Steel framing: Obra rápida e limpa

Publicado por ecohabitar a January 27, 2010 em Design Inteligente, Materiais Ecológicos | Seja o primeiro a comentar

in arcoweb

(…) Em terras brasileiras, o steel framing começou a chegar em 1998 pelas mãos da construtora paulistana Sequência, pioneira na aplicação do então desconhecido sistema construtivo, quando executou um condomínio de casas no bairro do Brooklin, em São Paulo. Na época, a repercussão foi grande, explica Alexandre Mariutti, arquiteto e diretor da construtora, pois todos ficaram curiosos com a velocidade das obras - em torno de cem dias - e a quantidade de equipamentos no canteiro, situação que se assemelhava a uma linha de produção industrial. (…)

Entre os principais avanços do steel framing no Brasil nos últimos dez anos, segundo Mariutti, está o desenvolvimento da cadeia de fornecedores, que passou por um importante aperfeiçoamento. Hoje, os componentes do sistema construtivo têm garantia de qualidade e são todos feitos no Brasil. “Quando iniciamos nosso trabalho com frames, precisávamos importar praticamente tudo. Nenhum dos componentes era produzido aqui e as indústrias não se interessavam, devido ao pequeno volume ou por não acreditarem no seu uso massificado. Hoje a situação é oposta. A cadeia produtiva do steel framing e seus subsistemas é nacional e, em muitos casos, há grande concorrência entre eles”, ele revela. Embora não existam números e estatísticas que possam retratar exatamente quanto o steel framing tem crescido no país, o sistema é conhecido por grande parte dos profissionais do setor.

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O fim das sobras de material de construção

Publicado por ecohabitar a December 2, 2009 em Materiais Ecológicos, Preservação Ambiental | Seja o primeiro a comentar

Por melhor que seja o planejamento de uma obra, ao final sempre tem uma dor de cabeça garantida: vai haver sobras de material de construção. O material básico é mais facilmente reaproveitado mas como incomoda aquela indecisão chata sobre o que fazer com aquele monte de caixas de revestimento deixadas no canto…

Matt Knox e Johnnie Munger, dois irmãos norte-americanos, apresentaram no passado mês de Outubro uma solução alternativa para esses desperdícios de material, muito melhor que o tradicional galpão empoeirado onde iriam jazer para sempre ou o despejo clandestino em um terreno baldio.

O site DiggersList é um portal gratuito de classificados para construção onde se pode comprar, vender ou trocar sobras de material, ferramentas e mesmo veículos. Dividido por áreas geográficas o DiggersList já está disponível para 16 cidades nos Estados Unidos pretendendo os seus idealizadores chegar a 224 no decurso do próximo ano.

Sendo bastante interativo, um outro serviço que o site proporciona é a possibilidade dos construtores locais divulgarem o seu trabalho, criando um perfil para a sua empresa ou uma galeria de fotos, gerando assim novas oportunidades de negócio. Segundo Matt Knox houve a preocupação de tornar essa ferramenta muito fácil de operar, mesmo para quem não está familiarizado com internet.

O sistema traz evidentes vantagens ambientais e econômicas já que para além do fim dos desperdícios de material e da diminuição dos resíduos de obras se consegue também reduzir custos e minimizar prejuízos.

com informações de ecohome magazine

China: sustentabilidade junta modular com tradição

Publicado por ecohabitar a November 18, 2009 em Design Inteligente, Materiais Ecológicos | Seja o primeiro a comentar

in PINIweb

O escritório britânico Cartwright Pickard Architects desenvolveu o modelo de casa NovoHouse para o programa Living Steel da Associação Mundial de Aço, que incentiva a criação de projetos e construções habitacionais inovadoras. Esse modelo deverá ser implantado inicialmente nas comunidades emergentes da cidade chinesa de Chengdu.(…)

A NovoHouse é o resultado do conceito modular de moradia desenvolvido pelo escritório de arquitetura desde a vitória no concurso da Living Steel em 2007. O projeto procura utilizar a construção em aço para desenvolver um modelo de habitação sustentável e prático às famílias de baixa renda.

O modelo NovoHouse proposto utiliza o aço para criar um quadro estrutural que deve ser revestido por painéis pré-fabricados produzidos em fábrica ou no próprio canteiro de obras. Embora a estrutura seja de aço, outros materiais serão usados para revestir as moradias, tais como tijolos de barro artesanal, fardos de palha e madeira ou bambu - materiais disponíveis na região e que se adaptem ao clima local.

Além dos materiais, a mão de obra também será local. O objetivo é ajudar a gerar renda em áreas onde as habitações estão sendo planejadas, estimulando as economias da região.

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Cuidado com o drywall chinês

Publicado por ecohabitar a November 6, 2009 em Materiais Ecológicos, Preservação Ambiental | Seja o primeiro a comentar

in agência estado

A China e os Estados Unidos concordaram em ampliar esforços para aumentar a segurança do consumidor, depois de vários escândalos nos últimos anos envolvendo produtos fabricados na China considerados perigosos. O comunicado, divulgado ao final de quase uma semana de negociações entre órgãos reguladores dos dois lados, vem três semanas antes de o presidente dos EUA, Barack Obama, chegar à China para sua primeira visita oficial ao país. (…)

Os dois órgãos - a Comissão de Segurança dos Produtos ao Consumidor dos EUA e o Departamento Geral de Supervisão e Inspeção da Qualidade da China - também prometeram promover “investigações científicas e baseadas em fatos, de maneira cooperativa” sobre as importações de drywall (estrutura à base de gesso usada em paredes, tetos e revestimentos) da China.

Os consumidores norte-americanos reclamaram de problemas físicos e de danos estruturais resultantes do drywall, importado da China durante o boom imobiliário e que tornou algumas casas inabitáveis.

De fato, notícias provenientes dos Estados Unidos dão conta de centenas de processos pipocando por todo o país de compradores que tiveram que pura e simplesmente abandonar as suas casas tornadas inabitáveis por causa de drywall chinês contaminado com enxofre. Para além de danos materiais, nomeadamente corrosão de metais, inutilizando encanamentos e eletrodomésticos, os danos à saúde de seus ocupantes incluem dores de cabeças constantes e dificuldades respiratórias. Estima-se um número de até 100.000 casas construídas em steel frame que terão que ser totalmente demolidas e reconstruídas.

A construção em steel frame e drywall é uma tendência crescente no Brasil por causa da rapidez de execução, da possibilidade da contenção de custos reduzindo a quase zero os desperdícios de material e por possibilitar uma obra seca, menos agressiva ao meio ambiente. Os problemas verificados no drywall chinês não implicam, como é óbvio, na condenação do sistema, muitíssimo válido na sua essência. Existem diversas marcas multinacionais que comercializam no país um produto de ótima qualidade e que, aliás, contribuem para a muito necessária revolução conceptual na construção civil brasileira.

com informações adicionais de Treehugger e The New York Times

Areia artificial preserva o ambiente

Publicado por ecohabitar a November 3, 2009 em Materiais Ecológicos, Preservação Ambiental | 2 Comentários

in PINIweb

A Votorantim Cimentos passou a usar em outubro a areia artificial em sua unidade de Campo Grande. O objetivo da empresa é expandir o uso do material em todas as unidades espalhadas pelo País. “Começamos a usar a areia artificial entre 2002 e 2003 na cidade de Curitiba. Desde lá, já adotamos o material na capital e interior de São Paulo e agora em Campo Grande. A ideia é expandir o material para uso no concreto em todas as unidades de agregados“, conta Renato Siniscalchi, gerente técnico da área de agregados.

A areia artificial é obtida nas instalações de britagem e aproveita grande parte do material de descarte das minerações. “Uma das vantagens principais é o controle do processo de fabricação do material. As características da areia natural variam muito, sem contar as impurezas que precisam ser retiradas“, explica Siniscalchi. “Em um processo industrial, o controle tecnológico é muito mais apurado, o que melhora a resistência e o acabamento do produto. Em paralelo, se reduz o uso de cimento na fabricação do concreto“, completa.

Segundo ele, a extração natural da areia ainda provoca impacto ambiental no leito dos rios e eleva o custo final da produção de concreto, pois os locais de extração geralmente estão distantes dos centros consumidores.

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Reciclagem: em vez de areia, PET moído

Publicado por ecohabitar a October 30, 2009 em Materiais Ecológicos, Preservação Ambiental | Seja o primeiro a comentar

in Revista Sustentabilidade

Um processo que substitui areia por politereftalato de etila (PET) moído na elaboração de argamassa de revestimento ganhou o prêmio Ecopet 2009 na categoria Pesquisa e Processos.

O autor do projeto escolhido é Paulo Paiva Dyer, estudante do 5º ano do curso de graduação em Engenharia Ambiental da Unesp (Universidade do Estado de São Paulo).

Segundo Dyer, além de reduzir a demanda por um recurso natural que é a areia, a argamassa com PET moído tem resistência de compressão mecânica três vezes superior ao seu equivalente feito com materiais tradicionais. (…)

A Abipet (Associação Brasileira da Indústria do PET) promove o prêmio Ecopet anualmente com o objetivo de estimular o uso pós-consumo do PET.

Segundo Auri Marçon, presidente da Abipet, a indústria de reciclagem do PET tem entre 20% e 30% de capacidade ociosa por causa da falta de matéria prima.

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Lâmpada? Não, sol.

Publicado por ecohabitar a October 14, 2009 em Eficiência Energética, Materiais Ecológicos | Leia o primeiro comentário

As diferentes aplicações da energia solar não são novidade para ninguém. Painéis de aquecimento de água e a tecnologia fotovoltaica para produção de eletricidade são soluções disponíveis no mercado há algum tempo (mais os primeiros que a segunda).

A Solatube, representada no Brasil pela naturalux, apresenta agora uma aplicação para a energia solar, mais óbvia mas até agora inexplorada: iluminação.

Através de um sistema de espelhos e prismas, os diversos modelos da Solatube levam luz do sol a cômodos da casa normalmente pouco iluminados como banheiros, corredores, cozinhas, halls e closets. A tecnologia utilizada permite uma luminosidade constante ao longo do dia, mesmo com tempo nublado, já que os espelhos potencializam a luz.

Existem também modelos para utilizar em escritórios e galpões, com resultados excelentes. Como a fonte de luz é o sol, a qualidade da luz obtida é, evidentemente, muito superior à de qualquer lâmpada existente no mercado, a sua durabilidade é de vários bilhões de anos e, para além de tudo, é grátis.

para especificações, modelos e explicações de funcionamento, clique aqui