O fim das sobras de material de construção

Publicado por ecohabitar a December 2, 2009 em Materiais Ecológicos, Preservação Ambiental | 2 Comentários

Por melhor que seja o planejamento de uma obra, ao final sempre tem uma dor de cabeça garantida: vai haver sobras de material de construção. O material básico é mais facilmente reaproveitado mas como incomoda aquela indecisão chata sobre o que fazer com aquele monte de caixas de revestimento deixadas no canto…

Matt Knox e Johnnie Munger, dois irmãos norte-americanos, apresentaram no passado mês de Outubro uma solução alternativa para esses desperdícios de material, muito melhor que o tradicional galpão empoeirado onde iriam jazer para sempre ou o despejo clandestino em um terreno baldio.

O site DiggersList é um portal gratuito de classificados para construção onde se pode comprar, vender ou trocar sobras de material, ferramentas e mesmo veículos. Dividido por áreas geográficas o DiggersList já está disponível para 16 cidades nos Estados Unidos pretendendo os seus idealizadores chegar a 224 no decurso do próximo ano.

Sendo bastante interativo, um outro serviço que o site proporciona é a possibilidade dos construtores locais divulgarem o seu trabalho, criando um perfil para a sua empresa ou uma galeria de fotos, gerando assim novas oportunidades de negócio. Segundo Matt Knox houve a preocupação de tornar essa ferramenta muito fácil de operar, mesmo para quem não está familiarizado com internet.

O sistema traz evidentes vantagens ambientais e econômicas já que para além do fim dos desperdícios de material e da diminuição dos resíduos de obras se consegue também reduzir custos e minimizar prejuízos.

com informações de ecohome magazine

China: sustentabilidade junta modular com tradição

Publicado por ecohabitar a November 18, 2009 em Design Inteligente, Materiais Ecológicos | Seja o primeiro a comentar

in PINIweb

O escritório britânico Cartwright Pickard Architects desenvolveu o modelo de casa NovoHouse para o programa Living Steel da Associação Mundial de Aço, que incentiva a criação de projetos e construções habitacionais inovadoras. Esse modelo deverá ser implantado inicialmente nas comunidades emergentes da cidade chinesa de Chengdu.(…)

A NovoHouse é o resultado do conceito modular de moradia desenvolvido pelo escritório de arquitetura desde a vitória no concurso da Living Steel em 2007. O projeto procura utilizar a construção em aço para desenvolver um modelo de habitação sustentável e prático às famílias de baixa renda.

O modelo NovoHouse proposto utiliza o aço para criar um quadro estrutural que deve ser revestido por painéis pré-fabricados produzidos em fábrica ou no próprio canteiro de obras. Embora a estrutura seja de aço, outros materiais serão usados para revestir as moradias, tais como tijolos de barro artesanal, fardos de palha e madeira ou bambu - materiais disponíveis na região e que se adaptem ao clima local.

Além dos materiais, a mão de obra também será local. O objetivo é ajudar a gerar renda em áreas onde as habitações estão sendo planejadas, estimulando as economias da região.

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Cuidado com o drywall chinês

Publicado por ecohabitar a November 6, 2009 em Materiais Ecológicos, Preservação Ambiental | Seja o primeiro a comentar

in agência estado

A China e os Estados Unidos concordaram em ampliar esforços para aumentar a segurança do consumidor, depois de vários escândalos nos últimos anos envolvendo produtos fabricados na China considerados perigosos. O comunicado, divulgado ao final de quase uma semana de negociações entre órgãos reguladores dos dois lados, vem três semanas antes de o presidente dos EUA, Barack Obama, chegar à China para sua primeira visita oficial ao país. (…)

Os dois órgãos - a Comissão de Segurança dos Produtos ao Consumidor dos EUA e o Departamento Geral de Supervisão e Inspeção da Qualidade da China - também prometeram promover “investigações científicas e baseadas em fatos, de maneira cooperativa” sobre as importações de drywall (estrutura à base de gesso usada em paredes, tetos e revestimentos) da China.

Os consumidores norte-americanos reclamaram de problemas físicos e de danos estruturais resultantes do drywall, importado da China durante o boom imobiliário e que tornou algumas casas inabitáveis.

De fato, notícias provenientes dos Estados Unidos dão conta de centenas de processos pipocando por todo o país de compradores que tiveram que pura e simplesmente abandonar as suas casas tornadas inabitáveis por causa de drywall chinês contaminado com enxofre. Para além de danos materiais, nomeadamente corrosão de metais, inutilizando encanamentos e eletrodomésticos, os danos à saúde de seus ocupantes incluem dores de cabeças constantes e dificuldades respiratórias. Estima-se um número de até 100.000 casas construídas em steel frame que terão que ser totalmente demolidas e reconstruídas.

A construção em steel frame e drywall é uma tendência crescente no Brasil por causa da rapidez de execução, da possibilidade da contenção de custos reduzindo a quase zero os desperdícios de material e por possibilitar uma obra seca, menos agressiva ao meio ambiente. Os problemas verificados no drywall chinês não implicam, como é óbvio, na condenação do sistema, muitíssimo válido na sua essência. Existem diversas marcas multinacionais que comercializam no país um produto de ótima qualidade e que, aliás, contribuem para a muito necessária revolução conceptual na construção civil brasileira.

com informações adicionais de Treehugger e The New York Times

Areia artificial preserva o ambiente

Publicado por ecohabitar a November 3, 2009 em Materiais Ecológicos, Preservação Ambiental | 2 Comentários

in PINIweb

A Votorantim Cimentos passou a usar em outubro a areia artificial em sua unidade de Campo Grande. O objetivo da empresa é expandir o uso do material em todas as unidades espalhadas pelo País. “Começamos a usar a areia artificial entre 2002 e 2003 na cidade de Curitiba. Desde lá, já adotamos o material na capital e interior de São Paulo e agora em Campo Grande. A ideia é expandir o material para uso no concreto em todas as unidades de agregados“, conta Renato Siniscalchi, gerente técnico da área de agregados.

A areia artificial é obtida nas instalações de britagem e aproveita grande parte do material de descarte das minerações. “Uma das vantagens principais é o controle do processo de fabricação do material. As características da areia natural variam muito, sem contar as impurezas que precisam ser retiradas“, explica Siniscalchi. “Em um processo industrial, o controle tecnológico é muito mais apurado, o que melhora a resistência e o acabamento do produto. Em paralelo, se reduz o uso de cimento na fabricação do concreto“, completa.

Segundo ele, a extração natural da areia ainda provoca impacto ambiental no leito dos rios e eleva o custo final da produção de concreto, pois os locais de extração geralmente estão distantes dos centros consumidores.

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Reciclagem: em vez de areia, PET moído

Publicado por ecohabitar a October 30, 2009 em Materiais Ecológicos, Preservação Ambiental | Seja o primeiro a comentar

in Revista Sustentabilidade

Um processo que substitui areia por politereftalato de etila (PET) moído na elaboração de argamassa de revestimento ganhou o prêmio Ecopet 2009 na categoria Pesquisa e Processos.

O autor do projeto escolhido é Paulo Paiva Dyer, estudante do 5º ano do curso de graduação em Engenharia Ambiental da Unesp (Universidade do Estado de São Paulo).

Segundo Dyer, além de reduzir a demanda por um recurso natural que é a areia, a argamassa com PET moído tem resistência de compressão mecânica três vezes superior ao seu equivalente feito com materiais tradicionais. (…)

A Abipet (Associação Brasileira da Indústria do PET) promove o prêmio Ecopet anualmente com o objetivo de estimular o uso pós-consumo do PET.

Segundo Auri Marçon, presidente da Abipet, a indústria de reciclagem do PET tem entre 20% e 30% de capacidade ociosa por causa da falta de matéria prima.

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Lâmpada? Não, sol.

Publicado por ecohabitar a October 14, 2009 em Eficiência Energética, Materiais Ecológicos | Leia o primeiro comentário

As diferentes aplicações da energia solar não são novidade para ninguém. Painéis de aquecimento de água e a tecnologia fotovoltaica para produção de eletricidade são soluções disponíveis no mercado há algum tempo (mais os primeiros que a segunda).

A Solatube, representada no Brasil pela naturalux, apresenta agora uma aplicação para a energia solar, mais óbvia mas até agora inexplorada: iluminação.

Através de um sistema de espelhos e prismas, os diversos modelos da Solatube levam luz do sol a cômodos da casa normalmente pouco iluminados como banheiros, corredores, cozinhas, halls e closets. A tecnologia utilizada permite uma luminosidade constante ao longo do dia, mesmo com tempo nublado, já que os espelhos potencializam a luz.

Existem também modelos para utilizar em escritórios e galpões, com resultados excelentes. Como a fonte de luz é o sol, a qualidade da luz obtida é, evidentemente, muito superior à de qualquer lâmpada existente no mercado, a sua durabilidade é de vários bilhões de anos e, para além de tudo, é grátis.

para especificações, modelos e explicações de funcionamento, clique aqui

Biomimetismo: design divino

Publicado por ecohabitar a October 7, 2009 em Design Inteligente, Materiais Ecológicos | Seja o primeiro a comentar

As asas de muitos insetos como as borboletas e as folhas de algumas plantas como a lotus conseguem manter-se limpas porque possuem características que as tornam hidrófobas e auto-limpantes. Isso é conseguido por causa da micro-topografia das suas superfícies que, em comum, possuem um conjunto de proporções matemáticas que, conjugadas com as propriedades físicas das moléculas de água, as tornam super-hidrófobas. Ainda que a uma escala microscópica, tratam-se de superfícies muito rugosas, o que faz com que o ar retido nos interstícios dessas imperfeições reduza muito o contato entre a água e a superfície da folha. Água não adere ao ar tanto quanto aos sólidos, daí o formato de esfera que a chuva assume quando cai, por oposição ao jeito “espalhado” com que fica no chão. Nas superfícies de que estamos falando, a água fica também com o aspeto esférico de pequenas gotas por causa do “colchão” de ar preso nas irregularidades microscópicas das folhas ou asas. Então, a menor variação de ângulo na superfície (provocada, por exemplo, por uma brisa) faz com que a esfera role pelo mero efeito de gravidade levando consigo as pequenas partículas de sujeira. Trata-se de um sistema auto-limpante sem uso de detergente ou dispêndio de energia.

Este fenômeno serviu de inspiração para diversas firmas criarem produtos com superfícies semelhantes de modo a torná-los auto-limpantes e repelentes de água. Para além de aplicações têxteis em tecidos impermeáveis, a indústria da construção também aproveitou a tecnologia. A fabricante de tintas alemã Sto International, desenvolveu a Lotusan®, uma tinta para superfícies exteriores que utiliza os mesmos princípios de micro-estrutura para conseguir um efeito de auto-limpeza mesmo com apenas uma ligeira garoa. Os benefícios ambientais e econômicos são conseguidos pelas lavagens de fachada que deixarão de ser feitas.

com informações de Ask Nature