Fechando o ciclo da água

Publicado por ecohabitar a December 21, 2009 em Preservação Ambiental, Uso Racional da Água | Seja o primeiro a comentar

in inovação tecnológica

Águas servidas não são um lixo imprestável, mas uma fonte de matérias-primas valiosas e de energia, capaz de beneficiar sobretudo os países mais pobres.

Esta é a opinião do Dr. Jules van Lier, da universidade holandesa de Delft. “Lembre-se que 2,6 bilhões de pessoas no mundo não possuem saneamento básico, o que resulta em 200 mortes por hora, com a maioria delas ocorrendo em crianças de até cinco anos de idade,” diz o pesquisador.

As águas servidas são normalmente vistas como algo desagradável e perigoso, cujo único destino possível é um tubo para que as leve para bem longe.

Entretanto, ao longo das últimas décadas, as tecnologias de tratamento vêm-se tornando cada vez mais eficazes na remoção dos componentes que podem causar danos à saúde.

“Com um exame mais aprofundado, é fácil ver que as águas servidas são na verdade uma corrente rica de matérias-primas valiosas derivadas das atividades econômicas ou domésticas,” defende o pesquisador.

Segundo ele, no futuro, as plantas de tratamento de esgotos deverão se transformar em plantas de reprocessamento, capazes de produzir água adequada para reúso, fechando o ciclo de uso da água pelas indústrias e pelas residências.

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Jaguatirica na Granja Viana

Publicado por ecohabitar a December 8, 2009 em Preservação Ambiental | Seja o primeiro a comentar

A Revista Circuito na sua última edição noticia o aparecimento de um macho de jaguatirica no cruzamento mais movimentado da Granja Viana: Avenida São Camilo com a Rua José Félix. O veterinário que o recolheu conta que o animal estava desidratado e havia sofrido uma pancada na bacia, possivelmente de uma queda ou, até mesmo, atropelamento. Segundo a revista a jaguatirica tinha 3,8 quilos quando entrou na clínica, e ganhou um quilo durante a recuperação que durou 6 dias. “Quanto mais rápida a devolução do bicho ao ambiente natural,  melhor para ele”, explica o veterinário. O local escolhido para a soltura foi o Parque Estadual do Jurupará, no sul do município de Ibiúna.

O veterinário afirma que a presença de um animal como a jaguatirica em ambientes urbanos denuncia a massiva invasão humana no habitat dos animais. De acordo com ele, as alterações ambientais provocam a escassez de alimentos e isola os indivíduos em “ilhotas”. Sem nenhuma referência e sem como obter alimentos, eles acabam migrando para as áreas urbanizadas e ficam expostos. É cada vez mais frequente encontrar porcos-espinhos e saguis rondando as casas e rasgando lixo, tudo para conseguirem comida. Os bichos acabam sendo atacados por cães dessas residências ou atropelados. A jaguatirica é um felino natural da Mata Atlântica, com hábitos noturnos, que se alimenta de animais de pequeno porte.

com informações e texto de Circuito On-line

O fim das sobras de material de construção

Publicado por ecohabitar a December 2, 2009 em Materiais Ecológicos, Preservação Ambiental | Seja o primeiro a comentar

Por melhor que seja o planejamento de uma obra, ao final sempre tem uma dor de cabeça garantida: vai haver sobras de material de construção. O material básico é mais facilmente reaproveitado mas como incomoda aquela indecisão chata sobre o que fazer com aquele monte de caixas de revestimento deixadas no canto…

Matt Knox e Johnnie Munger, dois irmãos norte-americanos, apresentaram no passado mês de Outubro uma solução alternativa para esses desperdícios de material, muito melhor que o tradicional galpão empoeirado onde iriam jazer para sempre ou o despejo clandestino em um terreno baldio.

O site DiggersList é um portal gratuito de classificados para construção onde se pode comprar, vender ou trocar sobras de material, ferramentas e mesmo veículos. Dividido por áreas geográficas o DiggersList já está disponível para 16 cidades nos Estados Unidos pretendendo os seus idealizadores chegar a 224 no decurso do próximo ano.

Sendo bastante interativo, um outro serviço que o site proporciona é a possibilidade dos construtores locais divulgarem o seu trabalho, criando um perfil para a sua empresa ou uma galeria de fotos, gerando assim novas oportunidades de negócio. Segundo Matt Knox houve a preocupação de tornar essa ferramenta muito fácil de operar, mesmo para quem não está familiarizado com internet.

O sistema traz evidentes vantagens ambientais e econômicas já que para além do fim dos desperdícios de material e da diminuição dos resíduos de obras se consegue também reduzir custos e minimizar prejuízos.

com informações de ecohome magazine

Um Minhocão verde

Publicado por ecohabitar a November 27, 2009 em Design Inteligente, Preservação Ambiental | Seja o primeiro a comentar

A High Line era uma linha férrea elevada que atravessava parte de Manhattan e que foi abandonada definitivamente em 1980. Em finais de 2001 a prefeitura de Nova York decidiu pela demolição do que sobrava da estrutura. No entanto, a organização Amigos da High Line, constituída 2 anos antes por vizinhos do local, conseguiu reverter a decisão recolhendo fundos para a construção de um parque. A revista aU publicou matéria sobre o tema:

O High Line, o mais novo parque de Nova York, foi inaugurado no que era uma linha férrea elevada abandonada desde 1980. Iniciativas públicas e privadas - incluindo ações da Associação dos Amigos do High Line - arrecadaram 44 milhões de dólares para a reforma e transformação para um novo uso. O resto dos 152 milhões de dólares foram levantados pela prefeitura (leia-se Michael Bloomberg) e por mais de 30 projetos em construção ao redor do parque - como o de Renzo Piano para a nova sede do Whitney Museum.

Em 2002 os Amigos do High Line conseguiram provar para a prefeitura que os impostos gerados pelo parque seriam maiores que os custos de sua construção e reforma. No ano seguinte eles abriram um concurso arquitetônico e paisagístico. O estúdio de paisagismo James Corner Field Operations e o escritório de arquitetura Diller Scofidio + Renfro foram escolhidos.  Todo o material que estava apoiado na estrutura foi removido e mapeado - o que inclui os trilhos de ferro, o cascalho, a terra e uma camada de concreto. (…)

As partes que estavam quebradas foram restauradas e o que estava faltando foi refabricado para se aproximar do desenho original.(…)

A partir daí, a primeira seção do parque propriamente dito pôde ser construída. Essa fase incluiu a instalação de 3,5 mil placas pré-fabricadas de concreto para laje, 60 assentos de ipê brasileiro e peruano, dois elevadores, duas escadas rolantes e o plantio de cerca de mil árvores e 50 mil mudas de diferentes tipos de vegetação. E, sentado em uma das espreguiçadeiras entre as ruas 14 e 15, tem-se a melhor vista do rio Hudson.

Luminárias LED de alta eficiência foram integradas aos trilhos e iluminam o caminho do visitante à noite. As luzes ficam abaixo do nível dos olhos, o que permite que a vista se ajuste à luz ambiente. Outras lâmpadas também foram instaladas debaixo do High Line para iluminar a rua.

De acordo com os autores, o projeto foi inspirado na “beleza melancólica encontrada no High Line” - onde flora e fauna retomaram um espaço urbano que tinha sido abandonado pelo homem. A ideia era “reajustar um veículo industrial e o transformar em um instrumento de prazer pós-industrial”.

Por iniciativa da população, Nova York converteu uma estrutura icônica mas degradada da cidade em um parque urbano recuperando fauna e flora para o lugar. Alguém aí falou em Minhocão?

com informações de aU e thehighline.org

Cuidado com o drywall chinês

Publicado por ecohabitar a November 6, 2009 em Materiais Ecológicos, Preservação Ambiental | Seja o primeiro a comentar

in agência estado

A China e os Estados Unidos concordaram em ampliar esforços para aumentar a segurança do consumidor, depois de vários escândalos nos últimos anos envolvendo produtos fabricados na China considerados perigosos. O comunicado, divulgado ao final de quase uma semana de negociações entre órgãos reguladores dos dois lados, vem três semanas antes de o presidente dos EUA, Barack Obama, chegar à China para sua primeira visita oficial ao país. (…)

Os dois órgãos - a Comissão de Segurança dos Produtos ao Consumidor dos EUA e o Departamento Geral de Supervisão e Inspeção da Qualidade da China - também prometeram promover “investigações científicas e baseadas em fatos, de maneira cooperativa” sobre as importações de drywall (estrutura à base de gesso usada em paredes, tetos e revestimentos) da China.

Os consumidores norte-americanos reclamaram de problemas físicos e de danos estruturais resultantes do drywall, importado da China durante o boom imobiliário e que tornou algumas casas inabitáveis.

De fato, notícias provenientes dos Estados Unidos dão conta de centenas de processos pipocando por todo o país de compradores que tiveram que pura e simplesmente abandonar as suas casas tornadas inabitáveis por causa de drywall chinês contaminado com enxofre. Para além de danos materiais, nomeadamente corrosão de metais, inutilizando encanamentos e eletrodomésticos, os danos à saúde de seus ocupantes incluem dores de cabeças constantes e dificuldades respiratórias. Estima-se um número de até 100.000 casas construídas em steel frame que terão que ser totalmente demolidas e reconstruídas.

A construção em steel frame e drywall é uma tendência crescente no Brasil por causa da rapidez de execução, da possibilidade da contenção de custos reduzindo a quase zero os desperdícios de material e por possibilitar uma obra seca, menos agressiva ao meio ambiente. Os problemas verificados no drywall chinês não implicam, como é óbvio, na condenação do sistema, muitíssimo válido na sua essência. Existem diversas marcas multinacionais que comercializam no país um produto de ótima qualidade e que, aliás, contribuem para a muito necessária revolução conceptual na construção civil brasileira.

com informações adicionais de Treehugger e The New York Times

Areia artificial preserva o ambiente

Publicado por ecohabitar a November 3, 2009 em Materiais Ecológicos, Preservação Ambiental | 2 Comentários

in PINIweb

A Votorantim Cimentos passou a usar em outubro a areia artificial em sua unidade de Campo Grande. O objetivo da empresa é expandir o uso do material em todas as unidades espalhadas pelo País. “Começamos a usar a areia artificial entre 2002 e 2003 na cidade de Curitiba. Desde lá, já adotamos o material na capital e interior de São Paulo e agora em Campo Grande. A ideia é expandir o material para uso no concreto em todas as unidades de agregados“, conta Renato Siniscalchi, gerente técnico da área de agregados.

A areia artificial é obtida nas instalações de britagem e aproveita grande parte do material de descarte das minerações. “Uma das vantagens principais é o controle do processo de fabricação do material. As características da areia natural variam muito, sem contar as impurezas que precisam ser retiradas“, explica Siniscalchi. “Em um processo industrial, o controle tecnológico é muito mais apurado, o que melhora a resistência e o acabamento do produto. Em paralelo, se reduz o uso de cimento na fabricação do concreto“, completa.

Segundo ele, a extração natural da areia ainda provoca impacto ambiental no leito dos rios e eleva o custo final da produção de concreto, pois os locais de extração geralmente estão distantes dos centros consumidores.

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Reciclagem: em vez de areia, PET moído

Publicado por ecohabitar a October 30, 2009 em Materiais Ecológicos, Preservação Ambiental | Seja o primeiro a comentar

in Revista Sustentabilidade

Um processo que substitui areia por politereftalato de etila (PET) moído na elaboração de argamassa de revestimento ganhou o prêmio Ecopet 2009 na categoria Pesquisa e Processos.

O autor do projeto escolhido é Paulo Paiva Dyer, estudante do 5º ano do curso de graduação em Engenharia Ambiental da Unesp (Universidade do Estado de São Paulo).

Segundo Dyer, além de reduzir a demanda por um recurso natural que é a areia, a argamassa com PET moído tem resistência de compressão mecânica três vezes superior ao seu equivalente feito com materiais tradicionais. (…)

A Abipet (Associação Brasileira da Indústria do PET) promove o prêmio Ecopet anualmente com o objetivo de estimular o uso pós-consumo do PET.

Segundo Auri Marçon, presidente da Abipet, a indústria de reciclagem do PET tem entre 20% e 30% de capacidade ociosa por causa da falta de matéria prima.

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