois para refrigerar edifícios. É esta a proposta da Calmac, uma empresa norte-americana que adaptou o seu negócio de refrigeração através de tanques de gelo às energias renováveis. A empresa afirma que, com este sistema, os custos com refrigeração podem ser cortados em até 40% para além de contribuir com a redução de consumo em horário de pico, o que pode adiar ou mesmo eliminar a necessidade de construção de novas usinas elétricas e linhas de transmissão.

com informações de Treehugger e comotudofunciona

A lâmpada de 10 milhões de dólares

Publicado por ecohabitar a November 16, 2009 em Eficiência Energética | Seja o primeiro a comentar

Já tínhamos falado dela aqui. Agora, na lista das 50 melhores invenções de 2009 elaborada pela revista TIME o protótipo de lâmpada LED apresentado pela PHILIPS e que reclamou vitória no L-Prize sobe no pódio, ocupando um honroso terceiro lugar, perdendo apenas para o novo foguete da NASA e para o atum criado em cativeiro (!). No entanto, na votação aberta aos leitores, conseguia no meio da tarde de hoje o segundo lugar, em média de avaliação, e o primeiro na quantidade de avaliações.

Definitivamente, o tema de eficiência energética está cada vez mais mainstream.