Y todo a media luz: variadores de luminosidade

Publicado por ecohabitar a July 19, 2010 em Eficiência Energética | Seja o primeiro a comentar

in Revista Sustentabilidade

A fabricante de materiais elétricos de baixa tensão Pial Legrand lançou no Brasil uma linha de produtos voltada à economia de energia e à eficiência energética, que inclui variadores de luminosidade, sensores de presença, detectores de obstáculos e interruptores com LED.

Um dos destaques da linha de produtos Nereya, como foi batizada pela Pial Legrand, é o variador de luminosidade rotativo, que permite ajustar a intensidade luminosa de uma ou mais lâmpadas ou de sensores de presença, regulando a iluminação de acordo com as necessidades do ambiente em um momento específico.

Estudos do Grupo Legrand confirmaram os índices, registrados também em outras pesquisas, de que o uso racional e automatizado do ar-condicionado e da iluminação pode proporcionar uma economia de mais de 35% no consumo elétrico de uma residência. (…)

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Brasil: colapso energético até 2022

Publicado por ecohabitar a July 12, 2010 em Atualidades, Eficiência Energética, Preservação Ambiental | Seja o primeiro a comentar

in Ambiente Energia

Por João Campos, da UnB Agência - O Brasil vai enfrentar uma crise energética e ambiental nos próximos 12 anos. Para combater os danos será preciso triplicar a rede de metrô, ampliar as malhas ferroviária e hidroviária e investir em fontes de energia hidrelétrica e nuclear. O anúncio foi feito pelo professor e ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE), Samuel Pinheiro, em palestra no Centro de Desenvolvimento Sustentável (CDS) da Universidade de Brasília. A conclusão faz parte do relatório Plano Brasil 2022, elaborado pelo governo federal.

A necessidade de reduzir a emissão de gases causadores do efeito estufa, alarmada por cientistas de todo o mundo, tem obrigado países a desenvolver fontes de energia alternativas ao petróleo. O Brasil tem a sexta maior reserva de urânio do mundo. No entanto, segundo dados o relatório, apenas 30% do subsolo do país é conhecido. “Estima-se que tenhamos a primeira ou segunda maior reserva de urânio do mundo. E temos capacidade para explorar a fonte, falta direcionar políticas”, comenta Samuel.

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Telha solar

Publicado por ecohabitar a June 28, 2010 em Design Inteligente, Eficiência Energética | Leia o primeiro comentário

O quesito estética tem ganho cada vez mais espaço nas prioridades dos fabricantes de painéis solares. Um dos motivos foi a forte rejeição que os primeiros modelos pesadões tiveram em alguns mercados, nomeadamente em diversas comunidades norte-americanas e inglesas, onde associações de moradores chegaram a proibir a sua instalação sob o argumento de descaracterização da paisagem urbana local. Alguns casos foram parar na justiça e repercutiram na imprensa. Por outro lado, a evolução tecnológica que proporcionou o aprimoramento de materiais e conseguiu componentes mais leves permitiu que a tecnologia solar se fosse gradualmente incorporando nos materiais tradicionais, com ganhos de eficiência e estética. Exemplos disso já foram notícia por diversas vezes neste espaço. Aqui vai mais um.

Se o principal item prejudicado pela utilização dos painéis solares era o telhado, a italiana Area Industrie Ceramiche, fabricante de pisos e revestimentos, parece ter resolvido o problema. A sua Tegosolare é uma tradicionalíssima telha cerâmica à qual foram embutidas quatro células fotovoltaicas. A montagem é feita como a de qualquer outro telhado e a superfície “solar” é adaptável às necessidades do utilizador já que o fabricante disponibiliza também o mesmo modelo em telhas “comuns”. Em caso de dano, apenas se substitui a telha, operação fácil e barata pela própria natureza modular do telhado tradicional. A fiação segue sob o telhado para o conversor. Segundo o fabricante, uma área de 40 m² gera cerca de 3kw de energia.

com informações de Jetson Green e Tegosolare

Mercado de energia solar cresce no Brasil

Publicado por ecohabitar a June 18, 2010 em Eficiência Energética | Seja o primeiro a comentar

in EcoDesenvolvimento.org

Apesar de possuir matriz energética basicamente oriunda de hidrelétricas, o Brasil já é o décimo país melhor colocado no ranking mundial de energia solar, atrás apenas de China, Israel, Áustria, Índia, Turquia, Alemanha, Japão, Estados Unidos e Austrália. Os dados são da Associação Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Ventilação e Aquecimento/Departamento Nacional de Aquecimento Solar (Abrava/Dasol).

Além da alta incidência do astro-rei nas cinco regiões brasileiras, o país também é dotado das matérias primas utilizadas na fabricação dos equipamentos: cobre, alumínio, aço inoxidável, vidro e termoplásticos, um indicativo de que o Brasil tem toda a infraestrutura para desenvolver a tecnologia e bons negócios no setor.

De acordo com a Abrava/Dasol, a cadeia produtiva de tecnologia solar brasileira conta com aproximadamente 200 empresas, das quais a maioria produz reservatórios térmicos e coletores solares (ou placas) - cerca de 80% delas são micro e pequenas empresas, concentradas nas regiões Sudeste (principalmente) e Sul. (…)

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Chuveiro híbrido: alguém já viu?

Publicado por ecohabitar a June 9, 2010 em Eficiência Energética, Uso Racional da Água | 2 Comentários

O estudo Avaliação do consumo de insumos (água, energia  elétrica e gás) em chuveiro elétrico, aquecedor a gás, chuveiro híbrido solar, aquecedor solar e aquecedor de acumulação elétrico, elaborado pelo Centro Internacional de Referência em Reuso de Água (CIRRA) da Escola Politécnica (Poli) da USP, de que já falámos aqui e aqui inclui, entre os diversos tipos testados, o chuveiro híbrido solar. Este modelo, na definição dos autores do estudo, “é um aquecedor solar com um chuveiro elétrico no ponto de uso” (pag. 1, linha 16).

Um relatório preliminar do estudo, divulgado em 16/04/2009 pelo CIRRA, descreve os equipamentos testados e respetivo preço de aquisição e montagem. Já havíamos questionado aqui o método que permitiu que chuveiros de vazão diferente fossem instalados nos sistemas testados. Se um dos parâmetros do estudo era a economia de água todos os chuveiros teriam que ter uma vazão igual. De outro modo, aqueles que utilizassem uma vazão menor gastariam menos água que os outros. Foi exatamente isso que se verificou: os dois pontos de chuveiro elétrico e o ponto de “chuveiro híbrido” fizeram uso do modelo “Compacta” da Cardal, que  vazou uma média de 4lt/min. ao longo do estudo enquanto que todos os outros sistemas testados (nomeadamente o solar) utilizaram o modelo Big Ducha (!!!) da mesma marca, que vazou 8,7lt/min. É evidente então que a economia de água conseguida resulta do modelo de chuveiro utilizado e não do sistema usado para aquecer a água.

Mas voltemos à descrição dos equipamentos e respetivo preço. Os sistemas testados no estudo são, com apenas uma excepção, bem conhecidos do público consumidor e são susceptíveis de serem pesquisados e seus diversos modelos e preços comparados. A excepção é o “chuveiro híbrido” que é definido no estudo, sem maiores detalhes, como “um aquecedor solar com um chuveiro elétrico no ponto de uso“. Na descrição dos “equipamentos de aquecimento de água, chuveiros e duchas utilizados no sistema experimental” que consta do tal relatório preliminar (pag. 4, linha 1), constam os componentes de todos os sistemas testados menos um: o “chuveiro híbrido solar”. Assim sendo, cabem algumas perguntas: o “chuveiro hibrido solar” foi inventado pelos autores do estudo? Como é formado? Como funciona? Como se chegou ao seu preço (R$688,00 mais R$200,00 de instalação)? Quando é ligado, qual dos seus dois sistemas (solar ou elétrico) funciona primeiro? Como se faz a comutação entre os seus dois sistemas? Como pode um sistema que não está presente no mercado ser apresentado como uma alternativa válida para o consumidor comum?

Como manter a casa confortável no inverno?

Publicado por ecohabitar a June 8, 2010 em Design Inteligente, Eficiência Energética | Leia o primeiro comentário

in UOL Casa e Imóveis

Desde a faculdade, engenheiros e arquitetos estudam muito mais as soluções para resfriar os ambientes do que para aquecê-los. O fato é que não existe no país uma cultura de garantir o conforto térmico das edificações também no inverno. Por isso, é comum ouvir habitantes de países europeus dizer que São Paulo é a cidade em que eles mais passaram frio na vida. É a mais fria? Sem dúvida, não. Mas nossas construções estão pouco adaptadas para os dias de inverno, ao contrário do que acontece em seus países de origem.

Para pensarmos numa construção eficiente do ponto de vista térmico devemos, em primeiro lugar, prestar atenção na possibilidade de utilizar o aquecimento passivo. (…) Isso nada mais é do que aproveitar a radiação solar para esquentar a nossa casa e, uma vez que o calor esteja lá dentro, tentar segurá-lo o máximo de tempo possível. Nesse sentido é importantíssimo prestarmos atenção para alguns fatores como, implantação, orientação e tamanho das aberturas, os caixilhos, proteção dos ventos e a massa térmica (o corpo) da construção. (…)

Um fator crítico para o conforto térmico da casa são os caixilhos. Nos países em que o inverno é rigoroso, é comum encontrarmos caixilhos pesados e com vidros duplos ou triplos, cujo isolamento é perfeito. (…) No Brasil, a qualidade desses elementos em geral é muito baixa.

As frestas nas janelas são grandes vilãs do resfriamento de uma casa. O ar frio da noite entra rapidamente dentro dos ambientes, resfriando-os e acabando com o seu esforço de aquecer a casa durante o dia.

Da mesma forma que é um grande aliado para refrescar a sua casa no verão, o vento é um grande vilão do resfriamento no inverno. Desta forma, veja como se defender dele quando necessário. Ao construir, verifique a orientação dos ventos predominantes e posicione corretamente as aberturas, que devem, sempre que possível, poder ser fechadas. (…)

Uma construção pesada, com paredes espessas, conserva muito mais o calor. (…) Isso acontece porque construções mais pesadas tendem a possuir uma inércia térmica maior, ou seja, demoram mais para acompanhar a flutuação de temperatura do ambiente externo. No Brasil as construções com inércia térmica média funcionam bastante bem, pois acumulam calor durante o dia e liberam à noite fazendo com que a sua casa não seja nem muito quente durante o dia, nem gelada à noite.

Lembre-se ainda da cobertura – da mesma forma que as coberturas muito leves fazem com que a casa esquente muito no verão, elas permitem o rápido resfriamento no inverno. Por isso vale pensar na cobertura como a quinta fachada a sua casa.

Por fim é importante considerarmos que não vivemos sempre no frio. Aliás, na maior parte do tempo, temos de lidar com o calor. Por isso, soluções eficientes para o inverno podem ser um tiro no pé durante o verão. Grandes aberturas sem proteção para o oeste (pôr do sol) significam uma casa aquecida no inverno e insuportavelmente quente e ofuscante no verão. Uma casa em que o ar não circula pode ser agradável no inverno, mas é péssima nos dias de calor. Há ainda locais do país, como São Paulo, em que vemos num mesmo dia temperaturas acima de 25 graus ao meio dia e abaixo de 10 graus à noite.

Consulte sempre que possível um profissional da área para que a sua casa seja confortável durante todo o ano e pense em soluções flexíveis, como aberturas que podem ser fechadas e brises móveis, entre outras soluções.

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Um ogro é um ogro: de novo os chuveiros elétricos

Publicado por ecohabitar a May 26, 2010 em Eficiência Energética, Opinião, Uso Racional da Água | 7 Comentários

A agência USP de notícias divulgou as conclusões do estudo Avaliação do consumo de insumos (água, energia  elétrica e gás) em chuveiro elétrico, aquecedor a gás, chuveiro híbrido solar, aquecedor solar e aquecedor de acumulação elétrico, elaborado pelo Centro Internacional de Referência em Reuso de Água (Cirra) da Escola Politécnica (Poli) da USP. De acordo com os autores, o estudo enterra definitivamente a fama do chuveiro elétrico como vilão da conta de energia. A notícia repercutiu favoravelmente na imprensa inclusive naquela mais especializada e atenta ao tema. A explicação apresentada para a maior eficiência do chuveiro elétrico face aos outros sistemas em “competição” é o seu baixo consumo de água, ainda de acordo com o estudo, cujas conclusões mais detalhadas estão disponíveis no site do Grupo de Chuveiros Elétricos da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee) que, aliás, apoiou a iniciativa. No entanto…

Em Abril do ano passado a mesma entidade havia já divulgado um relatório parcial sobre a pesquisa em causa anunciando os resultados do primeiro trimestre, idênticos aos de agora, antevendo idênticas conclusões e com uma cobertura mediática semelhante. Na época uma nota emitida pelo Instituto Vitae Civilis criticou fortemente a metodologia adotada no estudo afirmando mesmo que “a divulgação da informação com a parcialidade apresentada pelo grupo de pesquisadores é uma postura incompatível com os preceitos éticos que devem nortear a pesquisa acadêmica“. Esse assunto, na altura, foi também objeto de um post neste blog. Como consideramos os argumentos apresentados aínda válidos, repetimos alguns excertos:

(…) se o fator ‘consumo de água’ é o que explica a diferença de custo do banho entre o chuveiro elétrico e o aqucedor solar, e se o estudo fixa vazões menores para o chuveiro elétrico e maiores para todos os outros equipamentos, é claro que nesta configuração os outros equipamentos apresentarão custos maiores para um banho de mesma duração (…)

(…) o estudo compara chuveiros elétricos de vazão baixa (média de 4 litros por minuto ao longo do estudo) com um aquecedor solar de vazão mais elevada (8,7 litros por minuto), sem sequer trazer uma nota de pé de página observando que existem no mercado chuveiros elétricos com vazões de entre 8 a 10 litros por minuto. Esta consideração seria importante porque, certamente, se o chuveiro utilizado no estudo fosse um destes, os resultados seriam bastante diferentes.(…)

(…) Não deixa de ser curiosa a escolha dos modelos de chuveiro utilizados. Para o chuveiro elétrico foi usado um modelo da Cardal denominado “compacta“. Para os outros tipos de chuveiro (aquecedor de passagem a gás, aquecedor solar e boiler) foi utilizado um outro modelo da mesma Cardal, este denominado Big Ducha (!). Ante a curiosa nomenclatura dos modelos, algum observador mais malicioso, sabendo quem encomendou o estudo poderia sugerir que o mesmo estaria viciado de início… (…)

Para finalizar, apenas duas notas:

1) seria interessante que fossem disponibilizados os dados totais do estudo, tal como foi feito para o relatório parcial aqui e não apenas as conclusões do CIRRA e/ou do Grupo de Chuveiros da ABINEE.

2) por se tratar de um assunto que envolve direitos do consumidor e afeta toda a população brasileira, é de lamentar a continuada postura passiva de órgãos de comunicação com responsabilidades cujo trabalho, no caso em questão, se limitou em duas ocasiões a transcrever press-releases de entidades com óbvios interesses na matéria.