Plumen: o design chega às CFL

Publicado por ecohabitar a September 13, 2010 em Design Inteligente, Eficiência Energética | Seja o primeiro a comentar

As lâmpadas CFL popularizaram-se no Brasil depois do apagão de 2001. Apesar do notável desempenho em termos de consumo, principalmente se comparadas com as tradicionais incandescentes, as compactas fluorescentes não conseguiram cumprir os vaticínios iniciais que as colocavam na hegemonia absoluta do mercado. A qualidade da luz proporcionada, o seu design questionável e, sobretudo, o advento da tecnologia LED pareciam condenar as CFL a uma mera etapa de transição na história da iluminação doméstica ou, quando muito, às franjas menos exigentes do mercado. Para reverter a situação e ganhar a confiança dos profissionais de iluminação (que mantiveram sempre uma indisfarçada distância face às espirais fluorescentes) as principais marcas investiram em tonalidades de luz mais “mornas” e em formatos que mimetizavam os bulbos tradicionais.

Um fabricante britânico foi agora mais longe e apresentou ao mercado a primeira CFL concebida por um designer. Depois de alguns anos de desenvolvimento a Hulger, em parceria com o estúdio de Samuel Wilkinson, deu à luz a Plumen, uma lâmpada destinada a uma produção em massa e que pretende, em um futuro próximo, ocupar um posição dominante nas prateleiras da IKEA, Home Depot ou, em português do Brasil, Tok&Stok e etna. A Plumen é uma lâmpada de 11W (iluminação equivalente à de uma incandescente de 60W) tem um tempo de vida estimado de 8 anos e custa, no Reino Unido, salgadas £20,00.

com informações de inhabitat

leia aqui sobre a vida dura das lâmpadas CFL nos EUA

Painéis fotovoltaicos autocolantes

Publicado por ecohabitar a September 6, 2010 em Design Inteligente, Eficiência Energética | 2 Comentários

A ideia já nos era familiar através das figurinhas autocolantes e da fita adesiva de dupla face.  Agora a Global Solar acaba de lançar o painel fotovoltaico autocolante. O produto, designado como PowerFlex BIPV,  apresenta-se em módulos de 600×50 cm e será aplicado diretamente em telhados planos, sem necessidade de cálculo de ângulo de incidência solar, “mão-de-obra especializada” ou pesadas estruturas de metal. O fabricante afirma que, por não possuir molduras ou qualquer estrutura associada, o PowerFlex BIPV não necessita de espaço entre os módulos, possibilitando um melhor rácio de aproveitamento da área de telhado, e, consequentemente, gerando mais energia. A Global Solar aponta como principal destinatário, numa primeira fase, o mercado de edifícios comerciais.

As notícias sobre a nova geração de painéis fotovoltaicos não são novidade por aqui. A curiosidade e o interesse do público sobre essa tecnologia não encontra eco no mercado nacional, para o qual “energia solar” é sinonimo apenas de aquecedores de água. Não faz sentido que um país do tamanho do nosso com condições naturais que outros pagariam para ter, que assiste a um período de crescimento como o que experimentamos agora, com necessidades de investimento em infraestruturas de energia e com um discurso oficial voltado para a adoção de fontes limpas e alternativas abdique completamente de uma tecnologia pronta, testada e comprovadamente eficaz. A situação no mercado energético brasileiro atual assemelha-se muito à do setor automóvel nacional do início da década de 90: isolado do mundo, tecnologia desfasada, não satisfazendo as necessidades do público e beneficiando apenas uns quantos. Na época, a mudança na situação se deu com a abertura do mercado sob Collor. Não vamos precisar pagar um preço tão caro neste caso, vamos?

com informações de Green Tech, cnet news

Y todo a media luz: variadores de luminosidade

Publicado por ecohabitar a July 19, 2010 em Eficiência Energética | Seja o primeiro a comentar

in Revista Sustentabilidade

A fabricante de materiais elétricos de baixa tensão Pial Legrand lançou no Brasil uma linha de produtos voltada à economia de energia e à eficiência energética, que inclui variadores de luminosidade, sensores de presença, detectores de obstáculos e interruptores com LED.

Um dos destaques da linha de produtos Nereya, como foi batizada pela Pial Legrand, é o variador de luminosidade rotativo, que permite ajustar a intensidade luminosa de uma ou mais lâmpadas ou de sensores de presença, regulando a iluminação de acordo com as necessidades do ambiente em um momento específico.

Estudos do Grupo Legrand confirmaram os índices, registrados também em outras pesquisas, de que o uso racional e automatizado do ar-condicionado e da iluminação pode proporcionar uma economia de mais de 35% no consumo elétrico de uma residência. (…)

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Brasil: colapso energético até 2022

Publicado por ecohabitar a July 12, 2010 em Atualidades, Eficiência Energética, Preservação Ambiental | Seja o primeiro a comentar

in Ambiente Energia

Por João Campos, da UnB Agência - O Brasil vai enfrentar uma crise energética e ambiental nos próximos 12 anos. Para combater os danos será preciso triplicar a rede de metrô, ampliar as malhas ferroviária e hidroviária e investir em fontes de energia hidrelétrica e nuclear. O anúncio foi feito pelo professor e ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE), Samuel Pinheiro, em palestra no Centro de Desenvolvimento Sustentável (CDS) da Universidade de Brasília. A conclusão faz parte do relatório Plano Brasil 2022, elaborado pelo governo federal.

A necessidade de reduzir a emissão de gases causadores do efeito estufa, alarmada por cientistas de todo o mundo, tem obrigado países a desenvolver fontes de energia alternativas ao petróleo. O Brasil tem a sexta maior reserva de urânio do mundo. No entanto, segundo dados o relatório, apenas 30% do subsolo do país é conhecido. “Estima-se que tenhamos a primeira ou segunda maior reserva de urânio do mundo. E temos capacidade para explorar a fonte, falta direcionar políticas”, comenta Samuel.

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Telha solar

Publicado por ecohabitar a June 28, 2010 em Design Inteligente, Eficiência Energética | Leia o primeiro comentário

O quesito estética tem ganho cada vez mais espaço nas prioridades dos fabricantes de painéis solares. Um dos motivos foi a forte rejeição que os primeiros modelos pesadões tiveram em alguns mercados, nomeadamente em diversas comunidades norte-americanas e inglesas, onde associações de moradores chegaram a proibir a sua instalação sob o argumento de descaracterização da paisagem urbana local. Alguns casos foram parar na justiça e repercutiram na imprensa. Por outro lado, a evolução tecnológica que proporcionou o aprimoramento de materiais e conseguiu componentes mais leves permitiu que a tecnologia solar se fosse gradualmente incorporando nos materiais tradicionais, com ganhos de eficiência e estética. Exemplos disso já foram notícia por diversas vezes neste espaço. Aqui vai mais um.

Se o principal item prejudicado pela utilização dos painéis solares era o telhado, a italiana Area Industrie Ceramiche, fabricante de pisos e revestimentos, parece ter resolvido o problema. A sua Tegosolare é uma tradicionalíssima telha cerâmica à qual foram embutidas quatro células fotovoltaicas. A montagem é feita como a de qualquer outro telhado e a superfície “solar” é adaptável às necessidades do utilizador já que o fabricante disponibiliza também o mesmo modelo em telhas “comuns”. Em caso de dano, apenas se substitui a telha, operação fácil e barata pela própria natureza modular do telhado tradicional. A fiação segue sob o telhado para o conversor. Segundo o fabricante, uma área de 40 m² gera cerca de 3kw de energia.

com informações de Jetson Green e Tegosolare

Mercado de energia solar cresce no Brasil

Publicado por ecohabitar a June 18, 2010 em Eficiência Energética | Leia o primeiro comentário

in EcoDesenvolvimento.org

Apesar de possuir matriz energética basicamente oriunda de hidrelétricas, o Brasil já é o décimo país melhor colocado no ranking mundial de energia solar, atrás apenas de China, Israel, Áustria, Índia, Turquia, Alemanha, Japão, Estados Unidos e Austrália. Os dados são da Associação Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Ventilação e Aquecimento/Departamento Nacional de Aquecimento Solar (Abrava/Dasol).

Além da alta incidência do astro-rei nas cinco regiões brasileiras, o país também é dotado das matérias primas utilizadas na fabricação dos equipamentos: cobre, alumínio, aço inoxidável, vidro e termoplásticos, um indicativo de que o Brasil tem toda a infraestrutura para desenvolver a tecnologia e bons negócios no setor.

De acordo com a Abrava/Dasol, a cadeia produtiva de tecnologia solar brasileira conta com aproximadamente 200 empresas, das quais a maioria produz reservatórios térmicos e coletores solares (ou placas) - cerca de 80% delas são micro e pequenas empresas, concentradas nas regiões Sudeste (principalmente) e Sul. (…)

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Chuveiro híbrido: alguém já viu?

Publicado por ecohabitar a June 9, 2010 em Eficiência Energética, Uso Racional da Água | 3 Comentários

O estudo Avaliação do consumo de insumos (água, energia  elétrica e gás) em chuveiro elétrico, aquecedor a gás, chuveiro híbrido solar, aquecedor solar e aquecedor de acumulação elétrico, elaborado pelo Centro Internacional de Referência em Reuso de Água (CIRRA) da Escola Politécnica (Poli) da USP, de que já falámos aqui e aqui inclui, entre os diversos tipos testados, o chuveiro híbrido solar. Este modelo, na definição dos autores do estudo, “é um aquecedor solar com um chuveiro elétrico no ponto de uso” (pag. 1, linha 16).

Um relatório preliminar do estudo, divulgado em 16/04/2009 pelo CIRRA, descreve os equipamentos testados e respetivo preço de aquisição e montagem. Já havíamos questionado aqui o método que permitiu que chuveiros de vazão diferente fossem instalados nos sistemas testados. Se um dos parâmetros do estudo era a economia de água todos os chuveiros teriam que ter uma vazão igual. De outro modo, aqueles que utilizassem uma vazão menor gastariam menos água que os outros. Foi exatamente isso que se verificou: os dois pontos de chuveiro elétrico e o ponto de “chuveiro híbrido” fizeram uso do modelo “Compacta” da Cardal, que  vazou uma média de 4lt/min. ao longo do estudo enquanto que todos os outros sistemas testados (nomeadamente o solar) utilizaram o modelo Big Ducha (!!!) da mesma marca, que vazou 8,7lt/min. É evidente então que a economia de água conseguida resulta do modelo de chuveiro utilizado e não do sistema usado para aquecer a água.

Mas voltemos à descrição dos equipamentos e respetivo preço. Os sistemas testados no estudo são, com apenas uma excepção, bem conhecidos do público consumidor e são susceptíveis de serem pesquisados e seus diversos modelos e preços comparados. A excepção é o “chuveiro híbrido” que é definido no estudo, sem maiores detalhes, como “um aquecedor solar com um chuveiro elétrico no ponto de uso“. Na descrição dos “equipamentos de aquecimento de água, chuveiros e duchas utilizados no sistema experimental” que consta do tal relatório preliminar (pag. 4, linha 1), constam os componentes de todos os sistemas testados menos um: o “chuveiro híbrido solar”. Assim sendo, cabem algumas perguntas: o “chuveiro hibrido solar” foi inventado pelos autores do estudo? Como é formado? Como funciona? Como se chegou ao seu preço (R$688,00 mais R$200,00 de instalação)? Quando é ligado, qual dos seus dois sistemas (solar ou elétrico) funciona primeiro? Como se faz a comutação entre os seus dois sistemas? Como pode um sistema que não está presente no mercado ser apresentado como uma alternativa válida para o consumidor comum?