Uma revolução em jardins verticais

Publicado por ecohabitar a May 19, 2010 em Materiais Ecológicos, Preservação Ambiental | Leia o primeiro comentário

Em Setembro de 2009 publicamos aqui um post sobre os riscos de investir em sustentabilidade na construção sem considerar os seus três pilares em um mesmo nível hierárquico. O exemplo dado foi o de um jardim vertical projetado em Inglaterra que havia desconsiderado os seus evidentes custos futuros de manutenção.

Ao lançar este ano a Lifewall, um revestimento vegetal disponível em painéis de 1 m², a espanhola Ceracasa, fabricante de pavimentos e revestimentos cerâmicos, demonstra a viabilidade do conceito e desmistifica a sua complexidade, uma vez que a sua estrutura modular torna a concepção, a instalação e a manutenção de jardins verticais em um item comum de projeto.

O sistema, à semelhança de outros jardins verticais, faz uso da rega hidropônica e suporta vários tipos de planta. O fabricante recomenda que o Lifewall seja usado em conjunto com outro produto do seu catálogo, o Bionictile. Este é um mosaico cerâmico de revestimento de baixa manutenção e que, exposto à umidade e a raios ultra-violeta, neutraliza os óxidos de nitrogênio presentes no ar de todas as grandes cidades e que são produto da combustão de motores e indústrias.

Ainda segundo a Ceracasa, a simbiose entre o Lifewall e o Bionictile dá-se da seguinte maneira: os óxidos de nitrogênio filtrados da atmosfera pelo Bionictile são transformados em nitratos que funcionarão como fertilizantes, nutrindo as plantas do Lifewall que, por outro lado, integradas em um jardim vertical, constituirão uma fonte de absorção de CO². Resumindo: ao instalar este sistema você ganha um jardim vertical de baixa manutenção que funciona como isolante térmico do edifício, limpa o ar do entorno e elimina CO². Incrível, não?

com informações de Jetson Green

Guerra de certificações?

Publicado por ecohabitar a April 26, 2010 em Eficiência Energética, Opinião, Preservação Ambiental | 2 Comentários

Matéria publicada na Revista Sustentabilidade nos dá conta de situação inédita até agora no Brasil: Apesar de ter construído todo o Complexo Parque Cidade Jardim seguindo os padrões da certificação LEED, do Green Buliding Council Brasil, a incorporadora paulistana JHSF agora optou pela certificação Aqua em três torres comerciais a serem edificadas no complexo.

Segundo Júlio Cezar Aria Saez, gerente de engenharia da incorporadora, a decisão foi tomada pela constatação de que o sistema Aqua seria mais adaptado ao mercado e às condições ambientais do nosso país.

“Inicialmente planejamos certificá-los pelo LEED, mas agora optamos por buscar o selo do Aqua” afirmou o responsável pela JHSF. Saez disse também que apesar de todo o complexo ter sido concebido dentro dos padrões ambientais do LEED, as nove torres do complexo residencial e o shopping não têm a certificação porque a JHSF não solicitou o certificado.

Apesar de não terem ficado muito claros os motivos pelos quais a incorporadora, apesar de todo o complexo ter sido concebido de acordo com os requisitos do LEED, ter optado por não solicitar a competente certificação, o que se pode concluir é que o mercado brasileiro das certificações de edifícios já assiste a brigas de cachorro grande. Isso é sinal da sua importância atual e do peso que as construtoras (e, portanto, o mercado) já atribuem aos selos certificadores para edificações.

leia mais aqui sobre os sistemas LEED e Aqua no Brasil

Casa Entre Árvores, Mar Azul, Argentina

Publicado por ecohabitar a February 18, 2010 em Design Inteligente, Preservação Ambiental, Projetos | 3 Comentários

A região da Granja Viana, em Cotia, SP, tem uma forte identidade associada a qualidade de vida e harmonia com a natureza. O crescimento urbano que tem sofrido nos últimos anos tem sido causa de alguns conflitos, quase sempre relacionados com as abordagens construtivas adotadas por novos moradores, consideradas, em alguns casos, desajustadas ao perfil da região.

De fato, e apesar da legislação ambiental em vigor punir duramente o corte sem autorização de qualquer árvore, é frequente assistirmos ao desmate de lotes inteiros de um dia para o outro sem que, aparentemente, haja consequências para os infratores, uma vez que de imediato se iniciam os trabalhos de terraplanagem e fundações, seguindo a obra o seu curso normal. O argumento justificativo muitas vezes invocado é o de que a existência de árvores no lote onera demasiado ou mesmo inviabiliza a construção. Não é verdade.

Os arquitetos argentinos Martín Fernández de Lema e Nicolás Moreno Deutsch desenharam esta Casa entre Árvores em Mar Azul, balneário perto de Villa Gesell, a cerca de 400 km de Buenos Aires. O local, perto do mar, é de denso arvoredo e, para além do restritivo código de obras local, o programa solicitado aos arquitetos requeria especial cuidado na preservação das condições naturais do terreno bem como o aproveitamento máximo da sua cobertura vegetal.

O resultado, que pode ser conferido aqui, é um exemplo perfeito de conciliação de arquitetura com meio ambiente. Os proprietários do lote ganharam uma casa nova com paisagismo “antigo”, perfeitamente integrada com o entorno e com direito à sombra de pinus adultos na varanda. Todos os trabalhos de construção foram executados em torno das árvores pré-existentes sem que tal prejudicasse a qualidade do resultado final. A opção por concreto aparente e por acabamentos “minimalistas” contribuiu para o controle de custos da obra. Fotos adicionais, cortes e plantas da casa estão disponíveis aqui.

Casa Entre Árboles, Mar Azul, Buenos Aires, Argentina, 2006-2007

Martín Fernández de Lema, Nicolás Moreno Deutsch

com informações de ArchDaily

Fechando o ciclo da água

Publicado por ecohabitar a December 21, 2009 em Preservação Ambiental, Uso Racional da Água | Leia o primeiro comentário

in inovação tecnológica

Águas servidas não são um lixo imprestável, mas uma fonte de matérias-primas valiosas e de energia, capaz de beneficiar sobretudo os países mais pobres.

Esta é a opinião do Dr. Jules van Lier, da universidade holandesa de Delft. “Lembre-se que 2,6 bilhões de pessoas no mundo não possuem saneamento básico, o que resulta em 200 mortes por hora, com a maioria delas ocorrendo em crianças de até cinco anos de idade,” diz o pesquisador.

As águas servidas são normalmente vistas como algo desagradável e perigoso, cujo único destino possível é um tubo para que as leve para bem longe.

Entretanto, ao longo das últimas décadas, as tecnologias de tratamento vêm-se tornando cada vez mais eficazes na remoção dos componentes que podem causar danos à saúde.

“Com um exame mais aprofundado, é fácil ver que as águas servidas são na verdade uma corrente rica de matérias-primas valiosas derivadas das atividades econômicas ou domésticas,” defende o pesquisador.

Segundo ele, no futuro, as plantas de tratamento de esgotos deverão se transformar em plantas de reprocessamento, capazes de produzir água adequada para reúso, fechando o ciclo de uso da água pelas indústrias e pelas residências.

clique aqui para ler a matéria completa

Jaguatirica na Granja Viana

Publicado por ecohabitar a December 8, 2009 em Preservação Ambiental | Seja o primeiro a comentar

A Revista Circuito na sua última edição noticia o aparecimento de um macho de jaguatirica no cruzamento mais movimentado da Granja Viana: Avenida São Camilo com a Rua José Félix. O veterinário que o recolheu conta que o animal estava desidratado e havia sofrido uma pancada na bacia, possivelmente de uma queda ou, até mesmo, atropelamento. Segundo a revista a jaguatirica tinha 3,8 quilos quando entrou na clínica, e ganhou um quilo durante a recuperação que durou 6 dias. “Quanto mais rápida a devolução do bicho ao ambiente natural,  melhor para ele”, explica o veterinário. O local escolhido para a soltura foi o Parque Estadual do Jurupará, no sul do município de Ibiúna.

O veterinário afirma que a presença de um animal como a jaguatirica em ambientes urbanos denuncia a massiva invasão humana no habitat dos animais. De acordo com ele, as alterações ambientais provocam a escassez de alimentos e isola os indivíduos em “ilhotas”. Sem nenhuma referência e sem como obter alimentos, eles acabam migrando para as áreas urbanizadas e ficam expostos. É cada vez mais frequente encontrar porcos-espinhos e saguis rondando as casas e rasgando lixo, tudo para conseguirem comida. Os bichos acabam sendo atacados por cães dessas residências ou atropelados. A jaguatirica é um felino natural da Mata Atlântica, com hábitos noturnos, que se alimenta de animais de pequeno porte.

com informações e texto de Circuito On-line

O fim das sobras de material de construção

Publicado por ecohabitar a December 2, 2009 em Materiais Ecológicos, Preservação Ambiental | 2 Comentários

Por melhor que seja o planejamento de uma obra, ao final sempre tem uma dor de cabeça garantida: vai haver sobras de material de construção. O material básico é mais facilmente reaproveitado mas como incomoda aquela indecisão chata sobre o que fazer com aquele monte de caixas de revestimento deixadas no canto…

Matt Knox e Johnnie Munger, dois irmãos norte-americanos, apresentaram no passado mês de Outubro uma solução alternativa para esses desperdícios de material, muito melhor que o tradicional galpão empoeirado onde iriam jazer para sempre ou o despejo clandestino em um terreno baldio.

O site DiggersList é um portal gratuito de classificados para construção onde se pode comprar, vender ou trocar sobras de material, ferramentas e mesmo veículos. Dividido por áreas geográficas o DiggersList já está disponível para 16 cidades nos Estados Unidos pretendendo os seus idealizadores chegar a 224 no decurso do próximo ano.

Sendo bastante interativo, um outro serviço que o site proporciona é a possibilidade dos construtores locais divulgarem o seu trabalho, criando um perfil para a sua empresa ou uma galeria de fotos, gerando assim novas oportunidades de negócio. Segundo Matt Knox houve a preocupação de tornar essa ferramenta muito fácil de operar, mesmo para quem não está familiarizado com internet.

O sistema traz evidentes vantagens ambientais e econômicas já que para além do fim dos desperdícios de material e da diminuição dos resíduos de obras se consegue também reduzir custos e minimizar prejuízos.

com informações de ecohome magazine

Um Minhocão verde

Publicado por ecohabitar a November 27, 2009 em Design Inteligente, Preservação Ambiental | Seja o primeiro a comentar

A High Line era uma linha férrea elevada que atravessava parte de Manhattan e que foi abandonada definitivamente em 1980. Em finais de 2001 a prefeitura de Nova York decidiu pela demolição do que sobrava da estrutura. No entanto, a organização Amigos da High Line, constituída 2 anos antes por vizinhos do local, conseguiu reverter a decisão recolhendo fundos para a construção de um parque. A revista aU publicou matéria sobre o tema:

O High Line, o mais novo parque de Nova York, foi inaugurado no que era uma linha férrea elevada abandonada desde 1980. Iniciativas públicas e privadas - incluindo ações da Associação dos Amigos do High Line - arrecadaram 44 milhões de dólares para a reforma e transformação para um novo uso. O resto dos 152 milhões de dólares foram levantados pela prefeitura (leia-se Michael Bloomberg) e por mais de 30 projetos em construção ao redor do parque - como o de Renzo Piano para a nova sede do Whitney Museum.

Em 2002 os Amigos do High Line conseguiram provar para a prefeitura que os impostos gerados pelo parque seriam maiores que os custos de sua construção e reforma. No ano seguinte eles abriram um concurso arquitetônico e paisagístico. O estúdio de paisagismo James Corner Field Operations e o escritório de arquitetura Diller Scofidio + Renfro foram escolhidos.  Todo o material que estava apoiado na estrutura foi removido e mapeado - o que inclui os trilhos de ferro, o cascalho, a terra e uma camada de concreto. (…)

As partes que estavam quebradas foram restauradas e o que estava faltando foi refabricado para se aproximar do desenho original.(…)

A partir daí, a primeira seção do parque propriamente dito pôde ser construída. Essa fase incluiu a instalação de 3,5 mil placas pré-fabricadas de concreto para laje, 60 assentos de ipê brasileiro e peruano, dois elevadores, duas escadas rolantes e o plantio de cerca de mil árvores e 50 mil mudas de diferentes tipos de vegetação. E, sentado em uma das espreguiçadeiras entre as ruas 14 e 15, tem-se a melhor vista do rio Hudson.

Luminárias LED de alta eficiência foram integradas aos trilhos e iluminam o caminho do visitante à noite. As luzes ficam abaixo do nível dos olhos, o que permite que a vista se ajuste à luz ambiente. Outras lâmpadas também foram instaladas debaixo do High Line para iluminar a rua.

De acordo com os autores, o projeto foi inspirado na “beleza melancólica encontrada no High Line” - onde flora e fauna retomaram um espaço urbano que tinha sido abandonado pelo homem. A ideia era “reajustar um veículo industrial e o transformar em um instrumento de prazer pós-industrial”.

Por iniciativa da população, Nova York converteu uma estrutura icônica mas degradada da cidade em um parque urbano recuperando fauna e flora para o lugar. Alguém aí falou em Minhocão?

com informações de aU e thehighline.org