e-Bay de materiais de construção

Publicado por ecohabitar a August 13, 2010 em Materiais Ecológicos, Preservação Ambiental | Leia o primeiro comentário

Poder vender, comprar ou trocar sobras de material de construção é uma realidade já presente em muitas cidades norte-americanas. Com efeito, o construtor nos Estados Unidos ao recorrer a redes como a DiggersList, de que já havíamos falado aqui, consegue evidentes vantagens ambientais e econômicas já que, para além do fim dos desperdícios de material e da diminuição dos resíduos de obras, se conseguem também reduzir custos e minimizar prejuízos. O mesmo se diga dos consumidores que, precisando fazer pequenos reparos ou reformas, se vêm tantas vezes obrigados a comprar caixas inteiras de azulejos das quais utilizam apenas 2 ou 3 unidades.

Note-se que os produtos à venda nessas redes não são de material de demolição ou em mau estado mas itens semi-novos ou mesmo novos, ainda na caixa, provenientes de sobras de linhas de produção de comércios ou industrias, mostruários e também restos de obras particulares.

Há alguns meses foi lançada uma nova rede nesses moldes que tem como peculiaridade adotar um modelo de funcionamento similar ao e-Bay ou ao Mercado Livre em que os produtos são vendidos por usuários individuais, empresas ou lojas de rua que utilizam o sistema como uma vitrine virtual. Os utilizadores da C&D Material Trader Network precisam apenas criar uma conta e começar os negócios. Um detalhe interessante é que quando uma transação é bem sucedida o site gera um relatório que, com base nos critérios do Waste Reduction Model (WARM) (Modelo de Redução de Resíduos) da Agência de Proteção Ambiental (EPA), certifica o montante de gases de efeito de estufa que o material teria gerado se fosse descartado em um aterro.

É evidente que para que um sistema desses funcione como um recurso efetivo para o mercado da construção é necessário um número substancial de participantes. Aqui no Brasil, só consigo imaginar algo semelhante sob o patrocínio de uma grande cadeia de materiais de construção (alô Leroy Merlin! alô Telhanorte! alô C&C!). Apesar de parecer um contra-senso, creio que essas empresas poderiam ganhar pontos com a iniciativa: serviço extra para seus clientes, complementando os programas de reciclagem que algumas já possuem; marketing positivo, por contribuir para a redução de resíduos e desperdícios em um setor que é justamente apontado como um vilão ambiental, e, porque não, beneficiar-se com as pequenas taxas que os utilizadores pagariam pelo serviço prestado, à semelhança do que sucede no Mercado Livre.

Fica a sugestão.

com informações de ecohome

Brasil: colapso energético até 2022

Publicado por ecohabitar a July 12, 2010 em Atualidades, Eficiência Energética, Preservação Ambiental | Seja o primeiro a comentar

in Ambiente Energia

Por João Campos, da UnB Agência - O Brasil vai enfrentar uma crise energética e ambiental nos próximos 12 anos. Para combater os danos será preciso triplicar a rede de metrô, ampliar as malhas ferroviária e hidroviária e investir em fontes de energia hidrelétrica e nuclear. O anúncio foi feito pelo professor e ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE), Samuel Pinheiro, em palestra no Centro de Desenvolvimento Sustentável (CDS) da Universidade de Brasília. A conclusão faz parte do relatório Plano Brasil 2022, elaborado pelo governo federal.

A necessidade de reduzir a emissão de gases causadores do efeito estufa, alarmada por cientistas de todo o mundo, tem obrigado países a desenvolver fontes de energia alternativas ao petróleo. O Brasil tem a sexta maior reserva de urânio do mundo. No entanto, segundo dados o relatório, apenas 30% do subsolo do país é conhecido. “Estima-se que tenhamos a primeira ou segunda maior reserva de urânio do mundo. E temos capacidade para explorar a fonte, falta direcionar políticas”, comenta Samuel.

matéria completa aqui

Construir entre árvores: Casa JD, Mar Azul, Argentina

Publicado por ecohabitar a June 2, 2010 em Design Inteligente, Preservação Ambiental, Projetos | Seja o primeiro a comentar

O balneário argentino de Mar Azul é o cenário de implantação desta casa, alocada em um terreno de 470 m² onde, antes da sua implantação, já se encontravam distribuídos 43 pinus. O programa dos proprietários era simples: muito baixo impacto no lote, orçamento apertado e mínima manutenção. O resultado conseguido pelo BAK Arquitectos, distinguido com o Grande Prêmio da 11ª Bienal de Arquitetura Argentina em 2006, demonstrou a possibilidade de se construir respeitando o meio-ambiente e com impacto mínimo no entorno. O modelo de projeto “entre árvores” de baixo custo virou tendência na região como já haviamos mostrado aqui.

Casa JD, Mar Azul, Buenos Aires, Argentina, 2004

BAK Arquitectos

informações de Contemporist e BAK Arquitectos

Uma revolução em jardins verticais

Publicado por ecohabitar a May 19, 2010 em Materiais Ecológicos, Preservação Ambiental | Leia o primeiro comentário

Em Setembro de 2009 publicamos aqui um post sobre os riscos de investir em sustentabilidade na construção sem considerar os seus três pilares em um mesmo nível hierárquico. O exemplo dado foi o de um jardim vertical projetado em Inglaterra que havia desconsiderado os seus evidentes custos futuros de manutenção.

Ao lançar este ano a Lifewall, um revestimento vegetal disponível em painéis de 1 m², a espanhola Ceracasa, fabricante de pavimentos e revestimentos cerâmicos, demonstra a viabilidade do conceito e desmistifica a sua complexidade, uma vez que a sua estrutura modular torna a concepção, a instalação e a manutenção de jardins verticais em um item comum de projeto.

O sistema, à semelhança de outros jardins verticais, faz uso da rega hidropônica e suporta vários tipos de planta. O fabricante recomenda que o Lifewall seja usado em conjunto com outro produto do seu catálogo, o Bionictile. Este é um mosaico cerâmico de revestimento de baixa manutenção e que, exposto à umidade e a raios ultra-violeta, neutraliza os óxidos de nitrogênio presentes no ar de todas as grandes cidades e que são produto da combustão de motores e indústrias.

Ainda segundo a Ceracasa, a simbiose entre o Lifewall e o Bionictile dá-se da seguinte maneira: os óxidos de nitrogênio filtrados da atmosfera pelo Bionictile são transformados em nitratos que funcionarão como fertilizantes, nutrindo as plantas do Lifewall que, por outro lado, integradas em um jardim vertical, constituirão uma fonte de absorção de CO². Resumindo: ao instalar este sistema você ganha um jardim vertical de baixa manutenção que funciona como isolante térmico do edifício, limpa o ar do entorno e elimina CO². Incrível, não?

com informações de Jetson Green

Guerra de certificações?

Publicado por ecohabitar a April 26, 2010 em Eficiência Energética, Opinião, Preservação Ambiental | 2 Comentários

Matéria publicada na Revista Sustentabilidade nos dá conta de situação inédita até agora no Brasil: Apesar de ter construído todo o Complexo Parque Cidade Jardim seguindo os padrões da certificação LEED, do Green Buliding Council Brasil, a incorporadora paulistana JHSF agora optou pela certificação Aqua em três torres comerciais a serem edificadas no complexo.

Segundo Júlio Cezar Aria Saez, gerente de engenharia da incorporadora, a decisão foi tomada pela constatação de que o sistema Aqua seria mais adaptado ao mercado e às condições ambientais do nosso país.

“Inicialmente planejamos certificá-los pelo LEED, mas agora optamos por buscar o selo do Aqua” afirmou o responsável pela JHSF. Saez disse também que apesar de todo o complexo ter sido concebido dentro dos padrões ambientais do LEED, as nove torres do complexo residencial e o shopping não têm a certificação porque a JHSF não solicitou o certificado.

Apesar de não terem ficado muito claros os motivos pelos quais a incorporadora, apesar de todo o complexo ter sido concebido de acordo com os requisitos do LEED, ter optado por não solicitar a competente certificação, o que se pode concluir é que o mercado brasileiro das certificações de edifícios já assiste a brigas de cachorro grande. Isso é sinal da sua importância atual e do peso que as construtoras (e, portanto, o mercado) já atribuem aos selos certificadores para edificações.

leia mais aqui sobre os sistemas LEED e Aqua no Brasil

Casa Entre Árvores, Mar Azul, Argentina

Publicado por ecohabitar a February 18, 2010 em Design Inteligente, Preservação Ambiental, Projetos | 3 Comentários

A região da Granja Viana, em Cotia, SP, tem uma forte identidade associada a qualidade de vida e harmonia com a natureza. O crescimento urbano que tem sofrido nos últimos anos tem sido causa de alguns conflitos, quase sempre relacionados com as abordagens construtivas adotadas por novos moradores, consideradas, em alguns casos, desajustadas ao perfil da região.

De fato, e apesar da legislação ambiental em vigor punir duramente o corte sem autorização de qualquer árvore, é frequente assistirmos ao desmate de lotes inteiros de um dia para o outro sem que, aparentemente, haja consequências para os infratores, uma vez que de imediato se iniciam os trabalhos de terraplanagem e fundações, seguindo a obra o seu curso normal. O argumento justificativo muitas vezes invocado é o de que a existência de árvores no lote onera demasiado ou mesmo inviabiliza a construção. Não é verdade.

Os arquitetos argentinos Martín Fernández de Lema e Nicolás Moreno Deutsch desenharam esta Casa entre Árvores em Mar Azul, balneário perto de Villa Gesell, a cerca de 400 km de Buenos Aires. O local, perto do mar, é de denso arvoredo e, para além do restritivo código de obras local, o programa solicitado aos arquitetos requeria especial cuidado na preservação das condições naturais do terreno bem como o aproveitamento máximo da sua cobertura vegetal.

O resultado, que pode ser conferido aqui, é um exemplo perfeito de conciliação de arquitetura com meio ambiente. Os proprietários do lote ganharam uma casa nova com paisagismo “antigo”, perfeitamente integrada com o entorno e com direito à sombra de pinus adultos na varanda. Todos os trabalhos de construção foram executados em torno das árvores pré-existentes sem que tal prejudicasse a qualidade do resultado final. A opção por concreto aparente e por acabamentos “minimalistas” contribuiu para o controle de custos da obra. Fotos adicionais, cortes e plantas da casa estão disponíveis aqui.

Casa Entre Árboles, Mar Azul, Buenos Aires, Argentina, 2006-2007

Martín Fernández de Lema, Nicolás Moreno Deutsch

com informações de ArchDaily

Fechando o ciclo da água

Publicado por ecohabitar a December 21, 2009 em Preservação Ambiental, Uso Racional da Água | Leia o primeiro comentário

in inovação tecnológica

Águas servidas não são um lixo imprestável, mas uma fonte de matérias-primas valiosas e de energia, capaz de beneficiar sobretudo os países mais pobres.

Esta é a opinião do Dr. Jules van Lier, da universidade holandesa de Delft. “Lembre-se que 2,6 bilhões de pessoas no mundo não possuem saneamento básico, o que resulta em 200 mortes por hora, com a maioria delas ocorrendo em crianças de até cinco anos de idade,” diz o pesquisador.

As águas servidas são normalmente vistas como algo desagradável e perigoso, cujo único destino possível é um tubo para que as leve para bem longe.

Entretanto, ao longo das últimas décadas, as tecnologias de tratamento vêm-se tornando cada vez mais eficazes na remoção dos componentes que podem causar danos à saúde.

“Com um exame mais aprofundado, é fácil ver que as águas servidas são na verdade uma corrente rica de matérias-primas valiosas derivadas das atividades econômicas ou domésticas,” defende o pesquisador.

Segundo ele, no futuro, as plantas de tratamento de esgotos deverão se transformar em plantas de reprocessamento, capazes de produzir água adequada para reúso, fechando o ciclo de uso da água pelas indústrias e pelas residências.

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